ESPAÇO ABERTO
Coleta seletiva: um salto de qualidade
Lindomar Mota dos Santos
Quando o assunto é a coleta de lixo reciclável na fonte geradora, Londrina aparece no topo dos índices nacionais. Somente este ano, dez municípios já vieram conhecer esta experiência bem-sucedida que funciona por meio da parceria entre a Prefeitura e as ONGs de coleta seletiva, além de contar com apoio efetivo da população que separa o lixo em suas casas.
A inquietação pela busca da qualidade é o segredo que pode manter nossa cidade como referência do setor no Brasil. Sob este prisma, o governo municipal, por meio do programa Cidade Limpa, estabeleceu como prioridade a reestruturação do atual sistema que está sendo pensada juntamente com os protagonistas desta história: os coletores.
Pelo trabalho desses agentes ambientais, todos os dias, mais de 100 toneladas de lixo reciclável deixam de ir para o aterro controlado. A venda desse material garante a renda para aproximadamente 400 famílias e gera uma produção sustentável, pois todo material recolhido pelas ONGs é prensado e encaminhado às indústrias de reciclagem que produzem papéis, latas, embalagens e outros produtos, sem retirar essas matérias-primas da natureza.
O plano de reestruturação do sistema de coleta seletiva está pautado em ações de médio e longo prazos, voltadas para o fortalecimento dessa política pública ambiental e para a valorização dos agentes ambientais. Os resultados até hoje alcançados são fruto da responsabilidade compartilhada entre poder público, coletores e cidadãos londrinenses. E agora não será diferente. Juntos, vamos dar este salto de qualidade. Afinal, um futuro melhor é a gente que faz.
LINDOMAR MOTA DOS SANTOS é diretor-presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina
Não será nenhum fim de mundo
Walmor Macarini
Os maias nunca disseram que em 2012 ocorrerá o fim do mundo, mas assinalaram o fim de mais um ciclo de 5.125 anos, até formar-se mais um dia galático de 26 mil anos. Esse dia terminará em 21 de dezembro daquele ano, para iniciar-se outro ciclo. Os maias (que três milênios atrás habitaram México, Guatemala, Belize) não eram índios, no sentido de povos selvagens e incultos, mas seres iluminados que dominavam sobretudo a astronomia. Não eram todos os maias que tinham esses dons, mas apenas os sábios dentre eles.
Eles perscrutavam o espaço cósmico - obviamente sem telescópios - por conhecimentos que possuíam e que se desconhece quais eram. Supostamente eles avançavam no não tempo (o eterno presente) e viam coisas que já eram e já estavam. Isso ficou consubstanciado nas suas célebres profecias. Nunca, em tempo algum, alguém contestou os maias, nem a ciência. A Nasa constatou que coisas relacionadas com a astronomia, ditas por eles, eram corretas. Eles previram inclusive o aquecimento global dos tempos atuais, e já está acontecendo.
Ideias de fim de mundo são especulações, e até filmes a respeito (de muita superficialidade) já existem. Pela profecia, nada acontecerá nesse 2012 que a humanidade irá perceber. Apenas haverá um alinhamento em forma de cruz da Terra com o Sol e o centro de nossa galáxia (a Via Láctea). Isso provocará alterações nas correntes eletromagnéticas e abrirá canais de expansão da consciência da humanidade.
Se as pessoas não creem em algumas coisas, também não podem descrer de tudo. Ou será ignorar o fenômeno da própria vida e ignorar tudo que nos rodeia. Certo é que este é um tempo de transição. A humanidade deve estar preparada porque doravante haverá grandes agitações no planeta, maiores do que tudo o que tem acontecido. Isso consta de muitos escritos, alguns milenares. Será um tempo de expurgo para o início da construção de um mundo novo. Como a terra que é revolvida para nela ser depositada uma nova semente.
WALMOR MACARINI é jornalista na FOLHA DE LONDRINA





