ESPAÇO ABERTO
Internet nas escolas
Nelson Ávila Simão
Uma das reclamações generalizadas das escolas é que os alunos não aguentam mais a nossa forma de dar aula. Os alunos reclamam do tédio de ficar ouvindo um professor falando na frente por horas, da rigidez dos horários, da distância entre o conteúdo das aulas e a vida. Pode ser visto no vídeo do Moran o exemplo de uma cidade de Portugal em que os alunos ao invés de utilizar o caderno utilizam o recurso da informática que já tem a resposta imediata para suas inquietações.
Aqui no Estado do Paraná a SED colocou as tecnologias nas escolas, mas, em geral, para continuar fazendo o de sempre - o professor falando e o aluno ouvindo. As tecnologias parecem ser mais utilizadas para ilustrar o conteúdo do professor do que para criar novos desafios didáticos.
O computador aparenta ter trazido uma série de novidades, de fazer mais rápido, mais fácil. Entretanto as atividades principais ainda estavam focadas na fala do professor e na relação com os textos escritos.
Na atualidade, as inovações estão se implementando com a internet e as novas tecnologias principalmente. Nas escolas estão se efetivando estes novos desafios pedagógicos onde podemos aprender de muitas formas, em lugares diferentes, de formas diferentes. A sociedade como um todo é um espaço privilegiado de aprendizagem. Mas não podemos nos esquecer que é a escola a organizadora e certificadora principal do processo de ensino e de aprendizagem.
Diante deste grande avanço tecnológico, ensinar e aprender estão sendo desafiados como nunca antes. Há informações demais, múltiplas fontes, visões diferentes de mundo. Educar hoje parece ser mais complexo, porque a sociedade apresenta também altos índices de complexidade.
As tecnologias começam estar um pouco mais ao alcance do estudante e do professor. Necessitamos repensar todo o processo, reaprender a ensinar, a estar com os alunos, a orientar atividades, a definir o que vale a pena fazer para aprender, juntos e separados.
Para tanto, hoje uma das tarefas mais importantes da Secretaria da Educação e da escola, é planejar e flexibilizar no currículo de cada curso, o tempo de presença física em sala de aula e o tempo de aprendizagem virtual, possibilitando como integrar de forma criativa e inovadora estes espaços e tempos.
NELSON ÁVILA SIMÃO é professor de Química do Colégio Estadual Vicente Rijo
Voar em busca do conhecimento
Walmor Macarini
Se lemos apenas os livros que tratam de nossa crença religiosa, se só ouvimos o pregador da nossa igreja e se não nos abrimos para conhecimentos novos, corremos o risco de permanecer estacionários, como alguém que entra numa escola e fica na repetição do mesmo aprendizado e não evolui. Ninguém é obrigado a entrar em caminhos de busca de algo que desconhece se prefere a comodidade de os outros decidirem por ele e dizer-lhe em que deve acreditar, mas não custa abrir janelas que sempre estiveram fechadas e permitir a entrada de novos raios de luz.
Se certos sistemas de crenças não abrem campo para seus fiéis avançarem em novas descobertas, cada qual pode fazê-lo por livre decisão se houver uma impulsão para isso. Buscar abrir portais do desconhecido não causa nenhum dano. Muitos temem seguir a intuição quando algo transcende seus condicionamentos tradicionais, imaginando que a fé em sua crença religiosa esteja se enfraquecendo ou que estejam sendo tentados por forças malignas.
Se a intuição nos fala, pode ser o aceno para abrirmos uma porta. Pela busca podemos encontrar algo revelador, e com certeza isso já estava amadurecido em nossa consciência e pronto para manifestar-se. Há muita responsabilidade dos pregadores que negam isto e aquilo, se não conhecem, ou afirmam coisas sobre as quais não têm certeza, porque assim influenciam seus seguidores e lhes tolhem a liberdade para as próprias descobertas. Sim, cada qual segundo o seu nível de entendimento e a sua disposição para bater nos portais do desconhecido, mas estacionar deliberadamente é um erro e um retardo do progresso espiritual.
Religiosidade não é o mesmo que espiritualidade, porque aquela é uma prática condicionada aos fundamentos de cada doutrina, enquanto o avanço espiritual é livre e abre uma mais vasta visão de luz e nos dá a convicção, sem nenhuma dúvida, de nossa origem divina e da presença de Deus dentro de nós. Foi Deepak Chopra, conhecido pensador norte-americano, quem disse que é preciso buscar as coisas desconhecidas e ''escolher entre o abismo da ignorância e a ilusão ou voar para a busca do conhecimento''.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina





