ESPAÇO ABERTO
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Raquel Gamero<br>Walmor Macarini 
Mudanças sociais demandam políticas sociais
Londrina passa há alguns anos pela crescente crise de segurança pública. Todos os dias a cidade vivencia mortes e assassinatos de jovens, em sua maioria envolvida com o crime. As influências sociais se sobrepõem às bases delimitadas pela família, que há muito vem perdendo sua fibra moral e ética. A família delega à escola a responsabilidade por educar seus filhos. A escola, sobrecarregada com os diversos papéis que lhes são atribuídos, não tem as condições necessárias para oferecer atrativos a esses jovens.
Pais e mães trabalham pelo sustento familiar. Quem educa nossos jovens? A escola? Em média os alunos de classes sociais baixas passam 4 horas na escola, portanto é no mínimo negligente atribuir à escola esta responsabilidade. Se a escola não é atrativa e os pais não estão presentes, quem cuida dos nossos jovens? Quem impede que as doenças que afligem a sociedade não os contagiem?
É corriqueiro o discurso falacioso de que a educação é a solução para os problemas sociais. No entanto, não é possível identificar programas sociais abrangentes dos quais suscite uma educação de qualidade, pois os mesmos em sua grande maioria são medidas paliativas apresentados como trunfos em épocas de eleição (exemplo: projeto de lei 434/2009).
Para os próximos anos já podemos contar com inúmeras notícias em que os protagonistas serão jovens bandidos que matam, roubam e algumas vezes, que morrem, deixando como legado uma série de reportagens exibidas em redes locais de notícias, que se alegam no direito e muitas vezes no dever de expor e rotular tais jovens: são bandidos. É cômodo criticar e rotular. Usa-se o rótulo como o aval para que morram esses jovens. A realidade que os leva a esse tipo de conduta não é levantada, discutida ou investigada. Basta dizer que são bandidos, e que morre mais um bandido, pois bandido não é gente, não tem história, e essa história não é permeada por fatores sociais, que envolvem as fragilidades e lacunas de nossas políticas sociais.
RAQUEL GAMERO é professora voluntária de língua inglesa para inclusão social na Sociedade Amigos do Jardim Morumbi e adjacências e mestranda em Estudos da Linguagem na Universidade Estadual de Londrina
Os fenômenos não decifrados
Até aqui a ciência convencional não havia dado importância aos relatos acerca de pessoas que vivem sem alimentação e sem água, mas agora cientistas e médicos da Índia estão intrigados com o iogue octogenário que diz ter vivido setenta anos sem comer e sem beber e sem fazer as necessidades fisiológicas. Trata-se de Prahlad Jani, de 83 anos, agora sob a observação de trinta médicos, que testemunharam o fenômeno.
Se ele não tira sua energia dos alimentos e da água, deve tirá-la de outras fontes, provavelmente o sol - declarou um especialista em fisiologia e que participa desse estudo, que é conduzido pelo Ministério da Defesa da Índia. E por que esse Ministério? Porque quer tirar lições sobre a sobrevivência de militares vítimas de tragédias em lugares isolados.
Sete anos atrás uma equipe médica já havia passado dez dias com o ancião, constatando que ele não precisava comer e nem beber e gozava de boa saúde. O caso não é novo, pois existem relatos de outros seis mil, mais ou menos semelhantes, inclusive no Brasil. Como isso ocorre é um mistério que até agora a ciência e a medicina materialistas não conseguiram explicar.
O episódio da Índia, se nada decifra à luz dos limites conhecidos da ciência, ao menos revela que pouco se sabe sobre o corpo humano. Parece que já não cabem deboches sobre esse intrigante enigma, tanto que aqueles médicos e cientistas se adiantaram e resolveram fazer uma investigação. Certamente acharam melhor encarar o fenômeno do que contestar empiricamente.
Estaria apenas nos alimentos e na água a energia que sustenta as células, ou elas podem nutrir-se também de combustíveis desconhecidos? O mecanismo universal se move por energias que o homem ainda não conhece, e o sistema humano faz parte do processo.
Se a ciência oficial mal engatinha na busca do conhecimento dos organismos vivos e do que os mantêm, é prudente não fechar a porta das possibilidades. O mistério da vida e do ordenamento universal é complexo, e ser nenhum, mesmo das mais elevadas dimensões do Cosmo, jamais irá desvelá-lo. Porque sempre haverá algo desconhecido mais adiante.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina


