O pedágio por quilômetro
Novas tecnologias estão possibilitando a cobrança do pedágio por quilômetro percorrido, mesmo em rodovias abertas, como é o caso do sistema adotado pela Alemanha em suas autobahn, com a utilização de satélites e de um equipamento de controle nos caminhões (OBU), cuja instalação é obrigatória. A cobrança é enviada posteriormente aos usuários com o demonstrativo da quilometragem percorrida e o pagamento é feito por via bancária. Os países do centro da Europa, que somam o tráfego local ao grande volume de tráfego de caminhões de passagem para outros países, vêm se mostrando favoráveis a adotar o mesmo sistema, pela sua praticidade e pela possibilidade de assim financiar investimentos em manutenção e melhoria de suas rodovias. Não se cogita, por ora, cobrar de automóveis, tendo em vista a dificuldade logística de encaminhar a cobrança para milhões de endereços.
O Brasil ainda não tem condições de adotar essa sistemática em função do descontrole sobre a frota rodante e da falta de fiscalização. Estimativas indicam que cerca de 30% dos veículos que trafegam em nossas cidades e rodovias não estão licenciados e não haveria como cobrar deles a tarifa de pedágio. Isso vale tanto para caminhões como para automóveis, embora provavelmente a porcentagem de automóveis sem licenciamento seja maior do que a de caminhões. Por essa razão temos de manter a cobrança na própria rodovia, por trecho percorrido, dividindo a rodovia com diferentes praças de modo a obter uma aproximação entre o que está sendo pago e a quilometragem usada.
MOACYR SERVILHA DUARTE é presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR)



Aju­da mú­tua na tra­ves­sia ter­re­na
  Cer­tos sis­te­mas de cren­ça ape­que­nam o ho­mem ao si­tuá-lo em con­di­ção de in­fe­rio­ri­da­de ‘‘dian­te de ­Deus’’, mas nem ele é in­fe­rior e nem es­tá ‘‘­diante’’ do Cria­dor, pe­la ra­zão de que o com­põe. É, por­tan­to, par­te in­te­gran­te do or­ga­nis­mo di­vi­no, da mes­ma for­ma que nos­sos mem­bros fí­si­cos são ine­ren­tes ao cor­po. Não so­mos se­pa­ra­dos de ­Deus, por­que ele re­si­de em nós e nós re­si­di­mos ne­le. ‘‘­Sois ­deuses’’, nos afir­ma­va Je­sus, re­fe­rin­do-se à nos­sa es­sên­cia pri­mor­dial, que é cen­te­lha di­vi­na. Pro­cla­ma­va a fra­ter­ni­da­de uni­ver­sal, por is­so (co­mo ele diz) é nos­so ir­mão ­mais ve­lho. Por­que to­dos so­mos ex­pres­são do mes­mo e úni­co Pai. Ele es­tá em nos­so ser e em to­das as coi­sas ima­gi­ná­veis e ini­ma­gi­ná­veis do Uni­ver­so.
  Nos­sos coir­mãos dos pla­nos su­pe­rio­res (san­tos, ar­can­jos, a le­gião dos an­jos e ou­tros re­gen­tes ga­lác­ti­cos e ilu­mi­na­dos ­guias) ve­lam por nós en­quan­to cum­pri­mos nos­sos car­mas ou vo­lun­tá­rias mis­sões. Ques­tio­na-se a apa­ren­te con­tra­di­ção en­tre o prin­cí­pio do li­vre-ar­bí­trio e a pre­de­ter­mi­na­ção. Es­ta foi tra­ça­da por nós an­tes de ­aqui apor­tar­mos. Ima­gi­ne­mos uma via­gem prees­ta­be­le­ci­da. Den­tro da em­bar­ca­ção que nos con­duz po­de­mos fa­zer o que qui­ser­mos (es­te o li­vre-ar­bí­trio), mas a em­bar­ca­ção se­gui­rá inal­te­ra­da­men­te a sua ro­ta (es­te o des­ti­no).
  A von­ta­de de ­Deus é que fa­ça­mos nos­sas von­ta­des. Se que­re­mos a paz, ele nos for­ne­ce­rá os ­meios pa­ra o cul­ti­vo da paz; se que­re­mos a guer­ra, igual­men­te nos mu­ni­cia­rá do ar­se­nal pa­ra is­so. Se vi­ver em es­ta­do de po­bre­za ou men­di­cân­cia é de­se­jo, mis­são ou cir­cuns­tân­cia de mui­tos, a mis­são dos de­mais é au­xi­liá-los nes­sa tra­ves­sia. Não po­de­mos in­ter­fe­rir ar­bi­tra­ria­men­te nas de­ci­sões ­alheias, mas é nos­so de­ver aju­dar ca­da um a que le­ve a bom ter­mo a sua pe­re­gri­na­ção por es­ta vi­da. Es­te é o sen­ti­do de nos amar­mos uns aos ou­tros, por­que ­amor não é ape­nas sen­ti­men­to, mas ­união e aju­da mú­tua. Sem so­li­da­rie­da­de a vi­da não tem sen­ti­do.

WAL­MOR MA­CA­RI­NI é jor­na­lis­ta em Lon­dri­na

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