ESPAÇO ABERTO
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Samuel dos Santos 
O termo micros e pequenas empresas (MPEs) surgiu em meados da década de 1980 Esse fenômeno suplantou todas as expectativas fazendo com que pequenas famílias saíssem do seu lar, aliando a necessidade com o espírito guerreiro de empreendedor de abrir seu pequeno estabelecimento Atrelado a isso, houve o incentivo do governo com a desburocratização na abertura de firma, linha de crédito e o incentivo por meio de cursos, consultorias, capacitações e diversas outras soluções para melhoria da gestão e acesso ao mercado
Houve, indiscutivelmente, a perspicácia de uma ação governamental ciente de que menos impostos resultam em mais empregos, mais renda e mais desenvolvimento Essa injeção de ânimo motivou o homem adormecido a abrir o seu próprio negócio Segundo estatística do IBGE, esse fomento desencadeou efetivamente o maior celeiro de geração de emprego da atualidade As MPEs são o segmento que mais emprega no Brasil Para cada 10 empregos, nove foram gerados pelas MPEs A logística desse empreendimento é tão evidente que já se cogita a ideia de se criar um ministério para as micros e pequenas empresas
É oportuno salientar a necessidade da consolidação de uma política nacional para o setor ainda mais pela importância que esse segmento representa na economia do país, como mola propulsora do desenvolvimento econômico e social A grande massa que até então se sentia oprimida pela falta de uma política concreta e eficaz por parte dos governantes, hoje se orgulha de ser chamada microempresário Uma coisa que deu certo, não só pela sustentabilidade da geração de emprego familiar, mas acima de tudo na força movedora da economia, gerando riquezas ao país
Isso nos faz refletir sobre a incansável luta para o enfraquecimento da informalidade que há décadas vem sendo combatida tanto na esfera pública quanto na privada De certa forma, é uma conquista ímpar e fundamental para a estabilidade da economia, pois o objetivo foi atingido Esse fato advém do fortalecimento dos cofres públicos o que proporciona, com certeza, uma série de benefícios básicos ao bem-estar do cidadão: como saúde, habitação, educação e segurança, etc Além do mais, cai por terra a perene ideia de que havia nesse embate uma concorrência desleal que configurava uma desproporcionalidade daqueles que exerciam o seu comércio formalmente
Hoje a era da informalidade poderá estar paulatinamente chegando ao seu fim A vitória e a conquista advém de diversos setores da sociedade Embora um pequeno contingente persista nessa ideia, será difícil sustentar a pressão, pois certamente verá que a melhor opção será se adequar à microempresa Dessa forma, não só estará contribuindo para o crescimento do país, como também se solidificando como pequeno empresário e estará corroborando na sua própria qualidade de vida Além do mais, será um adepto em potencial para o declínio do índice da informalidade
Fica como exemplo as mais de 500 famílias do camelódromo de Londrina que superaram as adversidades de um passado nebuloso e hoje conquistaram um lugar ao sol Os pequenos e microempresários estão otimistas quanto ao futuro e querem que o Brasil se desenvolva, pois só assim também estarão preparados para crescer
SAMUEL DOS SANTOS é estudante de Direito e gerente administrativo do Camelódromo de Londrina


