ESPAÇO ABERTO
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 07 de julho de 2010
Dagoberto Waydzik<br>Walmor Macarini 
A culpa é da natureza
Há poucos dias assistimos às enchentes em Pernambuco e Alagoas. Algum tempo atrás foi no Paraná, antes em São Paulo e Santa Catarina. Muita dor e sofrimento, muito descaso com a natureza e, principalmente, inoperância dos governantes em dotar o país de obras corretas de infraestrutura. A busca pela vida harmoniosa com a natureza inspira muitos até hoje. No entanto, a míope visão antropocêntrica, infelizmente vigente, é que o ser humano sendo a peça principal da criação tem o direito de explorar infinitamente os recursos naturais.
Só recentemente o homem começou a questionar e buscar uma forma de encontrar o ponto de equilíbrio necessário para construir uma ponte entre a preservação da beleza de nosso planeta e o uso racional de seus recursos. A dificuldade, porém, é a discussão de nossas obrigações em relação à natureza. O homem não pode estar contra a natureza, pois, é parte integrante dela. Porém, sempre esteve em maus termos com ela e apenas agora se conscientiza da necessidade de salvá-la.
Não podemos olhar a natureza como algo separado de nós. Os conhecimentos e técnicas sobre os ecossistemas têm aumentado, mas não acompanham os passos para alterar nossa consciência de preservação. O verdadeiro trabalho vai muito além da discussão de um programa ambiental ou do que os outros seres vivos necessitam. Precisamos de um desenvolvimento sustentável. Resta fiscalizarmos, cobrar dos governantes atitudes pró-ativas e também fazermos a nossa parte para preservar o planeta.
DAGOBERTO WAYDZIK é engenheiro civil em Irati
Em constante marcha evolutiva
Deus criou os humanos e permitiu que se reproduzissem. Para isso dotou-os dos mecanismos pertinentes e fez da união sexual o meio para que tal se concretizasse. O sexo, portanto, é criação de Deus, que providencialmente adicionou a ele o ingrediente do prazer, sem o qual o homem e a mulher tenderiam a não praticá-lo. Certamente uma estratégia da sabedoria divina para que os nascimentos acontecessem em profusão. Todos usufruíram desse prazer e muitos também cometeram abusos.
Deus nos concedeu o livre-arbítrio para dele fazermos uso, mas só nos permitiu reproduzir a matéria carnal e não nos dotou da capacidade de produzir a alma. Esta não é gestada no ventre materno, porque é uma receita exclusiva da alquimia suprema.
A alma - ou nossa essência primordial - é preexistente, porque emana do Espírito Universal, que penetra todas as coisas. Se a essência preexiste, explica-se que ela venha passando sucessivamente por vivências em muitos corpos. Porque esta é uma contingência do processo evolutivo.
Como nos desviamos pelos caminhos, Deus nos possibilitou a recuperação, e esta ocorre por repetidas passagens pela densidade carnal. Essas reincorporações ocorrem também em outras dimensões cósmicas, assim como as transmigrações, que são as nossas incursões pelos múltiplos lugares habitados que se perdem na vastidão universal. Da Terra para o plano astral e deste de volta à Terra, até quanto for necessário, assim como a jornada para outros pontos do Cosmo.
Viemos esquecidos das existências vividas, para que se opere o mérito da nossa obra terrena e também para cumprirmos nossos carmas. E cumprir carmas não é punição, mas o despojo de cargas acumuladas em nossa bagagem. É lícito que muitos não aceitem estas verdades, mas ao fechar-se numa redoma limitam o campo de visão às paredes desse claustro. Assim ficam ali aprisionados e não evoluem.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina


