ESPAÇO ABERTO
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Iara Monteiro de Castro 
Amanhã, 15 de maio, celebramos o Dia Internacional da Família. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1993 e, hoje, com as famílias em constante processo de transformação, é bastante oportuno discutir e refletir sobre o fundamental papel daqueles que se propõem a estudar e trabalhar as relações e as dinâmicas familiares.
Por mais que pareça natural, constituir uma família não é um processo fácil. Exige doação, compreensão, solidariedade, companheirismo, firmeza nas decisões. São aspectos que todos nós temos plenas condições de desenvolver, mas que, com a sociedade atual, voltada à massificação e a falta de tempo devido às inúmeras tarefas que nos são impostas, muitas vezes acabam sendo suplantados pela incompreensão, impaciência e até mesmo um sentimento de fracasso.
Nesta época em que as informações são disseminadas numa velocidade extraordinária via internet, em que a violência infelizmente cresce a passos largos - começando muitas vezes dentro de casa - e as famílias já não seguem um modelo tradicional, perde espaço o velho ditado que diz que ''em briga de marido e mulher não se mete a colher''. Ao contrário, muitos casais e famílias têm cada vez mais procurado ajuda para entender e enfrentar os vários problemas decorrentes da vida familiar.
Buscar ajuda e encontrar profissionais que possam auxiliar nos momentos cruciais que botam em xeque a estrutura familiar são ações que exigem coragem e vontade dos casais, das famílias e, por outro lado, uma sólida preparação prática e teórica daqueles que acompanharão esse processo.
O mais adequado é que essa ajuda venha por meio de um profissional especializado na área de aconselhamento familiar, ou em terapia de casal e família ou ainda em aconselhamento de grupos.
A formação nessas áreas, em cursos de especialização lato sensu, prepara profissionais de diversos ramos - que atuam por exemplo em consultórios, clínicas, escolas, hospitais, comunidades religiosas, projetos sociais e ainda em uma série de outras instituições que tenham demandas e disponibilidade para criar ou manter atendimentos às famílias.
A importância desse trabalho especializado está justamente no fato de ser uma ferramenta profissional que, pelo estudo de diversas teorias científicas, visa ajudar o outro a ajudar-se.
Isso porque cada família é um universo em si, com suas próprias construções, sua vida, com seus sucessos e fracassos definidos por si mesmo. E quanto mais preparado e capacitado for o profissional que atua nessa relação, melhor ele poderá contribuir junto com o casal ou com a família para que haja um entendimento das forças positivas da família em questão, redefinindo conjuntamente as queixas e conversas que mantêm os problemas em pauta.
Em nosso trabalho à frente da pós-graduação Instituto da Família da Faculdade Teológica Sul-Americana (FTSA), perseguimos o objetivo de proporcionar a vivência e a prática necessárias para capacitação e aprimoramento dos profissionais que atuam nessa relação de ajuda em prol da família, de forma que possam efetivamente fazer a diferença em sua atuação nos consultórios e na comunidade.
A crescente procura pelos cursos oferecidos, que consequentemente resulta em uma rede cada vez maior de profissionais formados e especializados no atendimento às famílias, nos dá a certeza de que trilhamos o caminho certo e a grata satisfação de poder contribuir para que a família seja sempre estudada e tratada como pilar na formação de um indivíduo, num processo que se reflete e sempre se refletirá em toda a sociedade.
IARA MONTEIRO DE CASTRO é coordenadora da pós-graduação do Instituto da Família Faculdade Teológica Sul-Americana (FTSA)


