ESPAÇO ABERTO
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Elcio Rossi 
Quando o assunto é origem da vida, algumas teorias se propõem a explicar o fato. As mais conhecidas são as teorias da Criação e da Evolução. Aquela vê as coisas como frutos do projeto de um Criador. Esta vê as coisas como obra do acaso. Nenhuma das duas pode ser considerada científica, pois não podem ser testadas experimentalmente. Ambas trabalham com evidências. As evidências usadas pelos evolucionistas também podem ser usadas pelos criacionistas. É uma questão de interpretação. As duas, portanto, deveriam ter a mesma classificação.
Se o criacionismo é ensinado como religião, também o evolucionismo deveria ser, visto que suas pressuposições são filosóficas e não científicas. A ciência exige respostas exatas. Pergunte a um evolucionista como exatamente a vida começou, como exatamente ocorreu a evolução de seres unicelulares em seres pluricelulares ou como exatamente evoluíram os mecanismos de complexidade irredutível, como a coagulação do sangue, por exemplo. Não há respostas concretas, mas citações evasivas como: de alguma forma..., provavelmente..., após muito tempo....
Quanto tempo seria necessário para que um bando de macacos lançados sobre computadores produzissem o dicionário Aurélio? Provavelmente isso não acontecerá, você dirá. Mas a evolução nos dirá que se houver tempo suficiente, esse evento é possível.
A probabilidade de uma proteína com cem aminoácidos surgir ao acaso é como lançar as letras do alfabeto da janela de um edifício e formar embaixo o conteúdo da Enciclopédia Britânica ou um tornado varrer um ferro velho e formar um Boeing 747 funcional.
E uma proteína com cem aminoácidos sequer é uma estrutura viva. Na tentativa de retirar Deus do cenário, os pseudocientistas justificam seu ateísmo, chamando de ciência declarações que, mais bem contextualizadas poderiam ser expressas como: Era uma vez o nada. E o nada explodiu e deu origem a tudo. Freqüentemente menosprezam a existência do Criador. Erram por não investigarem os fatos, pois a Bíblia foi escrita por muitos autores conceituados, inclusive um médico, Lucas, que escreveu seu evangelho após uma minuciosa investigação dos fatos ocorridos (Lucas 1-3).
A idoneidade dos escritores bíblicos é incontestável. Eram pessoas íntegras, de bom testemunho e, portanto, dignas de crédito. O que receberam em troca de seu testemunho? Dinheiro? Fama? Reconhecimento? Não, mas perseguição, açoites e até a morte em muitos casos. Tudo por mostrar como seu mestre impactou suas vidas, ensinando que o Reino de Deus é mais do que aquilo que se pode ver, que transcende o universo físico, que é possível um relacionamento com o Pai. A ousadia deles têm sentido: seu Mestre, Jesus, triunfara sobre a morte, como previsto nas Escrituras. Somente isso poderia transformar aqueles homens de tal forma que não temeram por suas vidas.
Quem morreria por uma mentira? O túmulo de Jesus estava vazio na manhã daquele domingo. Houve testemunhas oculares. Há vários indícios históricos: a guarda romana, a pedra de quase duas toneladas rolada à entrada da sepultura, o selo imperial lacrando a pedra, o corpo de Jesus, comprovadamente morto, depositado no interior do sepulcro. Que tem isso de religião? Isso é histórico. Para onde foi o corpo? Por que causou tanto alvoroço a notícia da ressurreição? Como explicar a ousadia dos discípulos? E o temor dos romanos com essa nova doutrina? Era só pegar o corpo de Jesus, fazer um desfile pelas ruas de Jerusalém e sepultar o cristianismo e a autoridade bíblica. Mas não o puderam fazer, pois sua ressurreição foi real.
Tudo aconteceu como estava previsto nas Escrituras. A Bíblia, portanto, não é um livro qualquer. Está repleta de profecias que foram cumpridas. Faz mais sentido, portanto, crer em um Deus Criador da vida pelas digitais que ele deixou na natureza do que crer que as coisas existem por existir, acidentalmente e sem propósitos.
ELCIO ROSSI é mestre em Ciências Sociais e professor de ensino superior em Londrina


