ESPAÇO ABERTO
O perigo das drogas
Wilson Oliveira Trindade
Ninguém está isento, quando menos se espera a maldita droga pode nos atingir, direta ou indiretamente. A dependência não poupa ninguém: rico, pobre, jovem, velho, anônimos ou famosos. Existem maneiras de saber se alguém de sua família está fazendo uso de qualquer tipo de droga: o comportamento se modifica de uma hora para outra. O usuário da maconha começa a apresentar dificuldade de se lembrar coisas recentes, não tem disposição para os estudos, sem iniciativa para quase tudo, olhos avermelhados, uso constante de colírios, incenso, etc.
O crack leva 15 segundos para chegar ao cérebro e seus efeitos são: forte aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, dilatação das pupilas, suor intenso, tremor muscular, excitação acentuada, sensação de aparente bem-estar, aumento da capacidade física e mental, indiferença à dor e ao cansaço. O crack são pequenas pedras de formatos irregulares e fumadas em cachimbo improvisado. É uma mistura de cocaína em pó, convertida em alcalóide pelo tratamento com um álcali (amônia ou bicarbonato de sódio). Recebeu esse nome porque faz um pequeno estalo na combustão quando fumado. Seu efeito é forte, mas dura pouco, contribuindo para seu consumo rapidamente e encarecendo a dependência.
É necessário estarmos atentos e acompanhar diariamente o rendimento escolar de nossos filhos, estar sempre em contato com professores e orientadores, conhecer as famílias dos seus amigos, supervisionr as atividades sociais e colocá-los a par dos perigos das drogas. Nossos filhos necessitam de todo nosso amor e carinho, todavia acompanhados de deveres e obrigações. Dizer não quando necessário não significa falta de amor.
WILSON OLIVEIRA TRINDADE é estudante de Direito em Londrina
Afirmar com fé é construir
Walmor Macarini
A maioria dos homens imagina que para obter prosperidade e bem-estar basta fazer cursos de especialização e um tremendo esforço no trabalho. Se as mãos, os pés e o corpo se movimentam, mas a mente permanece indecisa e com baixa confiança pode haver avanço, porém, lento. A fé é um estado de convicção no próprio poder e não algo que dependa de ajuda divina. Porque o Deus que dá força está sob o domínio de cada um. O homem, portanto, aciona Deus, porque Deus está dentro dele.
Tudo o que se deseja deve-se primeiro criar na mente, sem nenhuma dúvida e com a ideia clara do que se quer. Se a mente é confusa, o Universo faz essa leitura e responde na mesma consonância. Esses ensinamentos estão escritos em toda a parte e inclusive na Bíblia: Se projetas alguma coisa ela te cairá bem e a luz brilhará em teus caminhos. Não basta apenas dizer, mas imaginar com convicção a coisa se realizando ou já concluída, sem recuos.
E convicção não é cerrar os punhos em prece, com braços erguidos, brados lamuriantes e exclamações ruidosas porque Deus está dentro de cada um e ouve mesmo as vozes do silêncio, e não é impressionável. Porque não age por emoção, mas por um princípio inteligente de causa e efeito. Não é preciso fazer esforço no ato de orar, e quanto mais silêncio, melhor. Concentrar-se não é enrijecer a mente e nem suplicar, mas prostrar-se em serenidade e desprendimento do corpo físico, em total abandono de si mesmo.
Bom é agradecer sempre por todas as coisas, inclusive aquelas aparentemente más, que nos servem de alerta, aprendizado e purificação. Se abrimos nosso coração, em comunhão com o poder de Deus dentro de nós, as forças criadoras do Universo se manifestam. Deus criou todas as riquezas para usufruirmos delas, sem necessidade de ganância e mesquinhez. Um rico desprendido e semeador de riqueza abrirá mais facilmente as portas do paraíso do que um pobre avarento e preguiçoso e que diga que seu estado de pobreza é vontade de Deus. Porque Deus não tem essa vontade. Nada cai do céu só com esperança, mas com a criação mental e o trabalho convicto nessa direção. Sem esforço, mas apenas no ritmo normal de todas as coisas.
WALMOR MACARINI é jornalista na FOLHA DE LONDRINA





