ESPAÇO ABERTO
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 02 de junho de 2010
Servio Borges da Silva<br>Walmor Macarini 
Aposentadorias especiais
O governo Lula enviou um projeto de lei ao Congresso Nacional concedendo um auxílio mensal de até R$ 3.416,54 e uma premiação de R$ 100 mil aos jogadores campeões das Copas do Mundo de 1958, 1962 e 1970, alegando que em outras Copas os jogadores já podiam usufruir de ganhos maiores no exterior e no Brasil. Medida injusta e demagógica, pois, embora esses jogadores sejam ídolos eternos do país do futebol e do carnaval, outros cidadãos que contribuíram muito para o desenvolvimento do Brasil, também merecem ser agraciados com esse tipo de medida, se a sociedade pudesse arcar com os custos delas.
Há um número enorme de participantes vitoriosos em olimpíadas que passam por dificuldades; muitos operários que construíram Brasília, orgulho dos brasileiros; donas de casa que deram a própria vida formando cientistas, doutores, professores e tantos outros que nada possuem e que não receberam nada dos governantes de plantão. Essa parece ser uma medida oportunista, eleitoreira e altamente demagógica que fere o princípio constitucional da igualdade de todos perante a lei.
Não cabe aqui questionar os méritos desses grandes e valorosos campeões do mundo que fizeram muito pelo engrandecimento do país, cabe porém questionar a validade dessa medida, a oportunidade e as exclusões injustas que ela provoca no seio da comunidade desportiva e da sociedade em geral.
É lamentável que esse tipo de pensamento chegue às Casas de Leis do país, onde se deve pensar no futuro das novas gerações e no desenvolvimento do Brasil, na liberdade de expressão de pensamento e nos geradores de novos empregos para os brasileiros. Existem famílias morando em favelas horríveis com barracos feitos em cima dos depósitos de lixo. Onde estão os governantes? Onde estão os religiosos? Onde estão as ONGs e demais entidades? Afinal, este é um país para todos ou para os compadres dos poderosos e das elites dominantes?
SERVIO BORGES DA SILVA é advogado em Londrina
Castidade sem desejos
Casto quer dizer puro. Daí a expressão castidade. Mas a abstinência de sexo não é pureza se o desejo persiste. Neste caso, abster-se é apenas um comportamento e não um grau de evolução. A abstinência com vontade reprimida não deixa de ser um sacrifício, mas não é castidade no sentido multidimensional da palavra.
Não se pode condenar quem opta por abster-se do sexo. E fazer sexo não é impureza. Mais que isso, ele tem efeito realinhador do corpo físico e pode levar a curas. Mas a multiplicidade de parceiros com que a pessoa se envolva não é uma boa prática, porque em cada relação as energias eletromagnéticas do par mesclam-se, e se não houver amor, sentimento e emoção, com equivalência da voltagem de frequência do casal, ocorrem circuitos e desarmonias vibratórias. (É bom ler sobre sexo tântrico).
A conjunção carnal aciona vigorosa energia, e não por acaso é a geradora da vida. É a energia ígnea de kundalini, canalizada em nosso corpo por via do chacra básico, localizado na extremidade baixa da coluna vertebral. É um ponto forte do nosso primeiro corpo. Dizemos primeiro porque possuímos sete corpos (quatro inferiores e três superiores). Por isso somos infinitamente maiores do que nos supomos. Conhece-te a ti mesmo traduz-se por saber o que somos.
A energia sexual, que sobe e desce pelos canais do corpo, é poderosa e deve ser usada com prudência. Excesso de sexo desordenado ou abstinência forçada podem levar a desequilíbrios extremados. Já o jejum carnal sem desejos (que é obtido não pela resistência mas pelo natural autodomínio) é um estado de superação. É quando os apetites da fisicalidade deixam de ter relevância. Castidade é, portanto, uma graduação. Quando evoluímos para a consciência dos nossos corpos sutis (os três superiores), as impulsões da carne perdem intensidade.
A energia de kundalini é como um fogo transformador. É a nossa luz encurvada ainda em forma de sombra e que tem o simbolismo de uma serpente. O povo adâmico veio à Terra trazendo esse pecado de origem em seu corpo denso (o primeiro corpo), daí a simbologia da serpente tentadora.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina


