En­quan­to Lu­la se
di­ver­te ‘­governando’,
mi­lha­res de nor­des­ti­nos
mor­rem de fo­me ou
pa­de­cem de gra­ve
des­nu­tri­ção ­crônica




O atual governo federal está completando quase 8 anos da maior demonstração de incompetência da história da República do Brasil. No início, foi o ''espetáculo do crescimento'' assistido apenas pelo pessoal do próprio governo, já que ninguém mais viu nenhuma ''cena'' do tal espetáculo. Depois, veio o famigerado Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e um blá-blá-blá arrogante e prepotente, sempre dando a impressão que iriam consertar o mundo. Onde estão as ''obras'' do PAC? Quantas vimos inauguradas ou funcionando? Apontem uma única obra de vulto que tenha sido feita e inaugurada nestes últimos oito anos (o pré-sal não é obra do governo, é da natureza!).
Uma ponte de ligação internacional? Não. Uma usina hidrelétrica? Não. Uma nova usina nuclear? Não. Um grande centro de pesquisa científica? Não. A transposição do rio São Francisco? Não. Uma estrada federal nova, pelo menos? Não. Um amplo projeto de recuperação da agricultura com subsídios? Não. Um grande investimento na educação em todos os níveis? Não, também. Uma forte aplicação do capital estrangeiro no país, fruto das incontáveis viagens? Não. Um investimento maciço na saúde, tão abandonada? Também não. Então, para onde foram os bilhões em impostos de que tanto se vangloria o governo e a Receita Federal, publicando nos jornais, como se fosse uma grande notícia, todas as vezes que batem este funesto recorde de arrecadação tributária?
Claro como cristal: uma parte grande do butim sustenta uma máquina pública diabólica e inchada pela má administração dos recursos humanos e distribuição de funções, mas necessária à manutenção de uma burocracia cancerosa que corrói o erário público da forma mais burra e atravancadora possível; parte serve para saciar a volúpia descontrolada dos Poderes da República, mormente o Executivo e o Legislativo, cuja ganância e perdulariedade extrapolam os limites da bestialidade e os desatinos da Antiga Roma; e uma outra parte serve à manutenção da farsa aristofanesca de uma República Democrática Presidencialista, onde medidas e atitudes são tomadas e executadas no melhor estilo ditatorial dos anos 1940, com direito, inclusive, ao culto da personalidade.
A quirera que sobra - as migalhas do lauto banquete sobre a carcaça do erário público - é aplicada em mentirosos programas sociais mantidos com ''bolsas'' e ''cotas'' de todo tipo, num descarado sistema de compra de votos em nível nacional. De quebra, ainda sustenta a baderna e a irresponsabilidade de movimentos como o MST, cuja imagem é vendida no exterior como o maior projeto social do mundo!
Ou seja, o investimento social deste governo se resume ao patrocínio do parasitismo social. É como tentar resolver o problema da mendicância com esmolas.
Enquanto Lula se diverte ''governando'', milhares de nordestinos morrem de fome ou padecem de grave desnutrição crônica. Três milhões de chagásicos terão morte precoce; mais de 5 milhões de esquistossomóticos (doentes de barriga d'água) estão na mesma situação. A tuberculose mata milhares de pessoas por ano no Brasil. Grande parte da população - pelo menos uns 30 milhões - são portadores de alguma verminose (lombriga, amarelão, solitária, etc.) ou protozooses (amebas, giárdias, leishmanias, tripanossomas, etc.). Enquanto isso, os cães passam e a caravana ladra.

PAULO ANDRÉ CHENSO é médico e professor em Londrina

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