A ­ação do pre­si­den­te
Oba­ma aju­da­rá paí­ses
em de­sen­vol­vi­men­to a
au­men­tar a pro­du­ti­vi­da­de
de ­suas ter­ras e a
pro­mo­ver a pros­pe­ri­da­de
en­tre os po­bres
da ­área ­rural



No mês passado participamos da primeira Conferência entre ministros da Agricultura da história do Grupo dos Oito (G-8 - integrado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia). O compromisso compartilhado de eliminar a fome e aumentar a renda e o bem-estar dos mais pobres do mundo foi o que reuniu os ministros dos países mais ricos do planeta.
O Banco Mundial estima que 150 milhões de pessoas estão em situação de pobreza extrema em consequência da crise econômica global e do preço de alimentos e combustíveis, minando sua capacidade de conseguir a comida que precisam para levar uma vida produtiva e saudável.
No início deste mês, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reuniu-se em Londres com o Grupo dos Vinte (G-20) para adotar uma resposta coordenada à crise econômica internacional. Na ocasião, ele anunciou que pediria ao Congresso que dobrasse o apoio financeiro dos EUA ao desenvolvimento agrícola em países pobres para mais de US$ 1 bilhão até 2010.
Uma semana depois, na Conferência Internacional de Ajuda Alimentar na cidade de Kansas, anunciamos US$ 80 milhões adicionais para financiar outros quatro projetos internacionais dentro do programa McGovern-Dole de Alimentos para a Educação e Nutrição Infantil na África, que servirão para alimentar 655 mil crianças.
Por que essas ações são importantes? Juntas, elas representam uma estratégia equilibrada para ajudar a alcançar a segurança alimentar. Hoje, ajudamos a satisfazer as necessidades de curto prazo por meio de nossos programas de ajuda alimentar. O admirável legado de ajuda alimentar dos Estados Unidos começou após a Segunda Guerra Mundial.
Nos últimos 10 anos, os Estados Unidos forneceram cerca de metade da ajuda concedida por todos os países doadores. E embora continuemos a ser os maiores fornecedores de ajuda alimentar no mundo - uma notável realização possibilitada por nossa comunidade agrícola, pelo trabalho de organizações voluntárias privadas e por grupos industriais e produtores de commodities do nosso país, e pelo compromisso de longa data de nossos cidadãos de compartilhar a fartura dos Estados Unidos com os menos afortunados - também precisamos trabalhar para ajudar pessoas a alimentarem-se melhor no futuro.
Enfrentamos atualmente uma realidade na qual o aumento da oferta não está conseguindo acompanhar a demanda por produtos agrícolas na mesma velocidade. Com sua solicitação ao Congresso, o presidente Obama demonstrou o compromisso de romper o ciclo vicioso da pobreza e da fome envolvendo atualmente mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo.
A ação do presidente ajudará países em desenvolvimento a aumentar a produtividade de suas terras e a promover a prosperidade entre os pobres da área rural, dando às pessoas as ferramentas que precisam para saírem da pobreza e livrarem-se da fome por si próprias.
Os flagelos da desnutrição e da fome não conhecem fronteiras. Na reunião ministerial agrícola do G-8, reforçamos aos colegas dos demais países, assim como havíamos dito anteriormente aos cidadãos norte-americanos, que este governo está comprometido - e realizando ações com esse fim - com uma oferta segura, adequada e nutritiva de alimentos para todos os americanos e para todas as pessoas nos quatro cantos do planeta.
TOM VILSACK é secretário de Agricultura dos Estados Unidos

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