ESPAÇO ABERTO
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 09 de junho de 2010
Tatiana Gonçalves André<br>Walmor Macarini 
Falta de acesso à Justiça Federal
Constitui um verdadeiro absurdo o que vem ocorrendo com a Justiça Federal do Paraná - 4 Região -, por meio de seu sistema de informatização dos processos judiciais, conforme a resolução nº 13/2004, implantada a partir de fevereiro deste ano. Apesar da necessidade de trazer os recursos tecnológicos para a Justiça, acredito que ela deveria ser implementada de forma lenta para que os advogados e demais aplicadores do Direito não fossem lesados.
Atualmente, a Justiça Federal em Londrina transformou-se em uma Justiça Virtual, ou seja, só pode demandar ações aquele que tiver acesso à internet e, além disso, saber manusear perfeitamente todos os recursos de informática. Petições e documentos devem ser todos convertidos ao programa Adobe Criate, ou seja, não é aceito nem mesmo o programa de Word convencional para ajuizamento da chamada ''ação virtual''.
Não nego que o sistema deve ser implementado e constitui um grande avanço ao mundo jurídico e ao direito fundamental da celeridade processual prevista no artigo 5º, inciso LXVIII da Constituição Federal, porém futuramente, mas deve ser dado aos advogados também uma segunda opção para protocolamento direto no cartório do distribuidor para iniciais, bem como demais documentos.
Essa informatização, que um dia irá trazer, sem dúvida, uma eficácia e celeridade ao processo, prejudica demasiadamente profissionais idosos e até mesmo aqueles que não têm acesso à internet e nem a aparelho fotoescaneador para digitalizar os documentos dos clientes.
Então, um advogado que não tem condições de acessar a internet por falta de condições financeiras ou mesmo adquirir um aparelho de escaner para fotocopiar documentos para cliente ainda convertidos em DPF Acrobe Create está impedido de defender os interesses de seus clientes? Ora, que Justiça eficiente é essa?
Se cercear até o direito do advogado idoso ou sem condições financeiras de mover suas demandas regularmente, contraria o Estatuto do Idoso, bem como nossa lei maior - a Constituição Federal de 1988 -, creio que deve haver uma atuação direta da Ordem dos Advogados do Paraná, nessa questão, bem como dos demais poderes públicos.
TATIANA GONÇALVES ANDRÉ é advogada em Londrina
A multidimensão do homem
Nesta fase de transição pela qual passa a civilização terrena vem ocorrendo uma torrente de novas revelações, emanadas dos elevados planos celestiais. Muitas delas são repetições do que foi dito em livros antigos e por sabedorias ainda mais remotas. Mesmo o que se denomina novo já era preexistente, embora não revelado. Os modernos sistemas de comunicação vieram para facilitar a vida da humanidade, mas também para a propagação de verdades acerca do vasto campo do extrafísico e do Universo desconhecido.
A internet e as livrarias estão repletas de textos dessa natureza, e os seres humanos vão - cada vez mais ávidos - buscando beber dessas fontes. O que denomino Novíssimo Testamento está nas infovias e nas milhares de publicações impressas hoje dispostas em toda a parte. A teologia contemporânea, embora ainda não codificada, debruça-se sobre essas revelações, que não vieram para substituir as anteriores e sim, em muitos casos, explicá-las. Lembremo-nos sempre que Jesus disse, a seu tempo: Não entendereis ainda. Agora chegou o tempo do entendimento.
A verdade é que somos seres espirituais, encobertos temporariamente pela vestimenta carnal, necessária para podermos exercer nossa missão nesta densidade terrena. Não somos de agora, porque vindos de longa caminhada e de vivências pelas muitas moradas da casa do Pai, portanto viajantes cósmicos e guardadores de todos os conhecimentos, não obstante ainda velados em sua maioria por necessidade circunstancial.
A Terra é um planeta riquíssimo de maravilhas e importantíssimo no conjunto da federação cósmica, mas deliberadamente limitado pelo Plano Divino para tornar possível o desempenho da missão dos que aqui se encontram. Em tal contexto, este ponto do Universo é um laboratório e um campo de provas, e a ciência cósmica faz aqui, conosco, os seus experimentos.
Cumprindo carmas ou operando como missionários, somos corpos de luz e peregrinos multigaláticos. Devemos saber que apenas uma parte de nossa individualidade está manifestada aqui na Terra, porque temos corpos superiores e estes compõem o Espírito Universal - ou, se quisermos usar outra palavra, digamos o conjunto das substâncias de Deus.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina


