ESPAÇO ABERTO
Em busca do meio ambiente equilibrado
Maria Cristina da Silva
Curitiba ficou famosa pelas suas inovações urbanísticas e o cuidado com o meio ambiente. Em 2007, a Secretaria de Meio Ambiente passou a substituir gradativamente as árvores exóticas nas ruas e parques por espécies nativas, justamente porque as campanhas de conservação do meio ambiente trazem o conceito de que as árvores nativas são mais adequadas para o cenário urbano por se mostrarem resistentes e por alimentarem as espécies que dependem delas na cadeia alimentar. Enquanto a Prefeitura de Curitiba procura sensibilizar a população sobre a necessidade da preservação de árvores nativas, a população de Londrina presenciou a derrubada de diversas árvores do Bosque central. A derrubada de árvores próximas das calçadas não soluciona o problema causado pela superpopulação de pombos, pois as aves se alojam nas árvores restantes e o cheiro desagradável continua.
O importante seria rever o modo como está sendo feita a limpeza do Bosque e das calçadas ao redor, pois não basta lavar apenas com água. A lavagem deveria ser realizada com aplicação de produtos químicos e utilização de esfregão, como às vezes é feita no Calçadão. Os pedriscos que formam a pista de caminhada do Bosque deveriam ser substituídos por cimento ou asfalto para facilitar a limpeza. A lavagem após as 18h é inútil: gera desperdício de água, tempo e dinheiro público, já que os pombos permanecem a noite toda lá.
Parece ser eficiente o pacote ambiental anunciado em maio pelo atual prefeito, cujas medidas englobam: arborização urbana, construção de pombais para controle populacional sem abate, recuperação das matas ciliares, fiscalização da população quanto à alimentação dos pombos, educação ambiental e outras. Todavia, por enquanto não se vê arborização, mas o desmatamento do Bosque, pois o que ali foi realizado não se pode chamar de poda.
MARIA CRISTINA DA SILVA é advogada em Londrina
Vislumbrar horizontes desconhecidos
Walmor Macarini
Como está escrito nos comentários sobre o Livro do Conhecimento, em nenhum período deste mundo se tem sentido tanta necessidade de paz, amizade e amor como nesta idade final. Porque este é um tempo em que se iniciam grandes mudanças e transformações. Nunca como antes o ser humano tem de assumir tanta responsabilidade sobre si mesmo e sobre o planeta em que vive. Cada ser vem ao mundo para uma missão, e este ponto do Cosmo não é apenas um lugar de produção nos dizem esses ensinos. Porque, observando-se pela janela da alma se poderá vislumbrar horizontes desconhecidos e sem limite. Se essa janela é fechada e cada qual só se ocupa do que conhece e faz, o universo apenas consistirá deste lugar.
Não ver e não entender uma coisa e não crer nela não significa que ela não exista. Ninguém tem obrigação de conhecer uma coisa desconhecida, mas não tem o direito de negá-la, já que não a conhece. O denominado pecado não é ignorar, mas não buscar saber o que não se sabe. Diz-se que o pior cego é o que não quer ver e que o pior surdo é o que não quer ouvir. Está escrito que reformas universais que têm de ser feitas levarão a humanidade ao amor, à tolerância, à felicidade, à fraternidade, à paz e à liberdade. A mensagem nos diz que neste final de ciclo e recomeço de outro os seres celestiais de grande luz estão muito próximos de nós. Porque o século 20 foi a idade do conhecimento e o século 21 é o da aplicação desse conhecimento.
Até agora tem predominado a era do medo, mas doravante luzes de consciência começarão a reverter essa situação. Será um tempo de grande responsabilidade para quem habita este planeta e vier a habitá-lo. Dizem os novos ensinamentos que chegam que Deus não nos acusa por um falso ato que tenhamos praticado, mas o que nos acusa é nossa própria consciência. A consciência é a bússola mais confiável e nos dirá o que é bom e o que é mau, o que é falso e o que é verdadeiro. Também está dito que quando fazemos qualquer coisa com ideia de pecado e medo de Deus nunca poderemos encontrar a nós mesmos. Porque é em nossa consciência que residem todas as respostas.
WALMOR MACARINI é jornalista na FOLHA DE LONDRINA





