ESPAÇO ABERTO
Excesso de fiscalização
Servio Borges da Silva
O presidente Lula afirmou que a máquina de fiscalização é muito mais eficiente que a de execução e criticou a fiscalização das obras do governo, que acha excessiva. Não é de hoje que os governantes atacam o que chamam de denuncismo. Alegam sempre motivações políticas contra aqueles que ousam se opor aos desmandos e às inúmeras falcatruas cometidas em nome da governabilidade do País. Lula deveria se orgulhar dessas pessoas e incentivá-las para que continuem com o seu trabalho, pois nenhum país foi civilizado sem que houvesse democracia, liberdade e cidadania.
É preciso que os governantes aprendam que a liberdade de expressão é necessária e respeitem as minorias. Agora temos democracia, embora imperfeita, mas permite que um cidadão que já foi presidente da República seja criticado pela imprensa livre, seus decretos sejam abertos ao público e que todos saibam tudo o que está acontecendo. Somente para refrescar a memória presidencial: como está o mensalão? E os dólares na cueca? E o assassinato do prefeito de Santo André? Há ainda o caso das passagens aéreas para os parentes dos deputados federais; as orgias com o dinheiro público; as concessões fraudulentas; as licitações manipuladas; a sonegação de impostos. Como estão os postos de saúde e a segurança do cidadão?
Temos o direito e o dever de fiscalizar, de cobrar e de criticar. Está na Constituição, em seu artigo 5º, os direitos do cidadão. O político que não deve não teme, tem prazer que seus atos sejam transparentes. Queremos a total transparência na administração pública, inclusive os gastos com o tal trem bala para a Copa do Mundo e as despesas com a construção dos estádios de futebol.
SERVIO BORGES DA SILVA é advogado em Londrina
No sono as viagens astrais
Walmor Macarini
Deve estar certa a pesquisadora Sara Mednick, da Universidade da Califórnia, ao afirmar (como este Jornal publicou) que o sono estimula a criatividade e a solução de problemas. Porque ela diz gera a formação de redes associativas no cérebro. O sono tem a ver (também) com o corpo físico e parece evidente que em período de descanso a mente se aclara, porque longe da turbulência do dia a dia.
Mas o importante desse tempo em que o corpo dorme é que o espírito se desprende e alça voo, incursionando inclusive pelo plano astral, que é um ponto de acesso mais imediato após esse desdobramento, e ali vê e faz muitas coisas. A sabedoria divina certamente não inventou o sono apenas para o repouso físico, mas para que se faça visitas incessantes a esses lugares (que formam as muitas colônias astrais) e inclusive aos umbrais, que são ambientes de treva.
O corpo que dorme não consegue registrar com nitidez o que ocorre nessas incursões do espírito porque não tem o refinamento receptor suficiente. Mas o espírito guarda. Nesse deslocamento o espírito individual ajuda os obreiros que atuam no espaço no socorro dos muitos que necessitam, e também é ajudado, passa por provações evolutivas e estuda. Depois retorna. Uma espécie de memória remota dessas viagens astrais também contribui para a criatividade do indivíduo.
Muitos já questionaram por que o ser humano dorme um terço de sua vida. Aparentemente uma perda de tempo, mas ao contrário, esse tempo é inteiramente aproveitado pela individualidade espiritual de cada um. É nessa hora que também são colhidas respostas a muitas dúvidas e solicitações anteriormente formuladas pela mente física. Há pessoas mais sensitivas que ingressam nesse plano astral mesmo acordadas.
Poucos minutos nessas viagens podem representar horas, e horas podem significar dias, porque ocorre então outra medida de tempo ou a inexistência de tempo dependendo da esfera alcançada. A hora de dormir é um momento de embarque para aventuras do espírito por lugares inimagináveis.
WALMOR MACARINI é jornalista na FOLHA DE LONDRINA





