Acidente do vôo 3054 da TAM
Andréa Gonçalves Mendes Oguido
  O Brasil é um país maravilhoso, rico na extensão, na alegria de viver de seu povo, na maneira pacífica como resolve seus conflitos. No entanto, também foi contagiado pelo vírus que faz com que olhamos o que o outro tem e não quem ele é. Vírus esse que faz com que as empresas só pensem em lucrar, esquecendo de suas obrigações e os governos administrem em proveito próprio, deixando de lado a moralidade pública e o respeito com os cidadãos.
  Há um ano, precisamente dia 17-07-2007, tivemos a grande conseqüência desse descaso com o ser humano, com os clientes e com a própria vida. A aeronave da TAM, o Airbus A320, vôo JJ 3054, que partiu de Porto Alegre, às 17h16, com destino ao Aeroporto de Congonhas (SP), não conseguiu parar na pista após o pouso e se chocou contra o prédio da TAM que ficava do outro lado da Avenida Washington Luís. Quase duzentas pessoas morreram por culpa da TAM, do fabricante do Air Bus 320 e também do governo brasileiro devido ao caos aéreo que o país atravessava no ano passado. Muitos sinais foram dados de que o pior iria acontecer, mas nada foi feito.
  Famílias sofreram com perdas inestimáveis, outras foram extintas por completo! Nada irá trazê-los de volta, mas queremos justiça! Talvez, assim, se evite que outras famílias passem pela mesma tragédia. Será que não está na hora deste país maravilhoso evoluir? Deixar de ser inerte nas questões pertinentes e exigir seus direitos? Lutemos para que os culpados sejam punidos! Está na hora de uma revolução, onde cada um lute por aquilo que é seu de direito. Devemos exigir um serviço de transporte aéreo de qualidade, com bom preço e, principalmente, mais seguro.
  Somente dessa maneira, o governo e as empresas privadas perceberão que o que rege o Brasil não é mais o poder econômico (porque até agora é esse quem governou), mas a democracia. Façamos valer o que está escrito no preâmbulo da Constituição Federal de 1988, que ‘‘o Brasil é um Estado Democrático de Direito’’. Lutemos por dignidade, por justiça, por melhores condições de segurança nos meios de transportes brasileiros.

ANDRÉA GONÇALVES MENDES OGUIDO é estudante de Direito em Londrina


Porque compomos o Universo
Walmor Macarini
  Tenho escrito que o tempo não existe se somos eternos, por isso vamos reavivar a consciência de que temos mais importância do que vimos imaginando e que somos seres sem limitações, atentando para a realidade de nossa matriz divina. Vamos visitar mais assiduamente nosso templo interior e ouvir as vozes que nos falam de dentro, e nos conscientizarmos de que não somos pequenos, porém muito grandes, porque compomos o Universo, e o Universo é essa sabedoria suprema que denominamos Deus.
  Estes anos que estamos vivendo serão reveladores para a humanidade que, apesar das tantas turbulências, já iniciou um processo de expansão da consciência. Temos de nos regozijar por havermos chegado a este portal que assinalou a recente passagem de milênios. Somos vencedores, muito mais do que nos imaginamos, porque não somos de agora mas já viemos de longa caminhada. Nossa vestimenta carnal tem os anos da certidão de nascimento mas a existência espiritual tem a idade dos tempos eternos.
  Todos os caminhos acenam para nossa ascensão, dependendo de que não nos afundemos nas trevas da descrença. Vamos sempre nos lembrar que somos os senhores de nossas decisões e que se algo ou alguém nos subjugam (pessoas, sistema e nossos conformismos) é porque temos permitido. Cultivemos a harmonia com todas as coisas mas sem consentir na permissividade cega.
  Fiquemos vigilantes mas permitindo que a vida flua, evitando críticas desnecessárias e sobretudo a maledicência, que nos corroem sem que o percebamos. Vamos louvar os nossos sucessos e os sucessos dos outros, redespertando nossa porção sábia, porque esta opera em linha direta com as forças benéficas superiores. E proclamar que são bem vindos a saúde, o bem-estar, a prosperidade e a paz espiritual.
  Os bens da vida contemplam aqueles que se harmonizam com eles. É preciso vivenciar mentalmente as situações que desejamos. E tomemos cuidado também com as mentalizações, palavras e sentimentos inadequados, porque, da mesma forma, eles se convertem em realidade.
  Não precisamos ser rigorosos conosco, porque são múltiplos os caminhos para a perfeição. Importa ficarmos atentos e tirar lições dos acertos e desacertos. Vamos refazer a paz com a vida, mesmo que alguns fardos sejam pesados, e manter a mente receptiva para todas as coisas boas. Somos nós mesmos que operamos os milagres. Os céus apenas dão seu aval às nossas decisões e querências.

WALMOR MACARINI é jornalista na FOLHA DE LONDRINA

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