ESPAÇO ABERTO
Lixo para o Terceiro Mundo
Roberto Keller Junior
Assisti indignado algumas reportagens sobre a entrega de um verdadeiro presente de grego dado aos brasileiros por empresas britânicas em dezenas de contêineres recheados de lixo. Tal remessa teria sido enviada ao Brasil por importadores que dizem ter comprado matéria-prima para a confecção de plástico. Se o Brasil não é respeitado e tido como país emergente, mas sim como país de terceiro mundo, estamos mesmo numa bela encrenca. Não que países mais pobres devam receber o famigerado presente, mas onde está a soberania nacional? Por que demoraram tanto para descobrir o conteúdo dos contêineres? E se fosse uma carga tóxica ou lixo radioativo, por exemplo?
As autoridades aduaneiras e, principalmente, as ligadas ao meio ambiente precisam mostrar seriedade para com o trato do lixo. Embora tardia, recentemente foram proibidas as importações de pneus usados. As empresas brasileiras perderam muito, muitas vidas foram ceifadas por conta da economia burra, na qual o barato sai caro. Sem contar os milhares de reais utilizados para coibir a proliferação do mosquito da dengue que ainda se esconde em montes de pneus velhos jogados por aí.
Acorda Brasil! Não vamos aceitar lixo de quem quer que seja. Vamos estudar alternativas para acabar com o nosso lixo. Que cada um cuide do que é seu. Alguém gostaria que seu vizinho despejasse uma grande caçamba de podridão, mau cheiro e possíveis doenças em seu quintal?
ROBERTO KELLER JUNIOR é jornalista em Londrina
Tudo é energia e movimento
Walmor Macarini
Não se pode definir com precisão se a astrologia cura ou não o corpo e a mente, porque aquilo que se atribui a uma coisa pode ser outra análoga ou a soma de muitas coisas inter-relacionadas. Informes sobre curas mediante a leitura do mapa astrológico do paciente foram tema de reportagem de segunda-feira neste Jornal.
O que se sabe é que o Universo é um grande campo de energia e movimento e tudo entre si interage. Todas as coisas visíveis e invisíveis e juntos os seres vivos estão envolvidos nesse processo. Os astros, portanto que emitem e recebem energias e bailam no espaço movidos por essa dinâmica são peças do mecanismo cósmico e naturalmente exercem influência sobre o que está em sua órbita e também são influenciados pelo conjunto.
Se o sol é que dá vida a este planeta e a tudo que nela habita, todo o sistema solar e as galáxias e as profundezas insondadas do Universo compõem um grande campo unificado, gerando o movimento incessante dessa engrenagem. A conjunção astral altera frequências e tem influência sobre a natureza humana e animal e sobre as plantas e marés. Não pode ser apenas a astrologia, mas a presença de múltiplas energias que também movem os astros e que igualmente se alteram pela posição deles e seus giros.
O homem do campo sabe que deve plantar nas épocas certas, tendo a lua como referência. Como ela apresenta-se em quatro fases, converte-se em sinalizadora (ao menos) do sistema solar. Não é, portanto, a lua (ou não apenas ela), mas todas as energias atuando conjuntamente e em sincronia. A lua é um painel mostrando mudanças nos diferentes campos cósmicos de força e suas alternâncias. Se essas forças valem para os vegetais e as águas, valem para as pessoas. (É prudente não confiar nos horóscopos genéricos).
O Universo é como uma máquina sincrônica, sob o comando de poderosas hierarquias. Também forças contrárias atuam nas zonas universais mais densas. Energias semelhantes se atraem e se potencializam. Por isso tudo o que fazemos tem uma correspondente resposta.
WALMOR MACARINI é jornalista na FOLHA DE LONDRINA





