Para não esquecer
Assim como o holocausto precisa ficar vivo na memória da humanidade, como uma tragédia que não pode se repetir, no Brasil os acontecimentos de 1964 também precisam ser sempre lembrados para que a atual geração e as futuras saibam que naquela época a esquerda radical pretendia tomar o poder para impor à nação um regime totalitário. O seu modelo era a revolução cubana que colocou no comando daquele país o tirano Fidel Castro, que transformou Cuba numa ditadura de esquerda que já dura mais de 50 anos. Um golpe militar impediu que os radicais de esquerda conseguissem o seu intento. Durante 21 anos vivemos um triste episódio antidemocrático: foram suprimidas as liberdades de expressão, o Congresso Nacional foi fechado, políticos foram cassados e exilados, jornalistas foram torturados, a imprensa censurada, etc.
Com a volta da democracia, a esquerda voltou à militância. Como exemplo mais recente, a Venezuela experimenta a tirania do radicalismo da esquerda. Já é possível avaliar as consequências desastrosas para o país vizinho, governado por um ditador inconsequente que se diz socialista e quer se perpetuar no poder. Então, que a geração atual consiga ter a visão necessária para não eleger mandatários que desejam se manter no poder a qualquer custo, que tentam de todas as formas calar a imprensa, que pregam a ideia que o Estado tem que dominar tudo em detrimento à economia de livre mercado, que usam o populismo para atropelar a independência dos poderes constituídos, que não se preocupam com a ética e que alimentam a corrupção. Uma nação forte e com uma democracia amadurecida é o que aspiramos para nossos descendentes.
LUDINEI PICELLI é administrador de empresas em Londrina


O valor maior de um filme
''Nosso Lar'' é sem dúvida um filme doutrinário, e aí reside o mérito, porque o tema que aborda não é usual. Algo inconcebível em outros tempos, quando o obscurantismo era maior com relação a essas coisas transcendentes. Um filme não precisa necessariamente ser cinema no sentido que os analistas lhe atribuem, mas pode sim visar uma doutrinação, uma indução à proteção do habitat terreno e à fraternidade, ao despertar e a um melhor viver.
Os críticos raramente se ocupam do conteúdo de uma produção cinematográfica, atendo-se mais especificamente a aspectos técnicos, segundo parâmetros convencionados. Já o espectador (e ele é que importa) se liga no que um filme encerra em sua história ou em sua mensagem. Ressalto a oportunidade de ser exposta ao grande público uma questão do extrafísico como a tratada por ''Nosso Lar'', e outras do gênero focadas na TV, no teatro e em livros, jornais e revistas. Cada vez mais esses temas do mistério vão sendo difundidos.
''Nosso Lar'', muitos sabem, é o mesmo título do livro atribuído a André Luiz (nome fictício do médico brasileiro) que, após o desenlace terreno, o ditou ao médium Chico Xavier. Ali descreve a vida nesse ponto do plano astral habitado por uma grande comunidade de patrícios. Esse lugar seria a primeira estalagem onde chegaremos depois desta e, por isso, muito semelhante à Terra.
Conforme o relato, ali há sítios e cidades, com rigoroso ordenamento, e instituições de socorro aos que chegam trôpegos e necessitando de reencarnar, antes de voos mais altos; e os nada agradáveis umbrais - ou os purgatórios admitidos por todas as religiões. Certamente ''Nosso Lar'' (o filme) é apenas uma amostragem, um início de revelações mais popularizadas que irão chegando e assim preparando a humanidade para verdades futuras mais definidas sobre realidades desconhecidas.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

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