ESPAÇO ABERTO
Rios e usinas no Brasil
Paulo Henrique Martinez
Dois acontecimentos recentes deram mostras de como vai o Brasil neste início de século. No Paraná, houve nova audiência pública sobre a construção da Usina Mauá no Rio Tibagi. No Mato Grosso, indígenas ameaçados pelas barragens no Rio Juruena reagiram em defesa de sua existência social, cultural e individual. Esta atitude pode ser reproduzida.
O risco de comprometimento no abastecimento de água em Londrina fez soar novamente o alarme da inadequação de usinas no Rio Tibagi. A sociedade civil reagiu prontamente. O Ministério Público também. O Conselho Municipal do Meio Ambiente acordou para o problema. Os candidatos no segundo turno das eleições municipais ficaram alheios ao destino da cidade. O consórcio empresarial que vai construir e lucrar com o empreendimento reiterou antigas crenças de que não haverá perdas ou de que elas são necessárias e inevitáveis ao progresso. E não está só.
Há outros entusiastas da destruição do patrimônio ambiental e cultural da nação como via para o crescimento econômico, como o governador do Mato Grosso, o empresário Blairo Maggi, que também exclui a população ribeirinha, como a etnia enawenê, das ilusórias e imediatas vantagens do crescimento insustentável que está promovendo como esperança coletiva, amparada no desmatamento, na indiferença com os recursos hídricos, na perda da biodiversidade e na extinção das expressões culturais locais e regionais. Este é o rumo do desenvolvimento?
O Paraná vai, assim, emparelhado com o Mato Grosso entre os estados que puxam o Brasil para baixo e para trás. A cidadania, a diversidade cultural e a sustentabilidade ambiental são sepultadas pela força do poder econômico, pela indiferença de poderes públicos e a omissão de representantes da sociedade e cidadãos. O futuro dos nossos rios e a construção de usinas devem ser decididos pelos valores democráticos, cidadania efetiva e sustentabilidade, condutas sociais do século XXI. Eles são incompatíveis com a pilhagem da natureza, a violência social, a destruição cultural e o lucro como privilégio social.
PAULO HENRIQUE MARTINEZ é professor e coordenador do Laboratório de História e Meio Ambiente do Departamento de História da Unesp em Assis (SP)
Uma nova cosmovisão espiritual
Walmor Macarini
Estamos vivendo o apocalipse. E isto vai persistir até que passe a fase de transição de um ciclo cósmico para outro o que ocorrerá em 2012. Esses ciclos se repetem a cada 5.125 anos. O que acontece neste momento crucial da humanidade é um processo de escuridão para o homem conhecer-se e enfrentar a si mesmo. Ele começará a verificar, pelo processo gradual de expansão da consciência, o que de mau veio fazendo contra a vida, contra a natureza e contra si mesmo.
Nada de impactante se verificará mas será o início do desabrochar do entendimento do ser humano para sua dimensão espiritual. A intuição ganhará amplitude e sobrepujará o ego e o intelecto. O homem, então, iniciará uma caminhada no rumo da reconexão com sua origem primeira os elevados planos de luz de onde é originário. Tudo isso acontecerá em meio à continuidade, ainda, de grandes turbulências. Será como a dor do parto de um tempo novo em gestação.
Este é um novo curso no rumo de nova ordem e de um mais iluminado entendimento. Tudo acontecendo gradualmente, mas sem retrocesso. Os horizontes do homem irão se ampliando para ele entender a verdadeira concepção de Deus. Um raio de luz muito intenso sincronizará tudo e a freqüência do medo irá dando lugar à freqüência do amor que tem o significado da fraternidade e da união.
Estas coisas estavam previstas, e os próprios maias em seu célebre calendário se referem a elas. Todos os eventos astronômicos que eles anunciaram, quase três mil anos atrás, vieram acontecendo. O mundo não acabará em 2012 mas grandes acontecimentos cósmicos começarão a transformá-lo. Será quando a Terra se alinhará em cruz com o Sol e com o centro da nossa galáxia.
O novo tempo prestes a iniciar-se será de luz e gloriosa esperança. Porque, em meio a grandes tempestades da existência humana, que por mais um tempo continuarão porque um processo de mudança não é abrupto e esbarra também nas resistências começarão a ser abertos os portais que revelerão nossa multidimensionalidade. Estes tempos chegados redimensionarão a humanidade para a compreensão dos valores e para uma nova cosmovisão espiritual.
WALMOR MACARINI é jornalista na FOLHA DE LONDRINA





