ESPAÇO ABERTO
Remédio no lixo, um problema grave!
Alessandra Cabral Leite Duim
Todo medicamento contém substâncias químicas e por isso não deve ser jogado diretamente no lixo ou rede de esgoto comum. Esses resíduos de medicamentos podem contaminar o solo, águas superficiais ou subterrâneas, causando sérios danos ambientas, além de oferecer riscos à saúde humana. A produção de medicamentos chega a algumas toneladas por ano - a quantidade exata não é publicada - mas sabemos que uma grande parte desses medicamentos é descartada no lixo. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) o problema do remédio no lixo acaba sendo em torno de 20% de toda produção da indústria farmacêutica.
Quando o medicamento perde a validade o que devemos fazer com eles, então? A resolução 283 do Conama (julho de 2001) estabelece lei apenas para descarte de medicamentos provenientes de órgãos ligados à saúde pública e não domiciliar. Continuamos sem uma determinação legal para o que fazer com os produtos vencidos e sem saber para onde encaminhar as sobras de comprimidos, xaropes, antibióticos, antiinflamatórios, entre outros. De acordo com IBGE, apenas 12,5% dos municípios brasileiros têm aterro sanitário. O restante tem os chamados lixões que acabam sendo o destino de muitos medicamentos.
Ao consumir um medicamento qualquer o nosso corpo não consegue absorvê-lo totalmente. Uma grande parte, entre 50% a 90%, é excretado inalterado e persiste no meio ambiente de forma ativa, pois os remédios são desenvolvidos para serem persistentes o bastante servindo a um propósito terapêutico específico. Dessa forma, não são completamente removidos nas Estações de Tratamento de Esgotos e muitos resíduos de medicamentos também são resistentes a vários processos de tratamento convencional de água. Assim, corremos um sério risco de consumir água com restos de remédios que podem acabar voltando para as nossas casas.
É preciso conscientizar a população para o consumo racional de medicamentos e evitar o desperdício. Remédio no lixo é um problema grave e precisa ser solucionado. Talvez a única forma de chamarmos a atenção para o perigo é divulgar cada vez mais as consequências do descarte incorreto de medicamentos para que a população pressione as autoridades por uma maior atenção, ação rápida e eficaz para o problema!
ALESSANDRA CABRAL LEITE DUIM é aluna do curso de Ciências Biológicas da UniFil em Londrina
As sete profecias maias
Walmor Macarini
Na edição do último dia 4, a revista Veja reporta-se embora de forma superficial ao calendário maia, que fixa em 2012 o fim de mais um ciclo cósmico de 5.125 anos, cuja soma de 5 desses períodos completa um dia galático de 25.625 anos. O texto da revista é até irônico, mas o calendário maia é mais sério do que a maioria imagina.
Antes de tudo, a data precisa de 22 de dezembro de 2012 (que fecha os dois ciclos) não se refere a nenhum fim de mundo, porque os maias nunca falaram disso. Esses sábios habitantes do México e de países da América Central (de 3 mil anos atrás) tinham grande conhecimento de astronomia, e tudo o que anunciaram aconteceu ou começou a acontecer.
Mais que astrônomos, eles tinham ampla cosmovisão e profunda identificação com o transcendente. Naquele momento do ano citado a Terra se alinhará em forma de cruz com o Sol e com o centro da nossa galaxia como os maias calcularam. Então, um potente raio de luz estabelecerá uma ampla sincronização, propiciando grande abertura na consciência da humanidade. Esta é a 1ªprofecia maia.
A 2ªé que a partir de 1999 as mudanças físicas do Sol começariam a transformar o comportamento humano no sentido de voltar-se para a busca de respostas ante o mistério do desconhecido. A 3ªprofecia anunciou, quase três milênios atrás, que se iniciaria o drama do aquecimento global, o que já ocorre. A 4ªrefere-se ao derretimento das geleiras e às inundações.
A 5ªprofecia menciona colapsos da informática (e esta tecnologia era então inimaginável pelas pessoas comuns da época, obviamente). A profecia ainda previu que irão acontecer a degringolada do sistema energético e das religiões e grandes abalos do sistema econômico-financeiro. A 6ªprofecia detectou a trajetória de um cometa na direção da Terra, mas que poderá ser desviado por meios físicos e mentais e também por ajuda cósmica.
E finalmente a 7ªprofecia fala do advento de tempos de esperança, depois de todas essas tempestades. Eram estreitas as ligações dos sábios maias com o divino. Eles vinculavam os males físicos a tormentas espirituais, e ensinaram que o inferno é a ignorância, e o paraíso a sabedoria.
WALMOR MACARINI é jornalista na FOLHA DE LONDRINA





