ESPAÇO ABERTO
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Valter Orsi 
O que um político produz para o país?
Valter Orsi
Será que não está na hora de a sociedade mostrar indignação? Nos últimos anos não há uma semana sem que a mídia estampe denúncias contra políticos. É uma rotina interminável que está transformando a falcatrua, a desonestidade, a falta de princípios em conceitos aceitáveis por boa parte da população que não vê no horizonte um fim para isto.
O pior de tudo é que, quando se chega a esse ponto, as pessoas começam a questionar sobre a necessidade ou não de certas instituições. Um operário da construção civil constrói tantos metros de obra por mês. O empresário faz negócios, abre novas vagas de trabalho, paga impostos. E o que faz um senador da República? Para que serve um senador? O que os nossos políticos estão produzindo para o bem do Brasil? Passam dias e dias discutindo suas culpas e as culpas dos outros. Eles têm os maiores salários do país e o resultado do trabalho deles é produção zero.
O Senado está parado há meses. A única discussão que ocorre é se o presidente da Casa, José Sarney, é culpado ou não de todas as acusações que lhe imputam, e que não são poucas. Prática de nepotismo, uso do dinheiro público em benefício próprio, desvio de recursos, atos secretos, e por aí vai. Mas se faz tanto tempo que nada se vota naquela Casa e o país continua no seu ritmo de trabalho, para que serve mesmo o Senado?
O sistema de governo brasileiro prevê que o Legislativo federal seja bicameral - Câmara dos Deputados e Senado. É o sistema vigente, e não questiono sua legalidade. Mas é preciso questionar as pessoas que usufruem da política em benefício próprio ou apenas para seus próximos. Os políticos são eleitos pelo povo. Então, temos também a nossa responsabilidade e temos o dever de cobrá-los. Eles precisam saber da nossa indignação.
VALTER ORSI é empresário e presidente do Sindimetal de Londrina
Busca de harmonia e espiritualidade
Walmor Macarini
Junto das turbulências que abalam a humanidade crises financeiras, proliferação de doenças, violência, reações da natureza em forma de tempestades, aquecimento global, corrupção política, individualismo vem aumentando paralelamente entre uma grande legião de cidadãos do mundo o culto da paz, da preservação ambiental e da espiritualidade. Há uma busca por respostas e estas estão sendo encontradas pela única via, que é a do aperfeiçoamento espiritual.
As religiões são válidas, porque com acertos e equívocos e também muitas formas de mercantilismo em seu substrato elas mantêm acesa a chama da crença em algo superior, e sem isso a humanidade já teria se precipitado no abismo do desespero e da loucura ante as agruras do mundo. Cada sistema de crença abriga fiéis segundo o nível de consciência deles. Religiões são como escadas, situadas em degraus que vão do primeiro ao mais alto. Certas doutrinas adiantaram-se e já transpuseram alguns portais, abandonaram fundamentalismos religiosos e alcançaram um maior despertamento espiritual, por isso com uma maior compreensão do mistério da vida e de todas as coisas. Livros, jornais, revistas, televisão e infovias vão rompendo grilhões e passam a se ocupar também de temas do transcendente.
Namastê, diz a saudação encontrável na novela mais em evidência, e isto quer dizer o Deus que está em mim saúda o Deus que está em você. Diferente dos tempos ocidentais em que se imaginava Deus distante e habitando o Céu, sentado num trono e anotando os pecados dos homens. Pelo despertar espiritual, e apenas por esse meio, as atribulações da humanidade cessarão. Para certas religiões que imaginam que cada ser tem apenas a idade de sua certidão de nascimento é mais difícil entender o significado da reconexão do homem à sua origem, que é o retorno à fonte de luz de onde veio. Porque o corpo físico tem vida temporária, mas o espírito é preexistente. Exceto em sua essência, não há um ser humano igual a outro, por isso é preciso respeitar as diferenças de entendimento de cada um.
WALMOR MACARINI é jornalista na FOLHA DE LONDRINA


