Falta de acesso à Justiça Federal
Constitui um verdadeiro absurdo o que vem ocorrendo com a Justiça Federal do Paraná - 4 Região -, por meio de seu sistema de informatização dos processos judiciais, conforme a resolução nº 13/2004, implantada a partir de fevereiro deste ano. Apesar da necessidade de trazer os recursos tecnológicos para a Justiça, acredito que ela deveria ser implementada de forma lenta para que os advogados e demais aplicadores do Direito não fossem lesados.
Atualmente, a Justiça Federal em Londrina transformou-se em uma Justiça Virtual, ou seja, só pode demandar ações aquele que tiver acesso à internet e, além disso, saber manusear perfeitamente todos os recursos de informática. Petições e documentos devem ser todos convertidos ao programa Adobe Criate, ou seja, não é aceito nem mesmo o programa de Word convencional para ajuizamento da chamada ''ação virtual''.
Não nego que o sistema deve ser implementado e constitui um grande avanço ao mundo jurídico e ao direito fundamental da celeridade processual prevista no artigo 5º, inciso LXVIII da Constituição Federal, porém futuramente, mas deve ser dado aos advogados também uma segunda opção para protocolamento direto no cartório do distribuidor para iniciais, bem como demais documentos.
Essa informatização, que um dia irá trazer, sem dúvida, uma eficácia e celeridade ao processo, prejudica demasiadamente profissionais idosos e até mesmo aqueles que não têm acesso à internet e nem a aparelho fotoescaneador para digitalizar os documentos dos clientes.
Então, um advogado que não tem condições de acessar a internet por falta de condições financeiras ou mesmo adquirir um aparelho de escaner para fotocopiar documentos para cliente ainda convertidos em DPF Acrobe Create está impedido de defender os interesses de seus clientes? Ora, que Justiça eficiente é essa?
Se cercear até o direito do advogado idoso ou sem condições financeiras de mover suas demandas regularmente, contraria o Estatuto do Idoso, bem como nossa lei maior - a Constituição Federal de 1988 -, creio que deve haver uma atuação direta da Ordem dos Advogados do Paraná, nessa questão, bem como dos demais poderes públicos.
TATIANA GONÇALVES ANDRÉ é advogada em Londrina


A mul­ti­di­men­são do ho­mem
  Nes­ta fa­se de tran­si­ção pe­la ­qual pas­sa a ci­vi­li­za­ção ter­re­na vem ocor­ren­do uma tor­ren­te de no­vas re­ve­la­ções, ema­na­das dos ele­va­dos pla­nos ce­les­tiais. Mui­tas de­las são re­pe­ti­ções do que foi di­to em li­vros an­ti­gos e por sa­be­do­rias ain­da ­mais re­mo­tas. Mes­mo o que se de­no­mi­na no­vo já era pree­xis­ten­te, em­bo­ra não re­ve­la­do. Os mo­der­nos sis­te­mas de co­mu­ni­ca­ção vie­ram pa­ra fa­ci­li­tar a vi­da da hu­ma­ni­da­de, mas tam­bém pa­ra a pro­pa­ga­ção de ver­da­des acer­ca do vas­to cam­po do ex­tra­fí­si­co e do Uni­ver­so des­co­nhe­ci­do.
  A in­ter­net e as li­vra­rias es­tão re­ple­tas de tex­tos des­sa na­tu­re­za, e os se­res hu­ma­nos vão - ca­da vez ­mais ávi­dos - bus­can­do be­ber des­sas fon­tes. O que de­no­mi­no No­vís­si­mo Tes­ta­men­to es­tá nas in­fo­vias e nas mi­lha­res de pu­bli­ca­ções im­pres­sas ho­je dis­pos­tas em to­da a par­te. A teo­lo­gia con­tem­po­râ­nea, em­bo­ra ain­da não co­di­fi­ca­da, de­bru­ça-se so­bre es­sas re­ve­la­ções, que não vie­ram pa­ra subs­ti­tuir as an­te­rio­res e sim, em mui­tos ca­sos, ex­pli­cá-las. Lem­bre­mo-nos sem­pre que Je­sus dis­se, a seu tem­po: ‘‘Não en­ten­de­reis ­ainda’’. Ago­ra che­gou o tem­po do en­ten­di­men­to.
  A ver­da­de é que so­mos se­res es­pi­ri­tuais, en­co­ber­tos tem­po­ra­ria­men­te pe­la ves­ti­men­ta car­nal, ne­ces­sá­ria pa­ra po­der­mos exer­cer nos­sa mis­são nes­ta den­si­da­de ter­re­na. Não so­mos de ago­ra, por­que vin­dos de lon­ga ca­mi­nha­da e de vi­vên­cias pe­las ‘‘mui­tas mo­ra­das da ca­sa do ­Pai’’, por­tan­to via­jan­tes cós­mi­cos e guar­da­do­res de to­dos os co­nhe­ci­men­tos, não obs­tan­te ain­da ve­la­dos em sua maio­ria por ne­ces­si­da­de cir­cuns­tan­cial.
  A Ter­ra é um pla­ne­ta ri­quís­si­mo de ma­ra­vi­lhas e im­por­tan­tís­si­mo no con­jun­to da fe­de­ra­ção cós­mi­ca, mas de­li­be­ra­da­men­te li­mi­ta­do pe­lo Pla­no Di­vi­no pa­ra tor­nar pos­sí­vel o de­sem­pe­nho da mis­são dos que ­aqui se en­con­tram. Em tal con­tex­to, es­te pon­to do Uni­ver­so é um la­bo­ra­tó­rio e um cam­po de pro­vas, e a ciên­cia cós­mi­ca faz ­aqui, co­nos­co, os ­seus ‘‘­experimentos’’.
  Cum­prin­do car­mas ou ope­ran­do co­mo mis­sio­ná­rios, so­mos cor­pos de luz e pe­re­gri­nos mul­ti­ga­lá­ti­cos. De­ve­mos sa­ber que ape­nas uma par­te de nos­sa in­di­vi­dua­li­da­de es­tá ma­ni­fes­ta­da ­aqui na Ter­ra, por­que te­mos cor­pos su­pe­rio­res e es­tes com­põem o Es­pí­ri­to Uni­ver­sal - ou, se qui­ser­mos ­usar ou­tra pa­la­vra, di­ga­mos o con­jun­to das subs­tân­cias de ­Deus.

WAL­MOR MA­CA­RI­NI é jor­na­lis­ta em Lon­dri­na

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