Os anseios da classe médica

No dia seguinte ao último turno da eleição municipal de Londrina, o prefeito eleito Barbosa Neto realizou uma reunião na Prefeitura com a presença de associações representativas de classe e órgãos da comunidade civil organizada e reafirmou que seu secretariado seria escolhido em caráter eminentemente técnico. Assim, coube à Associação Médica de Londrina (AML), representada na ocasião pelo segundo vice-presidente Manoel Canesin, indicar três nomes para a Secretaria de Saúde para que, desta lista tríplice, um profissional médico fosse escolhido pelo novo prefeito.
Por uma questão de justiça e pelo trabalho realizado nesses meses em que já ocupa a Pasta, um dos nomes é o de Aparecido José de Andrade. Os médicos Oziel Torresin de Oliveira e Luiz Fernando Rodrigues são as outras duas indicações da AML. Os três profissionais, é importante frizar, têm condutas exemplares, seja junto aos conselhos Federal e Regional de Medicina (CFM e CRM/PR), seja junto às justiças civil e criminal.
Portanto, está feita a indicação da AML. Esperamos, no entanto, que a administração municipal caminhe com os mesmos passos da campanha, quando assumiu compromissos públicos sérios, honestos e com visão de futuro. Assim procedendo terá o apoio da população e, principalmente, da sociedade civil organizada que somará esforços para o bem-estar da cidade de Londrina, polo desta maravilhosa região norte-paranaense.
Acreditamos que a hora é de colaborar. Necessitamos apresentar à administração municipal nossas necessidades, nossas soluções e oferecermos nosso trabalho, pois agora é a cidade toda trabalhando por seu futuro, mostrando sua força e querendo melhorias que o prefeito, como maior servidor público, deverá executar. Desejamos que os amargores da campanha desapareçam com rapidez, não para o esquecimento, mas para o arquivo da memória, de onde desejamos que nunca seja necessário resgatá-los. E que todos, unidos por uma cidade forte, humana e saudável, progressista e moderna, segura e dinâmica, trabalhemos em conjunto.
ANTONIO CAETANO DE PAULA é presidente da Associação Médica de Londrina


Evitar maus sentimentos e más palavras

  Os pensamentos, sentimentos, palavras e atos têm o poder de transformar imagens em realidade. O que se visualiza com constância, sem retrocessos e sem variações confusas, pode concretizar-se. Se pensamos numa coisa, mesmo que aparentemente exagerada – e eventualmente desejamos obtê-la – é porque ela existe e está em algum lugar. Se queremos coisas boas, temos de visualizá-las acontecendo. Mas isto não é algo que acontece de repente.
  Da mesma forma temos de tomar cuidado com os maus sentimentos e palavras carregadas de densidade negativa, mesmo as que são ditas aleatoriamente, porque elas podem cristalizar aquilo que encerram. As pragas rogadas, que são dardos lançados contra pessoas, podem atingi-las (e isto será é um fardo que colocamos às nossas costas e temos de carregar); ou se não as atingem, retornam como bumerangue sobre quem as proferiu.
  São tais correntes de pensamento que hoje dominam grande parte da humanidade, por isso as depressões e os muitos sofrimentos. Porque mesmo exercendo uma vida metódica e honesta, muitos imaginam que isto basta, porém não policiam a mente e não controlam os sentimentos nefastos, semeiam palavras às vezes impregnadas de ódio ou inveja, temem crises e vislumbram o pior, imaginam perigos e doenças, falam de pobreza e dinheiro curto.
  Tais pessoas que se intitulam corretas (e o são), sem o saber poluem a atmosfera com tais negatividades e citações críticas a pessoas e coisas, com manifestações de insatisfação com o trabalho, com os colegas e com tudo. Parece que estão sempre em disputa com o mundo. Ao sair de casa para as tarefas diárias, tomam banho, perfumam-se, vestem roupas limpas, mas não higienizam seu íntimo mais profundo e saem maldizendo o transporte, o sol escaldante, a chuva ou o frio, as pessoas, contaminando o meio circundante.
  Perdem a oportunidade de ver as belezas que estão ao seu redor – mesmo que esbarrando em imagens e fatos não muito agradáveis – e não agradecem pelo triunfo da vida. Mudar esses paradigmas é o que se chama expansão da consciência e evolução espiritual.

WALMOR MACARINI é jornalista na FOLHA DE LONDRINA

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