ESPAÇO ABERTO
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Wilson Francisco Moreira<br>Walmor Macarini 
A verdadeira discussão
Os recentes escândalos políticos divulgados pela mídia não enlameiam mais nem menos a moral dos políticos brasileiros. Já sabemos do que eles são capazes: falcatruas, toma-lá-dá-cá, negócios escusos, farra com o dinheiro público... Apesar da frase popular ''todo político é ladrão'', há uma discussão muito mais importante.
Antes de irmos ao ponto central precisamos retomar alguns conceitos. Primeiro é preciso fazer justiça. Nem todo político é desonesto. Segundo, é preciso lembrar que temos um sistema político representativo e que os políticos representam (ou deveriam representar) segmentos da sociedade e interesses correlatos a estas parcelas, bem com deveriam ter uma visão de sociedade a defender.
É justamente aqui que precisa emergir a verdadeira discussão: quem estes políticos representam? Quem patrocinou seus mandatos? Quem avalizou suas plataformas políticas? A quem estão ligados? Na esteira destas questões vem a fundamental: quem estamos elegendo para nos fazer representar e qual a cobrança que temos feito?
Encarar o problema é aceitar o convite para a participação política. Enquanto não houver uma maior participação nos espaços coletivos de decisões, como associações, sindicatos, partidos políticos, conselhos e os diversos movimentos sociais os representantes terão a qualidade que temos visto.
A conscientização é a melhor arma para a abolição do mercado livre de voto em cada eleição. Não se interessar por política é um orgulho para a maioria. No entanto, é essa massa que decide. É por meio desse mercado que florescem muitas biografias políticas sem compromisso coletivo algum. Infelizmente nossos representantes têm sido o espelho de nossa miséria em nossa triste sina(?) de povo roubado em nossos sonhos.
WILSON FRANCISCO MOREIRA é sociólogo e agente penitenciário em Londrina
Divinos em experiência humana
Quando o arcanjo Miguel se dirige a nós ele nos trata como coirmãos e amados mestres. Diz que nos fazemos pequenos, apenas com um nome e uma função de trabalho, mas que nossa identidade é muito mais vasta. Ele nos lembra que cada um de nós já passou por muitas vidas e exerceu diferentes papéis, e que somos seres divinos passando por experiência humana. Tão divinos quanto os seres de grande luz que habitam as elevadas esferas.
É hora de pararmos de julgar com a mente - ele nos ensina - e começar a ver os outros pelo filtro do amor e da compaixão. A palavra compaixão quer dizer a dor que sentimos pela dor dos outros. Veja o que nos ensina o mestre Miguel: que levar uma vida espiritual não significa renunciar aos prazeres do mundo, martirizar-se ou viver em sacrifício. Ele nos diz que viemos para experimentar todas as maravilhas e belezas do plano físico e para expressar todo o potencial de nossa essência divina.
Devemos mudar nossa percepção, sem julgar a nós próprios e nossas condições de vida, centrando as atenções nas oportunidades oferecidas e na alegria do desafio. Que assim penetraremos na fórmula do domínio espiritual. Temos que olhar todos como irmãos, sem julgamentos (e julgar é o que mais fazemos). Enxergar todos como iguais, e isto é o que se chama o elo do coração, que significa a ligação de essência com essência. O amor/luz é expansivo, eleva e ilumina; já o medo/escuridão contra e puxa para baixo. Com amor/luz suavizamos o caminho para os que seguem nossos passos.
Superem a noção estreita de pequeno ser e entrem na consciência da unidade, do Uno mais vasto. É isto que somos: não pequenos seres, porém mestres e guerreiros da luz, servindo ao Todo, como Miguel nos lembra, embora nossa memória remota tenha se esquecido disso. Fazemos parte de toda a legião de obreiros do Universo, e onde estivermos e o que estivermos fazendo, será sempre uma missão divina.
É preciso desfrutar a jornada e os milagres de cada momento, e a cada fim de dia invocar o grande anjo do perdão, para transmutar e harmonizar qualquer energia negativa que possamos ter projetado no mundo. Finalmente o arcanjo nos diz que esta é uma oportunidade de ouro que nos está sendo oferecida agora, assim como foi feita a promessa dourada antes que incorporássemos na Terra.
WALMOR MACARINI é jornalista na FOLHA DE LONDRINA


