As três fases do desenvolvimento humano
Lair Ribeiro
  Absorção. Esta fase vai do nascimento até os 7 anos. É o período em que o cérebro funciona como uma esponja; não tem ainda capacidade cognitiva. Você está consciente, mas não está consciente de que está consciente. Por exemplo, quem é criado na religião católica, provavelmente continua sendo católico. Essa é uma regra geral, porque até os 7 anos, nós absorvemos a religião, as preferências, os preconceitos, etc. Absorvemos tudo, sem discussão.
  Modelação. Essa fase costuma ir dos 7 aos 14 anos, mais ou menos. Nesse período, começamos a questionar tudo mais intensamente. Quando vamos deixando a infância e aos entrando na adolescência, preparando-nos para a vida adulta, começamos a selecionar o que deve ser codificado em nossa mente. Nessa fase, começamos a dar menos importância ao que vimos e mais ao que presenciamos. Aprendemos a avaliar antes de acreditar. Acontece que nos primeiros sete anos de vida, 99% dos nossos parâmetros de avaliação já estão codificados em nossas mentes. É por isso que, como diz a música de Belchior, ‘‘nós ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais’’. Seu pai o proíbe de fumar, mas ele continua fumando. O que você pensa? Não há problema algum em fumar; eu também posso fumar. Na fase da modelação, o que vale é o exemplo. Eu costumo dizer: a palavra convence, o exemplo arrasta.
  Socialização. Essa fase vai dos 14 até, mais ou menos, os 21 anos. É a fase em que o adolescente passa a preferir a companhia dos colegas à dos pais. E muitos pais ficam ressentidos com isso. O adolescente procura moldar sua própria personalidade. Ainda que, no fundo, repita muito do que fazem seus pais.
  Teoricamente, a fase da socialização se completa aos 21 anos, mas só teoricamente. Eu conheço pessoas com 50 anos de idade, cujo pai já morreu, a mãe vive a 2.000 km de distância, e ainda não saíram de casa. Ou seja, continuam emocionalmente ligados aos pais e ao ambiente em que foram criados. O mais importante são os sete primeiros anos de vida. É nessa fase que 95% da auto-estima de uma pessoa é lingüisticamente codificada. Mas ela pode ser recodificada lingüisticamente. Somos animais lingüísticos, é a linguagem que nos diferencia dos outros seres e nos faz humanos. Então, usando a linguagem, podemos recodificar nosso cérebro.
LAIR RIBEIRO é palestrante internacional e médico cardiologista em São Paulo (www.lairribeiro.com.br)

Dia Nacional das Comunicações
Mário Jorge O. Tavares
  Hoje se comemora o Dia Nacional das Comunicações, em homenagem ao Marechal Rondon. Descendente de índios nasceu em Mimoso (MT), em 5 de maio de 1865, Cândido Mariano da Silva Rondon. Diplomou-se, aos 16 anos, com distinção, como professor primário. Ingressou no Exército. Depois de prestar exames de Estado-Maior e de engenheiro e obtido o título de bacharel em Matemática e Ciências Naturais, sua primeira missão foi integrar o território nacional por meio de linhas telegráficas, do Rio de Janeiro a Mato Grosso. Isso foi em 1890.
  Percorreu mais de 50 mil quilômetros de florestas, sertões e estradas primitivas para demarcar fronteiras e instalar linhas telegráficas (implantou só no período de 1907 a 1909, mais de 4,5 mil km. Inventariou grande parte de nossa flora e fauna. Descobriu serras, planaltos, montanhas e rios, que foram incluídos em suas cartas geográficas.
  Por sugestão de Roquete Pinto, o então território de Guaporé passou a se denominar Rondônia. Sertanista fez contatos com tribos indígenas, criou Parques Indígenas organizou o Serviço de Proteção ao Índio - SPI (atual Fundação Nacional do Índio - Funai), pacificou tribos e não permitia nenhuma violência contra os mais legítimos donos das terras brasileiras. Arbitrou questões de fronteiras entre Peru e Colômbia. Ao completar 90 anos (em 1955), depois de galgar postos em sua carreira militar, Rondon foi promovido ao posto de Marechal, por indicação unânime do Congresso Nacional. Foi condecorado e reconhecido por governos e entidades estrangeiras por sua obra gigantesca. Elevado em 1963 a Patrono da Arma de Comunicações do Exército. Por indicação do Ministério das Comunicações foi reconhecido em 1971, pelo Presidente da República, como o ‘‘Patrono das Comunicações Nacionais’’, ficando desde então, 5 de maio, data de nascimento de Rondon, como o Dia Nacional das Comunicações.
MÁRIO JORGE DE OLIVEIRA TAVARES é consultor de telecomunicações em Londrina

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