A es­co­lha da es­co­la
de­ve ser pau­ta­da
pri­mei­ro na con­ti­nua­ção
da edu­ca­ção de
ca­sa, no ob­je­ti­vo
dos ­pais e não os
­pais par­ti­rem dos
ob­je­ti­vos da ­escola



Frequentemente nesta época do ano os pais começam a escolha da escola ideal para seus filhos. Visitas às escolas são umas das tarefas a serem cumpridas quando o assunto se trata da melhor educação para os filhos. Muitas vezes, as visitas e conversas com a coordenadora do estabelecimento se tornam pontos decisivos para essa definição.
Vários aspectos sobre a escola devem ser considerados relevantes, visto que cada instituição traz consigo sua proposta pedagógica e seu enfoque. O objetivo principal é a educação, mas cada escola procura alcançá-la de alguma forma: umas de forma lúdica com jogos e brincadeiras; outras com direcionamento à afetividade; algumas religiosas dando um caráter mais espiritual; e outras mais tradicionais levando sempre em conta a evolução tecnológica aos gostos e necessidades das crianças.
Muitos pais procuram na escola o preenchimento das áreas ''vagas'' deixadas por eles devido à correria do dia-a-dia e os avanços da sociedade, outros procuram a escola mais completa com mais atividades extraclasse, visto que eles próprios não tiveram isso na infância ou ao menos não sabem como e em que tempo realizar isto com seus filhos.
Vários são os pontos levados em consideração nas escolhas de determinadas escolas. Porém, o que se deve ter em mente é até que ponto os pais irão continuar o trabalho feito em sala de aula. De nada adianta uma escola perfeita que instiga a criança, aperfeiçoa seus talentos, se os pais em casa não seguirem o mesmo ritmo, ter os mesmos objetivos. Às vezes, colocam a criança em uma escola religiosa e ela se enturma, passa a adquirir seus preceitos e, em casa, a família mal sabe o que é religião.
Quando uma criança inicia seu primeiro contato com a sociedade, ela rapidamente se expande. Traz consigo o que aprendeu com a família, e aí mistura com o que adquiriu na escola, contradiz com o que pensa e assim vai criando sua forma de encarar a vida e os problemas.
Sem dúvida, a família é a base pela qual a criança passa primeiro antes de ir à escola. Então, a escolha da escola deve ser pautada primeiro na continuação da educação de casa, no objetivo dos pais e não os pais partirem dos objetivos da escola (a menos que os pais não tenham objetivos).
Grunspun (1983, p.73) em seu livro ''Autoridade dos pais e educação da liberdade'' nos afirma que: ''A simples presença dos pais já constitui um estímulo às respostas da criança, imediatamente estabelece-se uma comunicação entre pais e filhos''.
Desde então, observa-se a real importância de uma presença, de uma participação familiar na conduta da criança. Afinal, a escola sozinha não fará grandes avanços. Assim, a escolha da escola ideal deve ser refletida primeiramente dentro de casa. Deve ser pensada ''qual escola melhor continuará a educação que venho exercendo ao meu filho? De que maneira poderei contribuir com determinada escola para que seu conhecimento seja significativo ao mundo que meu filho vive?''. E claro ser realista: ''O que pretendo para meu filho, é o que a escola pretende formar em seus educandos?''.
Reflexão nada fácil, porém decisiva ao futuro e ao desenvolvimento da criança que está iniciando a vida escolar.

LEONIRA FOLLI RODRIGUES BITTENCOURT é pós-graduada em Metodologia do Ensino Superior e professora do Ensino Fundamental em Londrina

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