ESPAÇO ABERTO
Hepatite C: questão de saúde pública
Rafael Sani Simões
A hepatite C, transmitida pelo vírus HCV, é a mais comum infecção crônica veiculada pelo sangue. Silenciosa, a enfermidade pode não se manifestar por até 20 anos. Por esse motivo, os portadores podem descobrir sua condição em um estágio muito avançado, quando já existem grandes riscos de cirrose, câncer de fígado e insuficiência hepática. Aproximadamente 90% das pessoas com hepatite C não sabem que estão infectadas. Isso faz da doença um dos mais sérios problemas de saúde pública, sendo a principal causa de transplante de fígado no país, onde a enfermidade já infecta 5 vezes mais que a Aids. Segundo o Ministério da Saúde já são 2 milhões de infectados, ou seja, 1,5% da população brasileira. Os números também apontam que a hepatite C apresenta a taxa de mortalidade com maior crescimento, tendo aumentado 30,6% nos últimos anos.
O vírus é transmitido pelo contato com sangue contaminado. Ao contrário do que alguns pensam, viver na mesma casa, apertar a mão, abraçar ou beijar uma pessoa com hepatite não traz nenhum risco de contaminação. As formas mais comuns de contágio são manipulação com material contaminado que corte ou fure a pele, como lâminas, bisturis, alicates e agulhas ou o uso de drogas com agulhas e seringas compartilhadas. O hábito de fazer as unhas é outro exemplo de risco para mulheres. Embora praticamente todos os salões de beleza trabalhem com materiais esterilizados, muitas vezes a forma de disposição de alicates nas estufas resulta em uma esterilização incorreta. Nesse caso, a melhor dica para não se expor ao risco de contaminação é que as mulheres tenham seu próprio kit manicure.
Apesar de ser um problema bastante sério, nada impede que o portador da hepatite C possa ter uma vida normal. O diagnóstico precoce e tratamento adequado são fatores primordiais para que a saúde seja recuperada.
RAFAEL SANI SIMÕES é médico infectologista e especialista na área de doenças infecciosas e parasitárias em São Paulo
O infalível poder do positivismo
Walmor Macarini
Pessoas condenaram as publicações de Lair Ribeiro neste Jornal, fazendo despropositadas avaliações, sem alcançar o entendimento de certas coisas ali contidas. Sapateiro, não vá além das sandálias, disse o pintor a esse profissional que criticava detalhes do calçado de uma figura da tela. Porque o sapateiro pôs-se a avaliar também o restante da obra. Lair ganha pelos seus cursos e escritos, e não é crime obter remuneração pelo trabalho. O dele não é nenhuma enganação, embora valha-se também de outras fontes que não apenas as suas.
Também escrevo sobre o poder pessoal a mola propulsora de tudo que se manifesta pelo pensamento, pelo sentimento e pelas palavras plenas de convicção, que têm forte poder criador. Mas os acomodados preferem entregar tudo na mão das divindades e acham que são elas que decidem nossos destinos. A vida nos dá o que esperamos dela, e se nos centramos em idéias de dificuldade, esta virá. A lei da atração não é um mito, embora os mais toscos imaginem que tudo se resolve pela força física e pelo intelecto (e intelecto não é intuição), ignorando os demais atributos inerentes a cada ser.
Ontem leu-se neste Jornal a entrevista de Silas Barbosa Dias, formado em Filosofia e que revelou segredos da sabedoria transformadora. E, como ele diz, o segredo é desenvolver o eu saudável, que está na contrapartida do eu doente. Em outras palavras, o Eu Superior (que grafo em maiúsculas) e o eu inferior; ou a essência e o ego. Se você acredita que algo não vai dar certo em sua vida, já começa a administrar isso, ele ensina. Nada mais verdadeiro. E mais: a dúvida sobre uma coisa resultar boa ou não, cria uma espécie de trombada ele declara, adicionando que é necessário desconstruir pensamentos negativos.
Tenho escrito muito isso e comprovado resultados, e sinto-me melhor a cada ensinamento idêntico que ouço ou leio a respeito. Estes não são apenas caminhos de prosperidade material mas também de evolução espiritual, porque quando mudamos paradigmas, no sentido do positivismo (sem dar chance, em momento algum, para a dúvida) também vamos refinando nossa espiritualidade. Então sim as divindades também ajudam, porque entramos na consonância de seus poderes e das vibrações positivas do Universo.
WALMOR MACARINI é jornalista na FOLHA DE LONDRINA





