A culpa é da natureza
Há poucos dias assistimos às enchentes em Pernambuco e Alagoas. Algum tempo atrás foi no Paraná, antes em São Paulo e Santa Catarina. Muita dor e sofrimento, muito descaso com a natureza e, principalmente, inoperância dos governantes em dotar o país de obras corretas de infraestrutura. A busca pela vida harmoniosa com a natureza inspira muitos até hoje. No entanto, a míope visão antropocêntrica, infelizmente vigente, é que o ser humano sendo a peça principal da criação tem o direito de explorar infinitamente os recursos naturais.
Só recentemente o homem começou a questionar e buscar uma forma de encontrar o ponto de equilíbrio necessário para construir uma ponte entre a preservação da beleza de nosso planeta e o uso racional de seus recursos. A dificuldade, porém, é a discussão de nossas obrigações em relação à natureza. O homem não pode estar contra a natureza, pois, é parte integrante dela. Porém, sempre esteve em maus termos com ela e apenas agora se conscientiza da necessidade de salvá-la.
Não podemos olhar a natureza como algo separado de nós. Os conhecimentos e técnicas sobre os ecossistemas têm aumentado, mas não acompanham os passos para alterar nossa consciência de preservação. O verdadeiro trabalho vai muito além da discussão de um programa ambiental ou do que os outros seres vivos necessitam. Precisamos de um desenvolvimento sustentável. Resta fiscalizarmos, cobrar dos governantes atitudes pró-ativas e também fazermos a nossa parte para preservar o planeta.
DAGOBERTO WAYDZIK é engenheiro civil em Irati



Em cons­tan­te mar­cha evo­lu­ti­va

  ­Deus ­criou os hu­ma­nos e per­mi­tiu que se re­pro­du­zis­sem. Pa­ra is­so do­tou-os dos me­ca­nis­mos per­ti­nen­tes e fez da ­união se­xual o ­meio pa­ra que tal se con­cre­ti­zas­se. O se­xo, por­tan­to, é cria­ção de ­Deus, que pro­vi­den­cial­men­te adi­cio­nou a ele o in­gre­dien­te do pra­zer, sem o ­qual o ho­mem e a mu­lher ten­de­riam a não pra­ti­cá-lo. Cer­ta­men­te uma es­tra­té­gia da sa­be­do­ria di­vi­na pa­ra que os nas­ci­men­tos acon­te­ces­sem em pro­fu­são. To­dos usu­fruí­ram des­se pra­zer e mui­tos tam­bém co­me­te­ram abu­sos.
  ­Deus nos con­ce­deu o li­vre-ar­bí­trio pa­ra de­le fa­zer­mos uso, mas só nos per­mi­tiu re­pro­du­zir a ma­té­ria car­nal e não nos do­tou da ca­pa­ci­da­de de pro­du­zir a al­ma. Es­ta não é ges­ta­da no ven­tre ma­ter­no, por­que é uma re­cei­ta ex­clu­si­va da al­qui­mia su­pre­ma.
  A al­ma - ou nos­sa es­sên­cia pri­mor­dial - é pree­xis­ten­te, por­que ema­na do Es­pí­ri­to Uni­ver­sal, que pe­ne­tra to­das as coi­sas. Se a es­sên­cia pree­xis­te, ex­pli­ca-se que ela ve­nha pas­san­do su­ces­si­va­men­te por vi­vên­cias em mui­tos cor­pos. Por­que es­ta é uma con­tin­gên­cia do pro­ces­so evo­lu­ti­vo.
  Co­mo nos des­via­mos pe­los ca­mi­nhos, ­Deus nos pos­si­bi­li­tou a re­cu­pe­ra­ção, e es­ta ocor­re por re­pe­ti­das pas­sa­gens pe­la den­si­da­de car­nal. Es­sas rein­cor­po­ra­ções ocor­rem tam­bém em ou­tras di­men­sões cós­mi­cas, as­sim co­mo as trans­mi­gra­ções, que são as nos­sas in­cur­sões pe­los múl­ti­plos lu­ga­res ha­bi­ta­dos que se per­dem na vas­ti­dão uni­ver­sal. Da Ter­ra pa­ra o pla­no as­tral e des­te de vol­ta à Ter­ra, até quan­to for ne­ces­sá­rio, as­sim co­mo a jor­na­da pa­ra ou­tros pon­tos do Cos­mo.
  Vie­mos es­que­ci­dos das exis­tên­cias vi­vi­das, pa­ra que se ope­re o mé­ri­to da nos­sa ­obra ter­re­na e tam­bém pa­ra cum­prir­mos nos­sos car­mas. E cum­prir car­mas não é pu­ni­ção, mas o des­po­jo de car­gas acu­mu­la­das em nos­sa ba­ga­gem. É lí­ci­to que mui­tos não acei­tem es­tas ver­da­des, mas ao fe­char-se nu­ma re­do­ma li­mi­tam o cam­po de vi­são às pa­re­des des­se claus­tro. As­sim fi­cam ali apri­sio­na­dos e não evo­luem.

WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

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