Só Londrina perdeu
Acredito que a raça negra merece ser homenageada por tudo que ela representa na nossa história Tenho certeza que o presidente da Acil, Nivaldo Benvenho, também pensa desta maneira Mesmo assim foi criticado pela coragem de mostrar a todos nós o quanto Londrina perderia com mais este feriado da Consciência Negra no último dia 20 Passado o feriado, vi de fato que Londrina perdeu
Andando pelo Calçadão, no sábado pela manhã, estranhei o movimento de pessoas Minha farmácia, que não tem restrição de horário de trabalho, estava movimentada, o que não é comum em feriado Resolvi ir a outra loja, na JK e a situação era a mesma No Catuaí, somente a nossa loja e o supermercado estavam abertos, com o mesmo movimento intenso de pessoas Ao observar as placas dos carros no estacionamento, da mesma maneira que tinha feito nas proximidades do Calçadão, constatei que mais de 50% dos carros não eram de Londrina, mas de Arapongas, Cambé, Loanda, Maringá, Cianorte, Assis, Cambé, Presidente Prudente e outras cidades desta vasta região Vieram para cá sem saber que era feriado e encontrariam o comércio fechado
Se o nosso comércio e serviços são tão fortes e crescentes (temos todas as grandes marcas do País) não é somente por nossos 500 mil habitantes, mas sim por ser um polo regional, um dos maiores do Brasil que abrange não só o Paraná, mas também o Sul de São Paulo Além de perder a venda daquele dia, que foi calculada em R$ 19 milhões, estes clientes passam a procurar outras cidades-polos Poderia não me manifestar até porque minhas lojas são as menos prejudicadas, mas temos que nos indignar pela preocupação eleitoreira em detrimento do desenvolvimento da nossa cidade
RUBENS BENEDITO AUGUSTO é diretor do Sindicato das Farmácias de Londrina e conselheiro da Associação Comercial Industrial de Londrina



Em nós o conselheiro e o poder
Nosso íntimo abriga o mais sábio conselheiro, e ele está sempre desperto e conectado às frequências mais elevadas, por isso é preciso ficar atento ao que ele nos transmite Porque a voz do ego inferior também se manifesta e está sempre tentando sufocá-lo Por outorga divina, somos detentores de poderes virtuosos, e ao acioná-los estabelecemos conexão com as forças semelhantes do universo e as atraímos A lei da atração é uma realidade Nem as religiões a contestam, ou não permitiriam que seus fiéis movessem essa dinâmica ao se prostrarem em oração para obter graças
Se temos em nós o poder - que é imanente de Deus - e a sabedoria, não podemos consentir cegamente em tudo que nos repassam, e muito menos que nos qualifiquem insistentemente como pecadores e sujeitos a tenebrosos castigos divinos O que nos acontecerá agora e depois desta vida será certamente resultante de nossos atos, e nós mesmos é que passaremos pelas necessárias provações, arrependimentos, remorsos e pela roda das reencarnações Estas são formas alegóricas de infernos
Certos sistemas de crenças se valem de meios de intimidação, mas quem crê na magnanimidade de Deus não o imagina capaz de nos lançar em imaginários abismos de fogo Mais um pouco e esse discurso sinistro irá perdendo consistência, porque verdades até agora desconhecidas já começam a ser reveladas Ao invés de semear esses temores, as religiões que se valem daqueles argumentos deveriam pregar mais intensamente a prática da elevação moral, de olharmos mais amorosamente para nossos coirmãos, de tolerar aqueles que nos causaram mal (ao menos pela forma de não revidar), de buscarmos o domínio do espírito sobre a obstinada ganância por conquistas materiais e de amarmos mais a nós próprios e aos nossos semelhantes
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

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