ESPAÇO ABERTO
28 de maio: saúde da mulher em pauta
Sueli Galhardi
Há 26 anos o Ministério da Saúde lançava o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (Paism). Fruto de um amplo movimento de reflexão, debate e mobilização por um novo modelo de assistência à saúde, o Paism incorporou as principais reivindicações do movimento de mulheres e alguns princípios que, poucos anos depois, foram incorporados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Paism significou um avanço em relação aos programas de saúde materno-infantil até então vigentes no País. O grande avanço foi a incorporação das práticas de educação em saúde, que visam dar condições para que as mulheres possam decidir de forma autônoma e segura sobre sua própria saúde.
O relatório Saúde nas Américas - 2007, produzido pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) mostra que, neste continente, a saúde avançou significativamente nos últimos 25 anos. Entretanto, a análise por regiões e por grupos, mostra a persistência de importantes desigualdades. Em relação às mulheres, as inequidades de gênero no âmbito do trabalho e as vulnerabilidades sociais e culturais, como a violência doméstica, são elementos determinantes das condições de saúde deste grupo populacional. Nesta perspectiva, um importante princípio do Paism a ser resgatado é o da equidade que implica em considerar as especificidades de cada grupo.
Outro desafio a ser enfrentado é a estruturação de programas públicos de prevenção de riscos e doenças, os quais a médio e longo prazo significarão um novo avanço na atenção integral à saúde das mulheres que se inicia no acesso à informação, prevenção e detecção precoce de doenças, tratamento adequado e principalmente acolhimento da mulher e de sua família, contemplando assim uma das principais estratégias do Paism que é a educação e a promoção em saúde.
Neste dia 28 de maio, Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e Dia Nacional de Redução da Morte Materna, reiteramos nosso compromisso de governo, juntamente com a Secretaria Municipal de Saúde, em defesa da saúde integral da mulher, que só será possível por meio da articulação de todas as políticas sociais e da participação ativa do movimento popular de mulheres.
SUELI GALHARDI é secretária da Mulher de Londrina
Porque não somos de agora
Walmor Macarini
Muitas pessoas estão desencantadas com si mesmas e com a vida, mas é necessário lembrar que as coisas não acontecem por acaso e que sempre há uma razão para tudo. Primeiro, temos de nos posicionar como seres espirituais de grande poder e, por hora, meros viandantes terrenos. Estamos nesta dimensão cósmica por decisão nossa ou porque não encontramos outra opção de avançarmos mais rapidamente na caminhada evolutiva. A Terra é um grande laboratório e nossa essência primordial sabe por que estamos aqui. Não podemos culpar ninguém pelo que nos ocorre de desagradável, nem imaginar punição divina quando as coisas não dão certo. Cada um atrai ou rejeita coisas boas e ruins, ou as provoca. Não há efeito sem causa. Temos de considerar também que fizemos contratos antes de aqui aportar e que no tempo aprazado eles se cumprem.
O esquecimento desses acordos preestabelecidos ocorre para que se opere o mérito de tudo que venha a acontecer. Muitos não acreditam que sua individualidade essencial tem a idade dos tempos eternos e que vieram caminhando pela vida neste planeta e em outros pontos do universo com vestimentas físicas sucessivas. Tudo isso como condição para a marcha da evolução ou ficaríamos estacionados. No universo tudo evolui e somos parte do conjunto.
Não somos de agora, e não existe melhor forma de avançar senão pelo processo das contínuas incorporações. Esta é uma concessão da misericórdia divina. Se somos diferentes uns dos outros é porque já chegamos diferentes, de acordo com a escala evolutiva de cada um e seus propósitos, e porque temos vários origens planetárias. Chegará o momento de já não necessitarmos dessas transmigrações como expediente evolutivo, e então nossos voos para muitas direções acontecerão por nossa vontade. Cada um de nós é um ser espiritual passando por experiência física, numa sequência de passagens pelas muitas moradas do reino do Pai, e cada qual com seu nível de evolução e de consciência. Não se deve forçar ninguém a crer no que ainda não alcança. O pior é barrar-lhe o avanço pela imposição de normas e pelo cerceamento da busca, cujo início situa-se no primeiro passo de cada indivíduo.
WALMOR MACARINI é jornalista na FOLHA DE LONDRINA





