‘O Tea­tro con­so­li­da­rá
a ci­da­de co­mo um dos
prin­ci­pais po­los de
pro­du­ção e con­su­mo
de cul­tu­ra do ­Brasil’



Esperamos, não sem entusiasmo, a entrega dos projetos complementares do Teatro Municipal, marcada para o dia de ontem. Estará concluída, assim, uma etapa fundamental de uma obra que vai honrar a história e projetar o futuro de Londrina.
Nesse novo capítulo da realização do sonho do Teatro, que remonta há pelo menos 60 anos, foi decisiva a atuação do prefeito Nedson Micheleti (2001-2008). Ele realizou um concurso nacional inédito para a escolha do anteprojeto arquitetônico, que mobilizou mais de 100 grupos de profissionais de todo o Brasil. Investiu cerca de R$ 2 milhões na contratação de projetos. Garantiu um terreno privilegiado dentro do empreendimento Marco Zero para a obra. E articulou ainda uma emenda parlamentar de, aproximadamente, R$ 8 milhões para o início das construções.
O futuro Teatro conta com três salas de espetáculo. Uma, com 1.200 lugares, destinada a grandes espetáculos cênicos (dança, circo e teatro) e médios espetáculos musicais. A segunda destina-se especialmente ao teatro, com 400 lugares. Segundo o consultor J. C. Serroni, um dos maiores arquitetos da área no País, preserva a melhor relação público plateia desejada. A terceira sala, por sua vez, é multi-uso, com palco e plateia moldáveis. Serve tanto para as artes cênicas quanto para eventos de outra natureza.
Além das salas, o Teatro foi projetado para atividades de formação cultural. E vai além. Comporta espaços para outras artes. Salas de exposição, biblioteca e um grande saguão de convivência entre todos os públicos.
São mais que bem-vindos, portanto, os movimentos que surgem para respaldar o Teatro. Estão em sintonia com a cidade e o mundo. Promovem a cidadania cultural. Dão um salto em direção aos nossos melhores anseios. Harmonizam o ''feijão e o sonho''.
De minha parte, sinto-me honrado em (antes mesmo de assumir meu primeiro mandato de deputado federal em 2007) trabalhar para garantir tais recursos. Cuido passo a passo da tramitação do projeto em Brasília. Sei de sua viabilidade e de seu respaldo junto ao governo do presidente Lula. Por isso me insurgi contra a ''notícia'', plantada há poucos meses, de que Londrina havia perdido as verbas para o Teatro. Nada disso. Estão garantidas e à espera dos projetos.
O desafio, após a aprovação dos mesmos em Brasília, é iniciar o quanto antes sua construção. E iniciá-la por inteiro, tal qual foi projetada, com a participação de artistas e da população: um complexo cultural com um papel (cultural, econômico, social e urbanístico) único na nossa história.
Além de ser objeto de desejo dos produtores culturais londrinenses, o Teatro consolidará a cidade como um dos principais polos de produção e consumo de cultura do Brasil. Vai fazer girar a roda da economia: gerará empregos na sua construção e funcionando fortalecerá o turismo (local, regional e nacional) com seus espetáculos e eventos.
Será um marco arquitetônico a impulsionar o desenvolvimento da região central e leste - somando-se a outras importantes conquistas como a pavimentação da Estrada dos Pioneiros e a instalação da Universidade Tecnológica Federal.
Serei parceiro e um tenaz fiscalizador da obra. Estamos dando o mais importante passo até hoje para sua realização. Sabemos que no atual governo federal é norma: obras iniciadas devem ser concluídas. Assim, podemos vislumbrar o Teatro no nosso horizonte.
Ele vai promover o encontro de Londrina com sua vocação e futuro: o de ser uma cidade cosmopolita, vibrante e desenvolvida.

ANDRÉ VARGAS é deputado federal (PT-PR) e membro da Frente Parlamentar em Defesa da Cultura

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