Sustentabilidade e o cotidianoPensar em sustentabilidade parece ser hoje um dos grandes desafios da humanidade. Somos instigados a rever o nosso próprio modo de pensar e agir. De acordo com a Carta da Terra, ''à medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas''. Perigos e promessas. Eis aí a questão que nos apresenta, por um lado, desafios e, por outro, oportunidade de resgate de nossa própria humanidade. Vivenciamos uma nova fase e, como tudo que é novo nos causa incerteza, muitas vezes somos bombardeados por um discurso alarmista sobre a precária situação da Terra e dos povos.
As promessas de uma comunidade global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos, na justiça econômica e numa cultura da paz, só serão alcançadas se não perdermos de vista a necessidade de aliarmos o discurso com a prática. Os perigos estão, talvez, em nos deixarmos levar pela ideia futurista presente nos discursos da sustentabilidade e esquecermos das ações concretas do cotidiano. É imperativo que declaremos nossa responsabilidade uns com os outros e com a grande comunidade de vida no aqui e no agora. Vamos aprender como casar discurso e prática, o cotidiano com o surpreendente, o choro com o riso, a reflexão com a ação e que estamos regressando à casa comum. Todos trocando experiências e valores e enriquecendo uns aos outros, completando-nos mutuamente.
TIAGO GARCIA é relações públicas e pós-graduando em Economia do Meio Ambiente em Londrina


Encontrar respostas pela busca

  Se queremos descobrir as coisas elas serão descobertas. Para isso a busca é necessária, porque sem ela é mais difícil achar. Todos nós temos um código de curiosidade e devemos ativá-lo. As maiores dúvidas estão sempre no campo do desconhecido acerca do nosso destino e do que nos aguarda após a vivência terrena. São muitos os que não desejam buscar respostas, porque temem que luzes novas se acendam e venham contrariar crenças arraigadas - que lhes foram passadas desde tenra idade - e isso as inquieta.
  Descobrir respostas é descobrir a nós próprios, e se estacionamos ou andamos muito devagar nos retardamos no caminho. Evoluir é uma contingência de todos os seres e coisas. Mesmo as pedras vão passando por transformações. Se não evoluímos no entendimento das verdades que transcendem a vivência neste mundo tridimensional, podemos acabar no fosso das dúvidas e das depressões.
  A meditação silenciosa e a abertura para captar o desconhecido - mesmo que os condicionamentos a que fomos submetidos criem diques de resistência - são formas de levantar a tampa do baú onde se encontram preciosas revelações. Bater à porta significa a busca do saber e isto nos levará à descoberta de que somos poderosos e dominamos esse poder. Porque a fé nada mais é do que a convicção em nossa própria força. ‘‘Tudo posso naquele que me fortalece’’, está escrito. Atente-se que o verbo está na primeira pessoa: tudo posso.
  Temos de abandonar a crença equivocada de que somos inferiores e que existimos primordialmente no mundo dos fenômenos. Porque não somos carnais mas seres espirituais revestidos apenas temporariamente da fisicalidade. Tanto melhor se permitimos, em nossas buscas, a ajuda dos planos mais altos. Podemos também ouvir as vozes externas, se elas nos servem, mas encontramos todas as respostas dentro de nós mesmos. Porque em nós reside o discípulo e o mestre.

WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

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