Meio ambiente e qualidade de vida



Neide Spanguembeg Mello

O homem surgiu com muitas intenções. Uma delas era ter uma vida harmoniosa com a natureza. Há milhões de anos apropriou-se da natureza para retirar seu auto-sustento, construir abrigo com intrumentos rudimentares e de baixo impacto. Então, seu ritmo era lento, pois aspirava ter o necessário para sua sobrevivência.

Mas graças à sua inteligência, o homem começou a fazer conquistas tecnológicas e científicas, tornando-se mais forte em relação à natureza. Sem dúvida o crescimento demográfico era inevitável e consigo o domínio do homem sobre a natureza foi até certa forma agressiva. Nesse momento, os problemas começaram efetivamente a existir. As explorações desenfreadas dos recursos naturais tornaram-se volumosas, as devastações de florestas eram intermináveis, fauna condenada, poluição das águas e a céu aberto o lixo tomou seu espaço. Isso tudo também ''graças'' à ação humana.

Onde queremos chegar, se os principais elementos homem x natureza estão em colapso de existência? A nossa Constituição Federal sobre o meio ambiente diz o seguinte no artigo 225: ''Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo para as presentes e futuras gerações''. E ainda o artigo 225 VI: ''Promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente''.

Portanto, se queremos deixar uma herança às novas gerações, se faz necessário e com urgência remodelarmos o nosso comportamento em relação ao meio ambiente. Pensando dessa forma no espaço local, cuidando de sua rua, praça e nascentes com desvelo, dando um basta ao desperdício, estaremos contribuindo e refletindo nossas ações em nível global.

Tenhamos consciência disso. Só assim, poderemos ter um planeta mais humano e equilibrado para a sustentação da vida.

NEIDE SPANGUEMBEG MELLO é professora de Geografia em Rolândia








É preciso fazer alguma coisa



Lair Ribeiro

Quando a fantasia toma o lugar da realidade, estamos diante de um problema. Se o indivíduo passa a vida inteira fingindo que gosta de si, sem conseguir superar aquelas crenças negativas que absorveu quando pequeno, o problema pode ser sério. Nesses casos, a única solução é o indivíduo entrar em contato com a criança que tem dentro de si e dar a ela todo o cuidado, carinho e atenção de que ela necessita. O relaxamento é fundamental para aumentar a auto-estima. Há pessoas que trabalham muito e se queixam de estresse, mas o estresse pode ser positivo. Desde que esteja ligado à emoção de realizar coisas, o estresse traz energia. O problema surge quando o estresse é resultado apenas de preocupação e ansiedade: aí, ele é prejudicial. Nesse caso, ele chama-se distresse. Esse lado construtivo do trabalho é verdadeiro apenas quando permitimos que a nossa mente relaxe. Quando relaxamos, travamos contato com o inconsciente e deixamos que ele harmonize o nosso trabalho com a nossa finalidade de vida. Quem só trabalha, vira um robô.

É possível relaxar a qualquer hora, em qualquer lugar. Existem diversas técnicas de relaxamento e todas são válidas: respiração, músicas especiais, meditação, ioga, massagem, etc. Procure uma de que goste e pratique-a. Quando você faz uma visualização bem feita, sua mente não distingue se o fato aconteceu de verdade ou se foi mentalmente criado. Existe uma experiência, feita na Universidade de Yale (EUA) que ilustra bem este assunto. Foram escolhidos 30 estudantes que nunca haviam atirado. Todos fizeram testes de tiro ao alvo e foram selecionados porque obtiveram a mesma média de acerto. Depois disso, eles foram divididos em três grupos, que treinaram da seguinte forma: o primeiro grupo treinou vinte minutos por dia, cinco dias por semana, durante seis semanas; o segundo grupo, compareceu ao local de treinamento o mesmo número de vezes que o primeiro, mas apenas se imaginou atirando no alvo, fazendo com as mãos o gesto de atirar; o terceiro grupo comparecia ao local dos treinos, mas ficava brincando à toa.

Depois de seis semanas, os testes de tiro ao alvo foram repetidos: o primeiro grupo melhorou 83%; o segundo melhorou 82%; e o terceiro apresentou o mesmo desempenho anterior. Conclusão: o revólver usado no treinamento do primeiro grupo serviu apenas como instrumento para manter a mente, assim como as mãos e os olhos, concentrada.

LAIR RIBEIRO é palestrante internacional é médico cardiologista em São Paulo (e-mail: [email protected])

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