ESPAÇO ABERTO
Perigos da safra
Ágide Meneguette
O Brasil está colhendo uma nova safra, a segunda maior de sua história. Excetuando a euforia oficial, os produtores rurais não têm muito para festejar. Uma safra de grãos acima de 140 milhões de toneladas, em meio a uma crise mundial que ainda persiste e um dólar depreciado, significa problemas sérios. Os estoques mundiais de grãos estão altos e, segundo avaliação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, as safras mundiais estão dentro da normalidade. Os preços mostram a situação a ser enfrentada: de janeiro de 2009 a fevereiro de 2010 a saca da soja caiu 26%; o milho 60%, o trigo 18% e o feijão sofreram a incrível queda de 60%. O preço do boi caiu 7%, o do frango 4%. Os preços recebidos não cobrem os custos de produção.
Este quadro deve persistir durante a comercialização dos produtos, indicando que o endividamento rural aumentará, reduzindo a capacidade do produtor de obter crédito, comprometendo não apenas a sua renda, mas até a produção futura, prejudicando a economia do país, lembrando que o agronegócio sustenta a balança comercial positiva do Brasil. Em 2009, o governo federal alocou R$ 4,2 bilhões para o apoio à comercialização. Embora os preços dos produtos tenham caído, a previsão é que esses recursos serão menores este ano, até porque a receita do governo vem caindo e os seus compromissos estão cada vez maiores, principalmente num ano eleitoral.
Há anos o setor agropecuário vem lutando por um seguro rural que abranja não só financiamentos, mas a renda do produtor para acabar com o endividamento e as crises recorrentes. Vale lembrar que o Paraná sofreu 4 secas nos últimos 6 anos e, no ano passado, chuvas excessivas e frio intenso liquidaram com a safrinha e com o trigo. E mais: o que o governo poderia ter feito e não fez, só na infraestrutura significa um grande impacto negativo nos preços recebidos pelos produtores. Estradas ruins, falta de ferrovias, portos sucateados concorrem para agravar a situação. Teremos que pressionar o governo para que adote medidas urgentes e positivas para evitar mais um ano de prejuízos para o campo.
ÁGIDE MENEGUETTE é presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep)
O início da grande travessia
Walmor Macarini
A Era de Aquário que agora começa é um fenômeno que ocorre a cada ciclo de 2.160 anos e que afeta também a Terra. Não é nenhum evento astrológico, mas uma dinâmica cósmica, assinalando o fim de um tempo, o início de outro e o realinhamento da consciência da humanidade. Coincide também com o fechamento (que ocorre aproximadamente em 2012) de mais um período de 26 mil anos, durante o qual nosso sistema solar completa o seu giro em torno da zona do cosmo que compreende as 12 casas do Zodíaco. Quando Jesus veio à Terra, e até hoje, estávamos na Era de Peixes.
As turbulências climáticas e geológicas que estão acontecendo e ainda vão acontecer são efeitos desse movimento. Não se deve associar essas coisas à astrologia dos horóscopos, mas atentar para o que acaba de acontecer no Chile e no Haiti e com os sucessivos furacões, maremotos e as tempestades violentas. Nem tudo é resultado das imprudências do homem com o planeta. O aspecto positivo é que do ventre dessas tragédias em andamento - e que, conforme os indicativos, irão continuar - nascerá um admirável mundo novo. Em meio a dores e sofrimentos acontecerão fantásticas descobertas da alma e a reconexão do homem com a sua espiritualidade, propiciando o renascer de uma nova consciência. A humanidade resgatará a autoestima e reavivará a memória de sua origem primeira.
As imprevidências humanas, que vieram se acumulando e se repetindo vida após vida, obstruíram os canais de sintonia com o mecanismo divino, e assim o homem ficou sozinho com o seu livre-arbítrio, e perdeu-se. Nossos medos têm sido o reflexo da baixa consciência acerca de nosso poder, que é imanente dAquele que nos criou. Depois desta tempestuosa era os novos tempos abrirão grandes clareiras, com mudanças fundamentais na vida humana e planetária. Medidos pelo tempo linear do mundo, a partir de agora serão dois séculos de abalos e reconstruções físicas e espirituais, e então a idade de ouro iniciará seu florescimento. Será a oportunidade de redescobrirmos nossa essência primordial. Porque temos guardada em nós a verdade adormecida de nossa origem divina. Somos passageiros desta nave que baila no espaço, e não por acaso estamos todos juntos nesta escalada.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina





