ESPAÇO ABERTO
A democratização da moradia
Atsushi Yoshii
O Brasil vive um momento propício para a aquisição do primeiro imóvel. A demanda reprimida da década anterior - decorrente do crédito escasso e dos juros altos - já faz parte do passado.
Com os financiamentos facilitados, juros baixos e subsídios que variam de acordo com a renda familiar, o governo aqueceu a economia do setor, incentivando a construção de novas moradias.
A atual política tem colocado em prática o que o Artigo 5º da Constituição Federal já determinava como direito fundamental. Somente por meio da moradia, se pode garantir a dignidade humana. E não se trata de qualquer construção, mas imóveis que garantam a segurança e a qualidade de vida dos moradores.
Atuando na área da construção civil há 45 anos, observo com confiança o processo de democratização da moradia de qualidade. Estamos apostando no chamado segmento econômico, pois entendemos que não se trata apenas de construir apartamentos, valendo-se do aquecimento da economia, mas de oferecer à população um novo conceito: imóveis com preços acessíveis e de qualidade, com técnicas construtivas modernas, que garantam qualidade das obras e dos acabamentos.
É nesse contexto que também apostamos em uma safra de gestores jovens com garra e entusiasmo, sensíveis às necessidades da população e aos sonhos que envolvem a aquisição do primeiro imóvel. Trata-se de uma nova geração de executivos, afinada com o mercado, com as novas tecnologias e os novos conceitos de conforto e segurança.
Não basta fundar uma nova empresa - vislumbrando a oportunidade do mercado - é preciso edificá-la sobre a rocha, de modo que as intempéries econômicas futuras não balancem os alicerces. Só assim teremos a certeza do sucesso.
ATSUSHI YOSHII é empresário da construção civil em Londrina
Mais que direitos, a sublimação
Walmor Macarini
Até aqui foi a luta da mulher pela conquista de direitos iguais aos dos homens, mas esta jornada já cobriu a maior parte de seu percurso, sem risco de retrocesso. Porque a marcha tomou seu ritmo e já ninguém pode detê-la, mesmo que o desejasse. A emancipação alcançada pela mulher até os dias presentes não foi concessão dos varões, porque eles não são detentores desse poder - como de alguém que se arrogasse a presunção de conceder o direito à respiração -, mas porque foi um processo histórico que não poderia ter outro desfecho.
Em era remota a mulher foi a dominadora, em todos os campos de atividade, e agora ela vai retomando o reinado. E nós homens - seus súditos eternos disfarçando predomínio e, talvez, por isso tiranos - rogamos que ela não perca a graça e a feminilidade.
Mas, feitos alguns retoques ainda faltantes da luta reivindicatória feminista, que não se perca de vista o mais relevante, que é a sublimidade da mulher, detalhe que o Supremo Criador colocou sobre ela no derradeiro toque de seu inigualável invento, e a fez divina. O tempo sonegou direitos à mulher, mas nunca pôde apagar essa marca. Este foi o ponto superior desta estátua viva que a mão magistral esculpiu e presenteou-a ao mundo.
A mulher é também a mãe, que permite a germinação em seu cálice sagrado do gene/essência depositado ali pela alquimia do Grande Semeador. Metade da população do mundo é constituída de mulheres, a outra metade (formada de homens) foi trazida à luz por elas, e elas mesmas geraram a si próprias e assim deu-se o povoamento de toda a Terra.
A mulher é o ponto focal mais poderoso do Plano Divino, porque ela não está apenas nesta dimensão terrena, mas presente em toda as estâncias do Universo onde a vida individual irrompe pela magia que se processa no útero materno. Ela abastece com a energia do amor o ser que gera.
A sublimação da mulher deve ser o novo discurso, porque ela é mais que um ser reivindicante e merecedor de direitos e segurança, algo inquestionável - e temos de lutar sempre pela causa - porém, uma reverência maior todos lhe devemos, pelo ser divino que ela é.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina





