ESPAÇO ABERTO
Atitude honorária da OAB-Londrina
Ricardo A. P. Flores
Dentre as várias batalhas travadas pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em prol da defesa da atuação profissional do advogado, ou seja, das prerrogativas profissionais, em destaque, merece aclamações a denúncia confeccionada motivada pelo desacato das garantias profissionais do advogado e vereador Joel Garcia (PDT), preso em sala do Estado-Maior no 5º Batalhão da Polícia Militar em Londrina.
Na verdade, trata-se de necessário cumprimento do dever legal, aquele esculpido ao artigo 7º, inciso V da Lei Federal nº 8.906/94, o qual traz a essa autarquia de regime especial - OAB -, e apenas a esta, o dever de considerar condignas as instalações e comodidades que alocam o advogado detido por prisão cautelar.
No mais, caso tais instalações e comodidades não sejam consideradas, pela OAB, como hábeis à prisão cautelar do advogado, alternativamente a aludida legislação refere-se à prisão domiciliar deste.
Assim, na certeza de que o advogado será absolvido, ou condenado, pelo competente Poder Judiciário, após a devida desenvoltura de um processo criminal, ou seja, após o trânsito em julgado deste, a OAB-subseção Londrina, através de seus competentes representantes, dignamente pugnou pela aplicação da nossa legislação pátria.
Contudo, o entendimento que deve compulsoriamente ser recebido como verdadeiro, pela sociedade, é a busca, pela OAB, da correta aplicação de uma Lei Federal.
No mais, cumpre esclarecer, qualquer advogado que seja condenado por decisão imodificável será mantido preso e em igualdade aos demais condenados, assim respeitando o princípio constitucional da isonomia.
Por fim, ante ao acima exposto, deve o cidadão apreciar tal situação e, após saber, não confundir a prerrogativa profissional honrosamente protegida pela OAB-subseção Londrina com o ''jus puniendi'' do Estado.
RICARDO A. P. FLORES é advogado em Londrina
Um novo DNA espiritual
Walmor Macarini
Ao final dos próximos dois séculos haverá na face da Terra uma só religião, e esta não terá predominância de qualquer uma das corporações hoje existentes. Será uma só igreja e um só pastor, como está escrito, mas isto não significa uma instituição nos moldes atuais e sim um só entendimento; e um só pastor não quer dizer um pregador e nem terá a ver com o modelo de lideranças dos nossos dias, mas o mentor supremo que habita a paragem celestial e rege e alimenta a divindade humana.
Por estes dias a FOLHA publicou dois fatos: um, o das críticas contra a Fé Bahá'i manifestadas em textos na internet acusando essa doutrina de ''tramar o estabelecimento de uma ordem mundial capaz de apagar os laços culturais das nações''. (Com toda a certeza esses manifestantes não se importariam se sua igreja alcançasse o domínio global). O outro fato foi a boa nova de que a Campanha da Fraternidade está se realizando em 2010 com o apoio de várias religiões. A denominada ''trama'' é coisa infundada, porque uma só religião (sem ser esta ou aquela) significará unificação e não dispersão.
A religião única chegará e não gerará nenhum conflito, porque nascerá espontânea, sem disputas. E nem nome terá, pois será um consenso, que irá se plasmando gradativamente, não a partir de normas estabelecidas mas algo que brotará das essências individuais. Não esperemos isso dos fiéis tradicionais de hoje e sim dos nossos netos que estão chegando, dos bisnetos e tataranetos e daí por diante. Eles trarão consigo (e muitos já o trazem) um novo código genético espiritual. Em outras palavras, uma programação à semelhança figurativa do computador, que só processará o que estará em suas coordenadas.
Eles não terão em seu gene registros de delito e corrupção, de ganância e de irresponsabilidade perante a vida e o planeta, e sim uma cosmovisão, que irá alargando os portais da consciência e fará deste lugar do Universo um paraíso. As turbulências ora vividas, o caos moral imperante (envolvendo a sociedade mundial e os governos) são as dores do parto de um luminoso tempo que vai nascer e que já está em gestação.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina





