Meu Brasil!
Rejane Fialho Taillefer


A reportagem ''Lojistas abusam de termos estrangeiros'' (Folha Economia, pág. 1, 18/03) chamou minha atenção. Há algumas décadas, os termos estrangeiros que se infiltraram em nossa cultura eram de origem francesa, como: plissé, buffet, vernissage..., o que representa uma galomania, muito praticada em nosso país, inclusive, por alguns grandes nomes de nossa literatura.
Há séculos, portanto, emprestamos termos de outras culturas, porque temos mania de xenofilia ou, como sugere Lawrence Venuti em ''Escândalos da Tradução'', porque somos culturas periféricas, domesticadas pelas culturas centrais, domesticadoras, interessadas em nossos bens, diga-se, de qualquer natureza.
Podemos, também, dizer que são plurais as razões de nossa simpatia por palavras ou expressões estrangeiras, dentre elas, porque é fashion, o que dá um toque cult; é top e, por isto, estou in; vou ao shopping porque as lojas estão on sale e lá tem self service...
Vale assinalar que muitas dessas palavras já estão dicionarizadas, algumas adequadas à ortografia de nossa língua e, outras, com sentidos diversos da língua de origem.
Hoje, sou professora de francês, razão pela qual empresto desta língua algumas palavras para lhes contar uns segredinhos: meu coiffeur está tendo um affaire e, com isto, ele põe em risco seu ménage. Uma troupe de Curitiba está fazendo uma tournée pelo Brasil e, claro, eu lhes desejo merde! Vou comprar um prêt-à-porter e brindar o réveillon com champagne. Minha fantasia de carnaval terá plumas e pailletés e muito frou-frous. Jean leva uma vida de bon vivant em seu atelier. A última enquête apurou que os brasileiros oferecem bouquets às suas mulheres, mas elas preferem lingeries. Adoro um pot-pourri!
Brincadeiras a parte, quero registrar o que me parece fundamental: antes de tudo, somos brasileiros e devemos exercitar comportamentos cívicos que priorizam nossos ícones nacionais e culturais, universalmente reconhecidos como representantes de nosso Brasil, por exemplo, nossa língua portuguesa brasileira.
Mas... aproveito o momento e termino com outra brincadeira: mando-lhe besitos y hasta la vista, baby, porque, te quiero! I love u! Je t'aime! E..., principalmente, porque ''meu coração é verde, amarelo, branco, azul anil, eu te amo, meu Brasil, eu te amo...''.
REJANE JACQUELINE DE QUEIROZ FIALHO TAILLEFER é professora de Francês do departamento de Línguas Estrangeiras Modernas da Universidade Estadual de Londrina

Para o seu mundo mudar, você tem de mudar
Lair Ribeiro


É só com a participação do hemisfério direito do seu cérebro que você vai conseguir mudar suas crenças, suas percepções, seu comportamento e, em consequência, seus resultados. Como conseguir fazer essas modificações?
Se você continuar fazendo o que sempre fez, vai continuar obtendo o que sempre obteve. Se quiser alguma coisa a mais na vida, vai ter de passar a fazer algo mais. É um erro pensar que um indivíduo pode obter um resultado diferente, fazendo exatamente o que sempre fez. Para o seu mundo mudar, você tem de mudar. E, para mudar, você tem de mudar suas crenças, que vão mudar as suas percepções e a sua realidade.
Na região de Miami existem muitos iates e, embora proibido, milhares de latinhas de cerveja vão parar no fundo do mar. Certa vez, perguntaram a um mergulhador americano o que ele tinha encontrado lá embaixo. Ele, então, respondeu que tinha encontrado isso, mais isso, mais isso e, também, latinhas de cerveja Budweiser. Aí, lhe perguntaram como ele sabia que a marca das latinhas de cerveja era Budweiser, e ele, imediatamente respondeu: ''Ora, eu sei por causa da cor vermelha''.
A percepção desse mergulhador estava contaminada pelo fato de a cerveja Budweiser ser uma das mais vendidas em seu país. Na verdade, o ser humano não consegue distinguir a cor vermelha abaixo de 150 pés, como era o caso. A cor vermelha, nessa profundidade, fica invisível. Um mergulhador francês, testado em seguida, disse apenas ter visto no fundo do mar objetos que pareciam ser latinhas de cerveja. O segredo não é ver para crer, como queria São Tomé. O que importa é crer para ver. Portanto, é possível mudar uma realidade desde que modifiquemos nossas crenças a respeito dela.
Guarde bem isso: Tudo o que existe no seu universo físico passou, primeiro, pela sua mente. Tudo o que existe na sala onde você está lendo este livro, agora, passou pela mente de alguém, incluindo você. E, antes, passou pela mente de seus pais, de seus avós, etc. O fundamental na vida é acreditar. À medida que você muda suas crenças, seus atos se modificam e, em consequência, também os resultados mudam. A crença determina seus atos e estes, seus resultados. Se você tiver uma crença positiva, vai ter atos positivos e resultados positivos. Se você tiver uma crença negativa, vai ter atos negativos e resultados negativos.
LAIR RIBEIRO é médico cardiologista e palestrante internacional em São Paulo (www.lairribeiro.com.br)

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