ESPAÇO ABERTO
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
João Massarutti<BR>Walmor Macarini 
Decisão das urnas: Londrina reclama
O Brasil continuará sendo comandado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), por meio da presidente eleita Dilma Rousseff, e gostando ou não teremos de acatar, pois foi decisão democrática da maioria. Ela ganhou com 56% dos votos válidos. Os eleitores londrinenses disseram claramente que não concordam com essa realidade, embora tenham que respeitar.
Londrina, sempre de oposição e na vanguarda do desenvolvimento econômico, social e político, com renda per capita e culturalmente superior à média dos brasileiros, também já elegeu candidatos do PT. Naquele momento, existia a esperança de que os eleitos pudessem melhorar ainda mais a vida dos londrinenses, já que na esfera federal haviam várias pessoas em cargos importantes no Executivo e isso não aconteceu. Londrina reclama há muito tempo contra a falta de segurança, a deficiência na área da saúde, nas escolas, nas creches e outras obras de infraestrutura, - veja o tempo decorrido com a novela do ILS do aeroporto - já que contribui com uma fortuna de impostos e nada recebe em troca.
Após dois mandatos de governo do PT, o londrinense deu um basta. O candidato a governo do Estado Osmar Dias (PDT), aliado ao PT, e a senadora eleita Gleisi Hoffmann (PT) estranharam o percentual de votos recebidos em Londrina, - 75% disseram não aos candidatos do PT - obviamente, eles não entenderam, porque não moram aqui, não vivem os dramas da cidade e praticamente nada sabem daqui. Só se lembram que Londrina é importante em época de eleições. Para aqueles que detêm cargos eletivos é importante saber que a conquista do eleitor é feita no dia a dia repassando recursos na medida das necessidades e não somente quando precisam do voto.
JOÃO MASSARUTTI é contador em Londrina
Distinguir ego e essência em luta
Quando as dúvidas sobre coisas transcendentes nos acossam, devemos festejá-las porque alguma revelação pode estar próxima de manifestar-se. Temos de dar atenção às dúvidas porque elas são lampejos de iluminação, sinalizando que devemos buscar as respostas. Não se deve ter receio de buscá-las, mesmo que isto contrarie nossos condicionamentos religiosos. O primeiro conselheiro a ouvir é o mestre que habita em nós, porque ele nunca se engana e sempre nos aponta o melhor caminho. Este sábio que hospedamos em nosso íntimo é nossa essência superior, e se ficarmos atentos veremos que ela nos fala constantemente, embora no mais das vezes não lhe damos importância. Todos nós sabemos quando estamos fazendo (ou intentando fazer) algo condenável, e esse saber é a senha da voz interior que se pronuncia em nós.
A ira, a ganância, o descontrole e outros descaminhos são nossa rendição ao ego inferior e, por falta de treino e de uso da potencialidade infinitamente maior que reside em nós, permitimos que ele nos domine. Nem percebemos que essas duas correntes vivem em luta constante. Quando conseguirmos distinguir claramente essas duas forças em conflito e soubermos administrá-las, teremos descoberto a nós mesmos e tomaremos posse da chave de todas as portas.
Mas se nos deixamos seduzir pelo sibilo da serpente, que é a tentação do ego, obstruímos as vertentes do coração (leia-se nosso Eu Superior) e assim não damos chance de eles se revelarem e de nossa dimensão espiritual manifestar-se. Chegamos a pensar que é fraqueza adotar postura mais sociável e reverente com todo o tipo de pessoas, e assim a arrogância se impõe, altiva, para demonstrar poder e dominação. ''Quando o homem é perfeitamente liberto de todos os desejos do ego finito e alcança a paz da alma pela realização do Eu Divino, então é um homem de perfeita liberdade.''
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina


