ESPAÇO ABERTO
O know-how do sucesso
Lair Ribeiro
O know-how do sucesso envolve cinco atributos: auto-estima, comunicação, metas, atitude e ambição. A primeira grande característica das pessoas que sabem viver e, portanto, são bem-sucedidas, é a elevada auto-estima. Se você não gosta de si mesmo, o mundo também não vai gostar. Outro importante ingrediente para o sucesso é a comunicação. Essencial, tanto para o sucesso pessoal quanto profissional, a comunicação, infelizmente, não é ensinada nas escolas. Pessoas bem-sucedidas sabem o que querem. Elas têm metas e sabem a importância de sonhar. O segredo do sucesso é muito simples: sonhar de noite e trabalhar de dia. Se você só sonha, não resolve. Você tem que deixar a imaginação trabalhar. Todas as grandes invenções vieram da imaginação. Há pessoas que sonham a vida inteira e nada acontece. Por que será? Porque, além de sonhar, elas têm de saber o que querem.
O mais importante para você ter sucesso na vida é a sua atitude. Napoleon Hill comprovou que, diante de um copo com água até a metade, pessoas bem-sucedidas tendem a dizer que o copo está meio cheio, e não meio vazio. Ou seja, elas vêem a parte positiva. Tudo na vida tem dois lados, e você vai ver que é possível melhorar a sua atitude. Todos os milionários que Hill entrevistou trabalhavam bastante. Trabalho é uma característica importante do sucesso, mas sozinho não resolve.
A última das características mais importantes entre as pessoas bem-sucedidas é a ambição. Ambição e ganância não são a mesma coisa. Ambição é um direito do ser humano. Existe uma palavra japonesa, kaizen, que define bem o que é ambição: melhora contínua. Hoje, melhor que ontem; amanhã, melhor que hoje. Quem tem essa programação mental, faz a diferença. Se o cérebro fosse um computador, ele seria hardware, ou seja, o equipamento; e as idéias seriam o software - o programa que vai comandar o equipamento. Ninguém nasce gênio. Mesmo as pessoas que vêm ao mundo com um potencial maior, se não tiverem uma boa programação podem acabar anulando essa vantagem. Por falta de programação, muitas dessas pessoas acabam fazendo um aproveitamento medíocre de sua capacidade mental. Qualquer que seja a sua capacidade mental, você pode fazê-la trabalhar a seu favor.
LAIR RIBEIRO é médico cardiologista em São Paulo (www.lairribeiro.com.br)
Nossos heróis estão mortos
Joel Godoi Bueno
Alberto Santos Dumont, o que pensaria ou faria se estivesse entre nós? Suicídio de novo? Zumbi dos Palmares, o que faria? Talvez morresse novamente pela causa, hoje mais nobre, por incluir também multidões de irmãos brancos nas fileiras dos excluídos. Joaquim José da Silva Xavier, compatriota, revolucionário idealista conhecido como Tiradentes, meu colega de profissão, o que faria? Hoje talvez esteja se revirando no túmulo! Gostaria meu irmão que você estivesse aqui hoje, pois a derrama está de volta poderosa, confiscatória, e o que é pior: a Lisboa a ser reconstruída não é mais de Portugal, é deles! Agora mudou de nome: chamam-se valeriodutos, mensalões, cartões corporativos, dólares nas cuecas, submissão ao neoliberalismo, etc.
Existe um milagre econômico que não é citado pelos nossos governantes hoje: aquele de conseguir fazer o trabalhador brasileiro ganhar muito mal e este humilde salário custar caro para o pequeno e micro empresário, que muitas vezes vai à falência por conta da indenizações trabalhistas! E o que é pior: o salário número 2, aquele recolhido às instituições públicas, como ISS, FGTS, Cofins, etc., uma pequena parte dele volta sim, caro Tiradentes, em forma de morte na fila do SUS em hospitais públicos sucateados, em salários humilhantes aos heróicos professores da rede pública de ensino, em escolas públicas também sucateadas. Talvez seja intencional, pois investir em escolas e remunerar bem professores, motivá-los, seja ameaçador a eles, pode construir cidadania, consciência política! Pode por exemplo, construir discernimento para diferenciar bolsa-família que cria o cidadão humilhado e dependente do Estado, e a compra indireta de voto com dinheiro público.
Caro Tiradentes, você e os demais inconfidentes, que falta nos fazem. Vocês eram instruídos, idealistas autênticos, militaram causas nobres. Sabe o que temos hoje caro Tiradentes? Alguns Silvérios do Reis que vendem por um bom tempo uma ideologia que cativa, faz comum o sonho de multidões e quando chegam ao poder se rendem ao neoliberalismo, ao capital, às privatizações escandalosas de estatais superavitárias, à corrupção, pisando sobre os ideais. Mas, quem sabe, qualquer hora dessas nossos irmãos brasileiros sofridos não se unam numa verdadeira revolução para resgatar o que lhes é de direito.
JOEL GODOI BUENO é cirurgião dentista em Londrina





