Apesar de todas as discussões metodológicas sobre o papel do professor no ensino superior, acreditamos que ele é o principal autor deste processo de aprendizagem, tanto da aquisição do conhecimento técnico e científico, quanto do desenvolvimento das relações interpessoais e do aprimoramento profissional de cada estudante.
Visto como modelo a ser seguido por seus alunos, o professor alicerça a necessidade de reflexão sobre sua própria função dentro do projeto político-pedagógico de um curso. Sua capacidade de motivação, compromisso, articulação da comunicação e agente das condições favoráveis ao aprendizado, são algumas atitudes que mostram que o professor sempre foi e continua sendo componente fundamental do processo de aprendizagem dos estudantes. E como tal o professor deve ser valorizado e estimado pela sociedade, pois o ensinar não é uma tarefa fácil, requer grande responsabilidade e uma prática reflexiva constante do educador sobre sua forma de trabalhar. Em um mundo coalhado de transformações políticas, sociais e culturais, ensinar demanda respeito à autonomia e à dignidade de cada sujeito, considerando o indivíduo como um ser que constrói a sua própria história.
Desta forma, o entusiasmo em ensinar e o compromisso dos docentes com seus alunos e com a instituição de ensino onde trabalha, pode criar um ambiente estimulador ao uso de vários métodos de aprendizagem. Nas diversas maneiras de ensinar: por leitura, aulas expositivas, discussões em grupos de estudo ou por meio da interatividade virtual, o professor é categoricamente apontado por seus alunos como elo que não pode ser rompido.
A aquisição de conhecimento teórico é primordial, mas esse saber precisa ser estruturado de forma a ser aplicável em situações práticas, e essa abordagem demanda orientação do professor. A informação tem que ser transformada em formação. Cada professor, nas diversas áreas de atuação, tem que trabalhar o ensino de forma que seja útil quando requerido em seu cotidiano profissional e, não fique apenas armazenado, esquecido na memória do aluno.
Atualmente, é consenso entre os educadores que uma pedagogia interativa, a qual priorize estratégias ativas de ensino-aprendizagem conduz a uma formação mais integral do aluno, proporcionando condições de prepará-lo para enfrentar as distintas situações do cotidiano profissional. Porém, mesmo as estratégias de ensino consideradas ativas, que teorizam o aluno como centro do aprendizado, apontam o professor com o grande intermediador entre o conhecimento cognitivo e a formação do estudante.
As instituições de ensino deveriam enfatizar programas de desenvolvimento docente, os quais almejassem não apenas as habilidades técnicas e pedagógicas, mas também fortalecessem as habilidades afetivas para o desenvolvimento das relações interpessoais. O bem-estar do estudante pode ser considerado um grande indicador da qualidade da educação.
Outro tema relevante é o desenvolvimento do compromisso social de cada aluno perante a sociedade e, para tanto o professor é o ponto principal para motivar, alertar e direcionar discussões no âmbito da educação. O professor deve polemizar assuntos de impacto social com seus alunos e instigá-los ao comprometimento social.
Em uma sociedade tão carente de recursos financeiros, devemos cumprimentar todas as tentativas de nossos professores para promover um ensino de qualidade, que proporcione condições aos nossos jovens de serem competitivos no mercado de trabalho. Parabéns aos professores por sua luta incessante por mudanças de paradigmas educacionais e por promover um ensino significativo, apesar de tantos percalços políticos!
CÉLIA FORNAZIERO e PEDRO GORDAN são docentes da Universidade Estadual de Londrina

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