O único todo
Carlos Eduardo Bobroff da Rocha


Seus relacionamentos não lhe pertencem exclusivamente, pois a interação com outros indivíduos é baseada em uma relação de reciprocidade. Para que esta ocorra, é necessário que haja a perda temporária de parte de sua identidade, assim como a perda de parte da mesma referente àquele com quem você está interagindo. Reciprocamente. No entanto, tais perdas são compensadas pela assimilação de parte do caráter daqueles com quem você interage. E o mesmo se diz com relação ao outro indivíduo.
Se pensarmos a partir deste pressuposto, poderia questionar-se a respeito da construção do eu. Se este recebe influência de outros eu, aonde estará o verdadeiro eu? Existe um eu puro? Na verdade, é difícil responder a esta pergunta, pois convive-se com a seguinte realidade: somos o que somos graças, em boa parte, à nossa maneira de agir, de acordo com a ''sociedade'' na qual você interage (isto é, com a maioria das pessoas com quem você tem maior contato e afinidade). Com isso, percebe-se que o ser humano não é totalmente único, pois parte dele provém das experiências que ele possui com a ''sociedade'' que ele ajuda a construir, e ao mesmo tempo, provém do impacto desta mesma ''sociedade'' sobre o homem. Viver, de fato, é viver várias vidas.
Seria este o impacto da vida de cada um? A influência na vida de cada um? Analisado este aspecto, vê-se que o ser humano individual tem o potencial de ser um todo. Simplesmente ser não basta, pois é possível ser várias pessoas, assimilar crenças externas como forma de aprender como funciona as regras da reciprocidade, e assim poder atuar nessas regras. Viver em comunidade como forma de acrescentar algo importante às relações, procurando, desse modo, modificar verdade preestabelecidas. Quantas vidas vale a pena viver? Ou por quantas vidas vale apenas viver? Procurar ser também uma parte dos outros é acrescentar algo a mais na própria vida. Eis o começo da transformação pessoal, e também coletiva. Reciprocamente.
CARLOS EDUARDO BOBROFF DA ROCHA é estudante de Medicina na Universidade Estadual de Londrina

Princesa Diana, a missão
Walmor Macarini


Por estes dias, quando se anunciou (depois de dez anos de investigação) que o acidente e a morte da Princesa Diana não ocorreram por atentado, ocorre-me reeditar coisas já escritas e dizer que não houve culpados e sim agentes que deveriam estar ali, como estavam, para que se cumprisse o que estava predestinado. Seu tempo terreno já havia expirado e sua missão estava cumprida. Lady Di era oriunda do Reino das Fadas e para lá ela imediatamente retornou.
Sua vinculação à realeza terrena não aconteceu por acaso. Sua obra principal, conforme revelam canalizações de mestres ascensos que participaram de todo o processo, foi injetar no campo vibracional humano uma frequência de energia vinda diretamente daquele Reino. Ela reabriu o caminho para mais seres de sua espécie virem para a nossa realidade dimensional. Alguns dos nossos já habitaram aquele Reino, da mesma forma que muitas fadas tiveram vivência neste planeta, estabelecendo-se assim uma ''consanguinidade''.
Foi pela radiância da Princesa que a humanidade inteira prostrou-se em choro e tristeza ante sua morte. Nunca na história do mundo houve tanta comoção pela transcendência de alguém, e o sentimento de dor manifestado pelos mais de 5 bilhões de habitantes da Terra, na época, funcionou como um purificador da atmosfera terrestre. Isto teve o poder de uma prece profunda e sentida, intensamente carregada de emoção, e por tamanha sinergia a um só tempo muitas impurezas se dissiparam. Os percalços da pessoa humana da Princesa são detalhes irrelevantes, porque o que importou foi sua missão.
Sua atribulada vida afetiva de mulher era inerente à sua condição humana, e suas obras de amor pelas crianças vítimas das minas terrestres, pelos aidéticos e outros mal-assistidos do mundo, eram traços de sua refinada essência. Mas isto não foi a razão central de sua vinda. A verdadeira missão foi trazer a luz do Reino das Fadas e injetá-la na vibração terrena.
Importantes acontecimentos decorrentes de sua descida a este plano hão de vir. Crianças-fadas estão desde então nascendo na Terra. Elas não trazem varinhas mágicas e são fisicamente normais, mas exercerão funções relevantes em benefício da humanidade. E o farão sem o saber, mas guiadas pelo impulso da missão. Com a dor de bilhões de pessoas pela morte dessa fada-princesa - nos diz Saint Germaine em sua canalização - ''séculos de mágoas, de dor e de sofrimento contidos nesta paragem terrena começaram a ser resgatados, elevando-se e transformando-se em luz''.
WALMOR MACARINI é jornalista na FOLHA DE LONDRINA

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