ESPAÇO ABERTO
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Moacyr Servilha Duarte<br>Walmor Macarini 
O pedágio por quilômetro
Novas tecnologias estão possibilitando a cobrança do pedágio por quilômetro percorrido, mesmo em rodovias abertas, como é o caso do sistema adotado pela Alemanha em suas autobahn, com a utilização de satélites e de um equipamento de controle nos caminhões (OBU), cuja instalação é obrigatória. A cobrança é enviada posteriormente aos usuários com o demonstrativo da quilometragem percorrida e o pagamento é feito por via bancária. Os países do centro da Europa, que somam o tráfego local ao grande volume de tráfego de caminhões de passagem para outros países, vêm se mostrando favoráveis a adotar o mesmo sistema, pela sua praticidade e pela possibilidade de assim financiar investimentos em manutenção e melhoria de suas rodovias. Não se cogita, por ora, cobrar de automóveis, tendo em vista a dificuldade logística de encaminhar a cobrança para milhões de endereços.
O Brasil ainda não tem condições de adotar essa sistemática em função do descontrole sobre a frota rodante e da falta de fiscalização. Estimativas indicam que cerca de 30% dos veículos que trafegam em nossas cidades e rodovias não estão licenciados e não haveria como cobrar deles a tarifa de pedágio. Isso vale tanto para caminhões como para automóveis, embora provavelmente a porcentagem de automóveis sem licenciamento seja maior do que a de caminhões. Por essa razão temos de manter a cobrança na própria rodovia, por trecho percorrido, dividindo a rodovia com diferentes praças de modo a obter uma aproximação entre o que está sendo pago e a quilometragem usada.
MOACYR SERVILHA DUARTE é presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR)
Ajuda mútua na travessia terrena
Certos sistemas de crença apequenam o homem ao situá-lo em condição de inferioridade diante de Deus, mas nem ele é inferior e nem está diante do Criador, pela razão de que o compõe. É, portanto, parte integrante do organismo divino, da mesma forma que nossos membros físicos são inerentes ao corpo. Não somos separados de Deus, porque ele reside em nós e nós residimos nele. Sois deuses, nos afirmava Jesus, referindo-se à nossa essência primordial, que é centelha divina. Proclamava a fraternidade universal, por isso (como ele diz) é nosso irmão mais velho. Porque todos somos expressão do mesmo e único Pai. Ele está em nosso ser e em todas as coisas imagináveis e inimagináveis do Universo.
Nossos coirmãos dos planos superiores (santos, arcanjos, a legião dos anjos e outros regentes galácticos e iluminados guias) velam por nós enquanto cumprimos nossos carmas ou voluntárias missões. Questiona-se a aparente contradição entre o princípio do livre-arbítrio e a predeterminação. Esta foi traçada por nós antes de aqui aportarmos. Imaginemos uma viagem preestabelecida. Dentro da embarcação que nos conduz podemos fazer o que quisermos (este o livre-arbítrio), mas a embarcação seguirá inalteradamente a sua rota (este o destino).
A vontade de Deus é que façamos nossas vontades. Se queremos a paz, ele nos fornecerá os meios para o cultivo da paz; se queremos a guerra, igualmente nos municiará do arsenal para isso. Se viver em estado de pobreza ou mendicância é desejo, missão ou circunstância de muitos, a missão dos demais é auxiliá-los nessa travessia. Não podemos interferir arbitrariamente nas decisões alheias, mas é nosso dever ajudar cada um a que leve a bom termo a sua peregrinação por esta vida. Este é o sentido de nos amarmos uns aos outros, porque amor não é apenas sentimento, mas união e ajuda mútua. Sem solidariedade a vida não tem sentido.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina


