ESPAÇO ABERTO
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Tania Marcia Caretta<br>Walmor Macarini 
A política nos dias de hoje
A política é a arte de bem governar e precisa de pessoas preparadas para exercer a função. Vemos hoje a deteriorização desta nobre arte. O descrédito nas promessas não cumpridas tem contribuído para que a imagem do político seja cada vez mais denegrida. Bons políticos são raras exceções. Com eles aprendemos a grandeza desta tarefa de legislar e bem governar. Pode parecer utopia, mas é preciso confiar e reivindicar os nossos direitos, pois pagamos seus salários.
Neste ano de eleições devemos estudar bem as propostas de cada candidato e conhecer a sua vida pública para que possamos dar o nosso voto consciente que podemos melhorar o mundo que desejamos para nós e nossos filhos. Pesquise a vida pública do seu candidato, estude bem as suas propostas, veja se são viáveis ou mirabolantes, pense quem será o maior beneficiário destas promessas e que ele ou ela irá governar para uma grande população, não para uma minoria.
O povo desfavorecido é quem mais precisa de ajuda nas áreas de educação, saúde, moradia digna e trabalho humanizado para que possa garantir o sustento digno de sua família. Estas necessidades básicas que todo político decente e cristão deve lutar para proporcionar para seus eleitores, pois é isto que esperamos deles quando exercemos o sagrado ato de votar. Isto implica em confiança, esperança que dias melhores virão e não se pode banalizar este ato cívico que conquistamos, a duras penas, para escolher quem deve nos defender e trabalhar para que tenhamos condições de uma vida mais digna e humanizada.
TANIA MARCIA CARETTA é psicopedagoga em Londrina
Expandir o olhar às coisas belas
O homem tem cultuado muito mais os aspectos grosseiros da vida do que as belezas que se descortinam ao seu redor. O belo não se manifesta apenas nas coisas da natureza, mas também nas criações humanas, mesmo aquelas de aparência rude mas que a genialidade produz para a serventia das sociedades e para a sustentabilidade do meio.
As críticas são necessárias para a correção de comportamentos, mas não podemos viver em constante estado de condenação a tudo que ocorre de indesejável, ou acabaremos por envenenar nossas vidas e perder o senso do equilíbrio e assim não encontrar as fórmulas de eliminar os males ou ao menos atenuá-los.
Se as atrocidades causam horror, são muitos os que apreciam assistir ao noticiário sobre elas, mostrado principalmente pela mídia eletrônica - muito poderosa pela força da palavra e o movimento da imagem. Assim, engordam as audiências e mais estimulam o processo. Tão ruim quanto a ação dos agentes do mal é o proveito que dela tiram certos comunicadores ao acrescentar a opinião raivosa e o requinte do espetáculo às tragédias e às iniquidades humanas.
Nem tudo no mundo é corrupção, violência e exploração entre os homens. Na verdade, os descompassos sociais são infinitamente menores do que as atitudes e os eventos virtuosos representados pelo progresso silencioso das relações, da filosofia, das artes e das descobertas científicas e pela expansão da espiritualidade. Então, é necessário abrir olhos, mentes e corações para esta realidade e não ater-se com tanta fixação aos aspectos sombrios da existência.
Se damos mais validade às virtudes humanas e aos maravilhosos feitos do homem, mais os robustecemos, pela vigorosa onda positiva que se forma e se propaga. O aperfeiçoamento da humanidade ocorre por caminhos como esse. Radiosos panoramas nos cercam, mas por dormência temos desejado dar muita atenção às coisas densas e opacas. Devemos saber que a corrente vibratória dos nossos pontos focais e dos sentimentos tem poderosa força.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina


