O En­si­no In­te­gra­do jun­ta a for­ma­ção tra­di­cio­nal do an­ti­go 2º ­Grau com dis­ci­plinas téc­ni­cas ao lon­go de qua­tro ­anos de En­si­no Mé­dio


Este início de ano marca mais um momento de júbilo para nós, da Fundação do Ensino Técnico de Londrina (FUNTEL), e para todos que se mantiveram fiéis à crença de que a Educação no Brasil deve oferecer formação técnica profissional no nível do Ensino Médio. É bom para as empresas, é bom para os jovens, é bom para a economia, é bom para toda a sociedade.
O júbilo se deve ao fato de que as primeiras turmas do chamado Ensino Integrado do IPOLON, mantido pela FUNTEL, acabam de receber o diploma. O Ensino Integrado, para quem não sabe, junta a formação tradicional do antigo 2º Grau com disciplinas técnicas ao longo de quatro anos de Ensino Médio. Pois os nossos alunos pioneiros dessa modalidade estão formados. Somam apenas 12, nos cursos de Informática Industrial, Eletrônica Industrial e Eletroeletrônica Industrial, mas seu exemplo contribui para que outros vençam a desconfiança e percebam que, fazendo o Integrado, o aluno se capacita a conquistar excelentes vagas num mercado de trabalho cada vez mais sofisticado, ao mesmo tempo em que obtém, nos quatro anos de estudos, o conhecimento exigido para disputar uma vaga na universidade.
O Ensino Integrado é bom para as empresas porque forma técnicos - e nós sabemos que uma indústria, regra geral, em qualquer ramo, precisa de muito mais técnicos do que de engenheiros para produzir; é bom para os jovens e suas famílias porque, capacitando-se numa profissão no Ensino Médio, eles terão meios para buscar o seu futuro (na universidade ou não) com maior independência; é bom para a economia na medida em que coloca no mercado profissionais aptos a colaborar com a modernização das linhas de produção; é bom para a sociedade porque a formação técnica profissional representa melhores salários e melhor distribuição de renda.
A FUNTEL/IPOLON nunca deixou de acreditar que a formação técnica profissional, oferecida no Ensino Médio, se constitui numa excelente solução para a Educação e para o desenvolvimento do Brasil. Infelizmente, por longo período, a legislação não permitiu que cumpríssemos esse projeto, que sempre foi o nosso projeto. Com o Ensino Integrado, ele voltou e já conquista espaço: a cada ano, aumenta o número de alunos nos nossos cursos. E, melhor ainda - ou, um dado a confirmar que a nossa percepção sempre esteve certa: sendo o Paraná um dos três Estados eleitos pelo Ministério da Educação para executar o projeto-piloto do Ensino Integrado, nós temos hoje, em Londrina, pelo menos um curso oferecido nessa modalidade em TODAS as escolas estaduais do município.
O Ensino Integrado ''pegou''. A FUNTEL, que é uma fundação comunitária com 42 anos de existência, criada sob inspiração do Clube de Engenharia e Arquitetura, orgulha-se de poder oferecer mais esse instrumento para formar os profissionais necessários ao progresso de Londrina.
E aproveitamos para dar uma notícia que engrandece nossa cidade e significa mais um reconhecimento ao trabalho da FUNTEL no âmbito do ensino técnico e profissional: por convênio com a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior - SETI - e com a Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná, nos tornamos um centro mesorregional para aplicação do projeto intitulado ''Projeto de Difusão Tecnológica do Norte do Paraná: Inclusão Digital''.
Trata-se de uma iniciativa da SETI no âmbito da qualificação profissional para adultos ainda não familiarizados com o universo digital. Com os recursos do convênio, a FUNTEL irá montar mais quatro laboratórios de informática com um total de 120 computadores, além de um auditório com 140 lugares, equipado com modernos recursos audiovisuais. A FUNTEL ganha, a cidade ganha, melhora a qualidade de vida da população.
MOISÉS BETONI é diretor Superintendente da FUNTEL

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