Setembro é considerado o mês da Pátria, quando comemoramos nossa emancipação política, e o Brasil tornou-se independente do reinado português no início do século XIX.
Temos procurado conscientizar os cristãos em geral, sobre a importância de cumprirmos o nosso papel e missão, no exercício da cidadania cristã e também terrena. Nossa verdadeira pátria não é neste mundo, como afirma o apóstolo Paulo, ''pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo...'' (Fp.3:20). Portanto, temos uma dupla responsabilidade como cidadãos da pátria celestial e da pátria terrena.
A exortação bíblica é que oremos em favor de todos que ''se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito'' (1Tm 2:2). Esse momento que antecede as eleições deve ser levado muito a sério no que diz respeito à oração pelo Brasil. É preciso crer na ajuda divina, clamar a misericórdia e o perdão de Deus em relação aos nossos pecados, como povo brasileiro, e também dos nossos governantes. É preciso clamar com forte clamor e lágrimas: ''Deus sara esta nação''.
É preciso rogar ao Pai que desperte a consciência nacional a respeito do voto, que não pode ser barganha. Voto consciente não é negocio, é exercício da cidadania, e jamais deve ser trocado por favor algum, seja ele trabalho ou bem de qualquer espécie. O voto de cada cidadão deve ser valorizado e ser exercido de forma consciente. Cada um de nós precisa escolher políticos com um passado limpo, e com propostas voltadas a propiciar melhorias de vida em nossa sociedade.
Devemos lembrar também que os políticos eleitos se tornarão gerenciadores dos impostos que pagamos e estes recursos precisam ser aplicados no benefício da coletividade tão somente. É preciso clamar por cidadãos e políticos conscientes, que tenham no coração temor de Deus e respeito pelo próximo. Às vezes temos que votar no menos pior, do que deixar de votar. Quando eu não voto, eu estou votando no pior.
O voto num Estado de democracia é uma conquista do povo e deve ser usado com muito critério e grande responsabilidade. É somente por meio dele que temos a oportunidade de provocar grandes mudanças em favor do bem-estar e crescimento da coletividade, especialmente dos menos favorecidos. Por isso, o voto é um direito, e votar consciente é uma obrigação. Não podemos nos esquecer que colheremos os frutos que advirão de nossa escolha.
Convém lembrar o que Martinho Lutero afirmou: ''A grandeza e a prosperidade de uma nação não dependem da abundância de suas rendas, nem da resistência de suas fortalezas, nem tampouco, da beleza dos seus edifícios, mas residem no número de homens e mulheres de boa reputação, conscientes, patriotas e tementes a Deus''.
Nossa atitude como cristãos é seguir o modelo que Jesus nos deixou. Quando esteve aqui na terra, Ele exerceu sua cidadania como judeu, mas nunca aprovou o sistema corrupto e domínio dos grandes. Sabemos que o Mestre e Senhor não veio para abolir a lei, e sim, para cumpri-la. O apóstolo Pedro escreveu sobre Jesus dizendo: ''... Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos'' (1Pe 2:21).
Sejamos conscientes em relação ao nosso voto, que é muito importante, orando e buscando o direcionamento de Deus e exerçamos com fidelidade nosso direito e dever de cidadãos cristãos.
OSNI FERREIRA é pastor da Igreja Presbiteriana Central de Londrina

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