ESPAÇO ABERTO
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Rosângela Khater e Maria Aparecida Prandini Pereira 
Somos 54,1% da população mundial e mães da outra parte da população. Somos o seio da família, que é o pilar da sociedade/comunidade. Não importam as lágrimas que saiam de nossos olhos, temos que estar firmes para dar suporte à nossa família, na lida dos problemas em comum. Cuidem-se, cuidem dos seus, de sua comunidade, de sua cidade, de seu Estado, de seu país. Protejam-se, protejam os seus, protejam a sua comunidade, a sua cidade, o seu Estado, o seu país.
Não se calem, denunciem! Lutem por seus direitos, associem-se, busquem apoio, busquem ajuda. Compartilhem suas aflições. Ninguém está sozinho, vamos nos unir. Lembrem-se: ''A união faz a força''.
Não se esqueçam do lado espiritual, não importa a religião que abracem. Votem consciente. Abaixo políticos com ''ficha suja''.
Vocês têm o poder. Não reclamem dentro de casa ou no ponto do ônibus. Saiam às ruas. Façam-se ouvir. Votem consciente, com responsabilidade.
Precisamos mudar as coisas. Precisamos nos unir, nos associar. É o momento!
Mas, mulheres... mães..., sempre é tempo de amar, o seu amor é o maior do mundo... é incondicional.
O amor é uma força transformadora e propulsora. O amor é decisão, é atitude, é ação. O arcebispo de Londrina, Dom Orlando Brandes, ensina as sete faces do amor: a gentileza, paciência, perdão, cortesia, humildade, generosidade e honestidade.
Fundamentem seu amor nestes pilares. Ensinem e formem seus filhos dentro desses preceitos! Sejam constantes e coerentes para transmitirem valores sólidos, dando exemplos de vida! Constância e estabilidade dos pais geram sinceridade. E família estável gera filhos estáveis.
Estamos na era da responsabilidade: responsabilidade socioambiental, ética, moral, responsabilidade política, mas, também responsabilidade maternal e paternal.
No século XX as mulheres se emanciparam, tornaram-se independentes. Muitas até chefes de família. Neste século, nós devemos falar, devemos nos fazer ouvir. Devemos romper o silêncio.
A família londrinense está ferida, machucada, precisamos de respostas. Pautemo-nos pela atitude e determinação, a resistência e persistência das mães argentinas da Plaza de Mayo, das mães da Praça da Sé em São Paulo, das mães da Candelária, no Rio de Janeiro!
Movimentos bons para não deixar cair no esquecimento atos violentos contra nossas famílias. A certeza da impunidade gera mais violência.
O que agride a família? A violência doméstica, o tráfico de drogas, a bebida alcoólica, a falta de segurança. Mães, fiquem atentas, vigilantes!
O que estamos fazendo? A Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) participa do ''Movimento Londrina Competitiva'' com a união de 120 empresários em busca do desenvolvimento econômico da cidade, o ''Natal do Amor'' mobilizou mais de 100 entidades, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção Paraná, lança o movimento ''Que Paraná Queremos?'', o ''Outubro Rosa'', movimento mundial que visa colorir, no mês de outubro, um marco de Londrina na luta contra o câncer de mama, a maior causa de morte de mulheres entre 39 e 58 anos, o movimento ''Nós do Poder Rosa'' agrega 21 entidades e 13 parceiros, tem por objetivo dar visibilidade ao problema da violência doméstica contra a mulher, um crime mundial.
E você? Os fatos apontam para a necessidade de uma mudança cultural. Precisamos de comprometimento, engajamento e nossa vida.
ROSÂNGELA KHATER e MARIA APARECIDA PRANDINI PEREIRA são presidente e vice-presidente do conselho da Mulher Empresária da Associação Comercial e Industrial de Londrina e integrantes dos movimentos ''Nós do Poder Rosa'' e ''Outubro Rosa''


