ESPAÇO ABERTO
Expectativas para a COP 15
Liz Ayanne Kurahashi
O Protocolo de Kyoto entrou em vigência em 1997 com o comprometimento nas reduções de gases de efeito estufa (Gees) no período entre 2008 a 2012. No entanto, o que se discute hoje é o que irá acontecer após este período.
A 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 15), iniciada no último dia 7, em Copenhagen (Dinamarca), é mais uma rodada de negociações dos 192 países pertencentes à Convenção Quadro das Nações Unidas, que tratam das mudanças climáticas e do Protocolo de Kyoto.
As expectativas para este encontro são imensas, vários são os temas a serem discutidos, dentre eles o que se aguarda é a posição dos Estados Unidos para este período de negociações, tendo em vista que é um dos países que mais emitem gases responsáveis pelo efeito estufa antrópico, e que não ratificou o Protocolo de Kyoto.
Outro fator de bastante relevância é em relação às metas de redução de gases do efeito estufa da China (considerado o maior emissor desses gases), e que já se fala em reduções de 40% em relação ao ano de 2005.
O Brasil apresentará propostas de 36,1% e 38,9% de redução desses gases até 2020, e ainda não se sabe se passará a pertencer ao grupo do Anexo-1 (países desenvolvidos que possuem metas obrigatórias de redução) ou se continuará fazendo parte do grupo não Anexo-1 (países em desenvolvimento), no qual o único comprometimento das partes é em contribuir com a redução.
Também se espera desse encontro, que termina no dia 18, que seja definido o futuro do Protocolo de Kyoto em relação a sua validade, pois não se sabe ainda se após 2012, ele continuará válido ou se será apresentado um novo documento que irá substituí-lo.
LIZ AYANNE KURAHASHI é bacharel em Direito em Apucarana
Da turbulência para um novo tempo
Walmor Macarini
Nós não estamos diante do universo, mas dentro dele. Para qualquer lado que olhemos veremos astros celestes nos cercando, e isto coloca nosso planeta no meio de todos eles. É lícita a liberdade de imaginar que estamos no centro de tudo o que nos rodeia nesta vastidão cósmica. Por que essas imaginações? Para termos consciência de que a Terra não é um ponto perdido no espaço, e nem nós, que a habitamos, somos pequenos no âmbito desse formidável conjunto.
Somos sementes estelares, pois guardamos em nossas células, qual arquivo, a síntese do universo. As vozes da ciência cósmica nos falam que existem milhões de planetas em condições de vida semelhantes à do globo terrestre, abrigando coirmãos idênticos a nós. São portanto iguais seres humanos, em maior ou menor grau evolutivo, embora todos em constante caminhada de ascensão.
Estamos integrados em todo o processo e já vivemos em algumas dessas moradas celestiais e provavelmente ainda iremos habitá-las. Porque somos viajantes cósmicos e missionários, e as tarefas não cessam. Portais irão sendo abertos e nos permitirão chegar sempre mais além, até pontos e condições inimagináveis. Por ora ainda estamos girando na roda das reincorporações, até quando isto não for mais necessário. Tudo se encadeia num sistema de leis e estas contemplam os que são merecedores. O primeiro passo para ser merecedor é respeitar nossos semelhantes (mesmo os inimigos), porque se não os respeitamos, também não estamos respeitando Deus.
Estes tempos são o início da idade final, e esta se estenderá pelos dois próximos séculos. Não será nenhum fim de mundo, mas um período de grandes tribulações e transformações. Em meio às turbulências se iniciará um período paralelo de despertar das consciências. No sofrimento o homem descobrirá a si mesmo.
A partir do terceiro século a humanidade verá os sinais de abertura de um era de iluminação espiritual e que não terá retrocesso. Tudo isto veio sendo preparado desde tempos ancestrais. Será o fim do estado atual das coisas caóticas e a transição para a claridade. Nós estaremos aqui, pois teremos retornado para vivenciar isso.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina





