Londrina no páreo
Aos que vibram infantilmente pelos primeiros lugares como se estivessem assistindo corridas de cavalo para chegarmos à frente de Joinville (SC) no quesito populacional, sugiro darem uma passadinha em Jabotatão dos Guararapes, fundada há 418 anos em Pernambuco Com quase 650 mil almas (cifra que provocaria orgasmos em londrinenses assanhados por subir ao pódio sulista das maiores cidades), a cidade pode ser considerada em quase tudo, menos coerência em sua potencial qualidade de vida praiana
Seus gestores não conseguiram nem mesmo concluir uma mísera maternidade, obrigando grávidas a se dirigirem a Olinda, quando não raro até Recife Esgotos correm a céu aberto, a coleta de lixo - quando recolhido - é feito por carroças, uma rua inteira limpa é quase motivo de fotografia, quando não de reportagem
Pelas diferentes culturas, a comparação acaba onde começam os números do recenseamento e, no mais, a história de crescimento, quando não é velha, é fadada ao fracasso das políticas públicas Por décadas, o slogan de nosso Estado vizinho (do qual surgimos feito o mito da costela de Adão) garganteou à exaustão um tal de ''São Paulo não pode parar'' Deu no que deu, riquíssimos e quase desgraçados urbanos, sobrevivendo numa radiante megalópole que lhes devora duas horas por dia na vida de cada ser humano, aprisionados ao trânsito insolúvel
Londrina tem tempo para crescer no que ela precisa Se o censo não nos habilita em mais recursos, tenhamos a inteligência e o planejamento a nosso favor, até para não repetirmos o fatídico erro curitibano que atraiu desqualificados orbitando a bela capital (erigida com recursos do interior e com seus rios 100% poluídos e mortos), povoando cidades-dormitório que atormentam cotidianamente os pensadores urbanos
CHRISTIAN STEAGALL-CONDÉ é arquiteto em Londrina



Turbulências e elevação
O mundo passará ainda por muitos tormentos climáticos e de ordem social, mas este é um processo de transição para uma era de luz e harmonia que se instalará na Terra a partir do presente milênio Esse glorioso acontecimento não será em breve se imaginarmos que possa acontecer nos próximos anos, mas está perto em relação aos tempos já vividos pela humanidade
O que está dito no Apocalipse já começou a acontecer, mas devemos saber que este é um evento cíclico de destruição para que coisas novas e reveladoras floresçam Já aconteceu em outras eras, e repetidas vezes São ciclos de expurgo, purificação e renovação neste velho planeta-laboratório em que vivemos A revelação das visões de João narradas no Apocalipse é a parte menos compreendida da escritura testamentária, mas se atentarmos para a simbologia das palavras e o que agora ocorre no mundo - destacadamente o fato novo e inquietante do aquecimento global, com o consequente derretimento das geleiras e o subida das águas oceânicas - poderemos entender a profecia
Mas, após o que está acontecendo e ainda acontecerá de muito pior e que deverá envolver a todos nós, agora e mais tarde (porque ainda teremos de retornar), esta morada terrena ficará mais purificada, à semelhança de um paraíso - a anunciada Idade Dourada Sem prejuízo da nossa contínua marcha evolutiva pelas inimagináveis dimensões mais elevadas
Paralelamente a estes momentos conturbados (violência, terremotos, tsunamis, pestes, disputas, misérias sociais e baixa moral), o planeta - que é um corpo vivo e pulsante - está ascensionando, e com ele a população terrestre também ascensionará O homem já recebeu os avisos, mas sabe-se que o que não acontece pela sensatez e pelo amor acontece pela dor Nesse turbilhão, todas as formas de vida passarão por transformações, e a luz planetária afinal resplandecerá
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

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