ESPAÇO ABERTO
Quando o governo financia o desemprego
Fernando Rizzolo
Já havia uma suspeita, mas nada de concreto, nos corredores já se falava, mas ninguém confirmava absolutamente nada. De repente então, a Embraer anuncia cerca de 4.200 demissões, o equivalente a 20% de seu quadro de 21.362 funcionários. O argumento, é claro, foi dentre outros, o mau desempenho no terceiro trimestre do ano passado, quando a Embraer anunciou seu primeiro prejuízo trimestral (R$ 48 milhões) em 11 anos.
A grande questão é saber até que ponto, uma empresa como a Embraer, que conta as benesses do governo ao se destacar como sendo uma das empresas que mais recebe dinheiro público - US$ 7 bilhões desde a sua privatização - estes advindos de empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), cujo capital, cerca de 40% são provenientes de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), pode de uma hora para outra demitir um número tão alto de funcionários, sem ao menos abrir uma discussão, tampouco não informando oficialmente o Sindicato dos Metalúrgicos sobre suas intenções.
O caso da Embraer nos leva a refletir o real papel do Estado e sua relação com a iniciativa privada, quando se posiciona como financiador do desenvolvimento através dos recursos públicos, e incorpora sua fragilidade na participação e na contenção das decisões da iniciativa privada que envolvem as demandas sociais.
Talvez a questão enseja o início de uma discussão do papel do BNDES, do governo e da iniciativa privada nessa cadeia pouco virtuosa, onde o trabalhador é surpreendido nas demissões no atacado, sob a legitimidade da crise, sendo que por parte do governo resta apenas a indignação, um débil instrumento diante da brutal realidade face ao número de demitidos.
O momento atual é decisivo para que o governo supra a lacuna entre a responsabilidade social empresarial e o desenvolvimento via recursos públicos, basta saber se diante disso, o garoto propaganda da Embraer , como Lula se declarou em 2007, conseguirá reverter esta tragédia aérea, ao convocar o presidente da empresa para maiores explicações, que com certeza serão as do resultado da empresa.
FERNANDO RIZZOLO é advogado em São Paulo.
Com essência indivisível e eterna
Walmor Macarini
Em mensagem destes tempos de transposição de eras o arcanjo Miguel nos alenta ao falar dos domínios angélicos e ao nos lembrar que viemos à Terra como brilhantes corpos de luz, irradiando os raios da consciência de Deus. Nós, humanos, fomos seres corajosos ao descer a esta densidade terrena, e isto aconteceu por razões múltiplas. Ao migrar para esta paragem cósmica uma das muitas moradas da casa do Pai nós deixamos nossa consciência superior aos cuidados do Criador.
Também o arcanjo nos diz que este é um tempo de despertar, em meio a tantas catástrofes e turbulências que estão acontecendo e ainda irão acontecer. Todas as doutrinas do conhecimento nos falam destes tempos de transição. Somos fragmentos do Criador e estamos todos assistidos pelas divindades, mas precisamos elevar nossa frequência, em consonância com os seres de grande luz, para que eles caminhem conosco nesta travessia pela fisicalidade.
Eles nos assistem mas não podem interferir em nosso livre arbítrio, e sempre estão prontos a nos atender sobretudo nas coisas do coração, porque quando o coração nos toca é um momento em que estamos vibrando nas frequências mais altas. A radiância de Deus está nesses admiráveis seres de luz e está em cada um de nós. Miguel nos diz que temos de nos visualizar assim. E transcender o medo, experienciando-o e aprendendo com ele.
O medo é apenas um sinal de alarma. Conhecendo a sua natureza podemos controlá-lo. Onde há amor, que significa o amálgama com a unicidade divina, o medo se afasta. O arcanjo nos ensina ainda a nos proclamarmos instrumentos de luz neste mundo de formas. Somos sementes estelares em missão planetária e também cumprindo nossos contratos, feitos antes de aqui aportar.
As transmigrações que fizemos entre diferentes dimensões já nos fizeram bem experimentados em nossa caminhada evolutiva. As cortinas dentre essas dimensões estão se abrindo, para que saibamos com perfeita clareza o que somos, qual é nossa origem e para onde iremos em nossas jornadas futuras como incessantes obreiros do Universo. Nossa substância primordial, que é indivisível e eterna, foi criada quando tudo foi criado, por isso compomos o todo universal.
WALMOR MACARINI é jornalista na FOLHA DE LONDRINA.





