Preparando-nos para o retorno

Walmor Macarini
  Nossos ‘‘irmãos mais velhos’’ das elevadas esferas, incluindo aquele que na Terra se denominou Jesus, nos falam de mundos maravilhosos onde já não existem imperfeições e onde iremos chegar, de retorno, depois de galgar todos os degraus que nos restam. Esse lugar de bem-aventurança - que é um dos muitos (de diferentes níveis) ‘‘da casa do Pai’’, como está escrito - foi co-criado por nós, assim como co-criamos também este que ora habitamos. Porque sempre fomos unos com Deus. A memória de planos inferiores já está ali diluída, e o livre-arbítrio (uma dádiva mas também um fardo) inexiste, porque nada há a arbitrar nesse elevado plano.
  Certamente que não daremos um salto daqui para lá, da mesma forma que assim é na dimensão terrena e nas subseqüentes, onde tudo caminha segundo o seu tempo. Mas ocorre agora uma aceleração do processo de ascensão, porque já estamos bem avançados na caminhada por esta senda e a hora já é chegada.
  A Terra é também um céu (palavra que quer dizer lugar de luz), porém de densidade ainda intensa e para onde viemos por espontânea vontade ou por desígnio da misericórdia divina em face de nossas condições. Planos ainda mais baixos existem (as ‘‘muitas moradas’’), para onde terão de ir os degredados, por não terem outro lugar senão aquele que se adequar ao seu estado de alma e ali tendo de retomar o processo de nascimentos, mortes e reencarnações.
  Nossos irmãos celestiais estão onipresentes em sua forma invisível - a menos que desejem manifestar-se aos nossos olhos carnais - e também eles têm missões, eis que a obra nunca se encerra. Aqui na Terra o fim de um ciclo está ocorrendo e um novo se inicia. Os portais do conhecimento irão se abrindo em função disso e velhos sistemas de crenças irão se desfazendo. O que é crença - que pela sua natureza encerra também o anverso, que é a descrença - evoluirá para o entendimento, e este não tem condicionantes. Ninguém mais irá dizer ‘‘eu creio em Deus’’, porque terá a plena consciência de que é com Deus.
  Aquelas divindades nos estão nos preparando para a descoberta de que nós, seres terráqueos, não somos os únicos habitantes do Universo e que os que povoam outros mundos nos conhecem, muitos porque já habitaram por aqui e nos visitam e detectam, da mesma forma que também nós já habitamos outros pontos do infinito cosmo ao longo de nossas múltiplas existências. As cinco raças da Terra (branca, negra, amarela, vermelha e marron) não são um produto meramente genético mas determinantes das suas diferentes origens planetárias, nos primórdios.
  Doravante os véus irão caindo e a humanidade saberá o que ainda desconhece. E então paradigmas estratificados se modificarão e equívocos hoje predominantes se dissiparão como fumaça levada pelo vento. Este tempo está se aproximando, veloz, mas será marcado ainda por muita turbulência, pelos reflexos das correntes antagônicas ainda muito poderosas.
WALMOR MACARINI é jornalista na FOLHA DE LONDRINA


Trânsito em Londrina: culpa do cidadão?
Airton Nozawa
  A administração municipal através da CMTU tenta culpabilizar a população pelos congestionamentos no trânsito de Londrina. A ‘‘lerdeza’’ no reflexo dos motoristas e o desrespeito às leis de trânsito foram algumas das causas citadas. Muitos outros fatores que dependem do poder municipal não foram abordados. É bom lembrar que os nossos e demais motoristas não são pilotos de corridas e as leis de trânsito aqui têm pesos diferentes.
  Por que não falam na falta de sincronismo dos semáforos? Há anos os semáforos em algumas vias principais eram sincronizados com o fluxo de veículos. O tempo passou, a cidade cresceu e o sistema regrediu. Veja na Goiás, Duque, JK (exceto entre a Tupi e Mossoró), Leste Oeste, Higienópolis... O sincronismo dos semáforos é uma questão básica para o fluxo do tráfego, principalmente em vias onde em cada cruzamento há um deles.
  Por que não falam dos semáforos seqüenciais colocados inutilmente em algumas esquinas, por exemplo, na Pernambuco? Ficou mais caro tanto para a aquisição quanto para a manutenção, não implementou melhora no fluxo e ainda tirou o sincronismo que havia na Goiás. Os semáforos seqüenciais são úteis para avenidas com velocidade mais elevada e com poucos semáforos. Na Tiradentes próximo ao Parque Ney Braga não há.
  Por que não falam dos Psiu que desrespeitam as leis de trânsito com o aval da CMTU, cuja função é fiscalizar os infratores? Os veículos de transporte público são importantes, mas não podem deseducar a população. Eles param onde querem: nas esquinas, nas faixas de pedestres ou no meio do fluxo. Como pode uma administração cobrar a obediência às leis, citar a sua desobediência como causa dos congestionamentos e ser ela a primeira a não obedecer?
  Por que não falam na ausência do mínimo de planejamento nas execuções das intervenções no trânsito? A duplicação da Goiás até a JK, além dos transtornos que já causam há meses, não trará melhoras significativas, pois o mesmo fluxo de veículos continuará desembocando na JK e na continuação da Goiás, como já acontece hoje. O Poder Executivo municipal deve sempre procurar as soluções mais viáveis a todos os problemas urbanos e é para isto que ele foi eleito. Procurar justificativas e ainda imputar a culpa aos seus cidadãos é a característica, infelizmente, da limitação.
AIRTON NOZAWA é engenheiro e professor da Universidade Estadual de Londrina

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