ESPAÇO ABERTO
Mutirão da Justiça
Rogério Etzel
A morosidade da Justiça é tema frequente de discussão e críticas. Recentes dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostraram que a cada três cidadãos há mais de uma ação no país. O congestionamento parece uma bola de neve que não tem fim. Os juízes são poucos para tantos processos não só no nosso Estado. Os investimentos em informatização do sistema jurídico e as tentativas de mudar esse quadro são visíveis, mas ainda não sanam o problema da sobrecarga de processos.
Os mutirões para fins de realizações de audiências, em que juízes julgam inúmeros processos em curto espaço de tempo, têm ocorrido em diversos juízos em todo o País, principalmente nas áreas cíveis. Eles se mostram como uma alternativa para reduzir a quantidade de processos em andamento. É uma alternativa de viés benéfico: para as partes, para a sociedade e para a imagem da Justiça brasileira.
Nessas ocasiões são mobilizados magistrados, serventuários e estudantes que intensificam seu trabalho para realização de um número enorme de audiências, às vezes durante recessos e feriados em um esforço generalizado. Longe de se apresentar como uma solução os mutirões são, além do cumprimento do dever e da tentativa de amenizar o congestionamento de feitos, uma ação solidária para com quem depende e aguarda uma solução de efetiva justiça.
ROGÉRIO ETZEL é diretor e professor do Núcleo da Escola da Magistratura do Paraná de Curitiba e juiz de Direito substituto em 2º grau em Curitiba
O homem, obreiro cósmico
Walmor Macarini
A semente, para germinar, entra em estado de caos e explode; um fósforo só gera o fogo pelo atrito; a formação dos corpos celestes foi resultado de explosões de algo maior; e a evolução é sempre precedida de alguma forma de revolução que irrompe em algum sentido. Estes tempos da idade final em que vivemos (final no sentido de um ciclo que se encerra) estão repletos de turbulências porque antecedem uma era de mais luz, que já se iniciou.
Os próximos trezentos anos são da arrancada ascensional, que se estenderá por cerca de mil anos, quando então pode-se imaginar a Terra transformada num lugar do Cosmo muito agradável de se viver. Muito tempo ainda? Não, porque três sóculos, um milênio, nada são no conjunto da história planetária. Isto interessa a todos nós que temos o privilégio de estar vivendo esta fase de transição e de transformação, porque somos os seus artífices. E para aqui retornaremos, porque ainda temos com este planeta um compromisso.
Não devemos nos amedrontar com as tormentas que estão acontecendo e ainda virão, porque este é um processo evolutivo. Existe toda uma legião de seres das elevadas esferas envolvida nessa jornada, que abarca toda a dimensão galática onde a Terra se situa. Se pensarmos equivocadamente que estamos sós, então entramos em desespero. Cada um de nós planejou estar aqui nestes tempos ou estava predestinado a isso.
Somos sementes estelares capazes de produzir universos, porque guardamos em nossas células a síntese de tudo o que foi produzido pela Criação. Nossos corpos de luz são arquivos e em nossa missão cósmica servimos como obreiros à causa universal. Ao contrário do que certos sistemas de crença nos ensinaram, não somos seres minúsculos, porque compomos Deus.
Se o poder de Deus em nós ainda não se manifesta plenamente é porque, pela nossa limitada dimensão carnal, fomos sabiamente velados e freados, ou poderíamos ser tragados pela loucura ante as coisas fenomenais que poderíamos realizar. Assim ocorre para que, neste ambiente adverso, possamos crescer e realizar a missão pelo amor e pelo nosso próprio mérito. Nada do que ocorre conosco e ao nosso redor é mero acaso.
WALMOR MACARINI é jornalista na FOLHA DE LONDRINA





