Educar e politizar
Ludinei Picelli


É costumeiro ler e ouvir que as urnas darão o troco aos corruptos não reelegendo-os nas próximas eleições. Infelizmente, isso é um lamentável engano. A grande massa votante brasileira é composta de eleitores despreparados para o exercício dessa cidadania. Isso fica bem claro quando analisamos a qualidade dos nossos políticos: eles são o reflexo do eleitorado. Quantos se salvam do ''mar de lama'' dessa corrupção desenfreada que tomou conta do País? Pouquíssimos.
A prova mais cabal do despreparo do eleitor é a reeleição dos políticos envolvidos com falcatruas comprovadas e processados por desvios de dinheiro público. Nesse caso, vinga a tese do ''rouba mas faz'', um absurdo, um desvirtuamento completo da moralidade, um voto inconsequente.
E o eleitor, sem consciência para mensurar o grande valor que tem o seu voto, o troca por migalhas: pequenos favores, um tanque de gasolina, um uniforme de futebol, cerveja e carne para o churrasco, etc. Além disso, vem o grande comprador de votos: o Bolsa-Família, com 44 milhões de eleitores envolvidos. Agora, imaginem como votam os 17 milhões de eleitores analfabetos, pressionados por toda a gama de informações viciadas e desvirtuadas. Por outro lado, observa-se o eleitor alienado, aquele que aparenta ser esclarecido e acha que não vale a pena enfrentar ''a sujeira da política nacional''.
Então, quando se lê artigos e cartas opinativas na imprensa, debatendo o assunto, dá-se a impressão que toda a população está envolvida com os assuntos políticos brasileiros. Mas não é isso que acontece. Esse debate envolve apenas 1/3 do eleitorado. E o voto consciente pertence a essa minoria bem informada da população. O restante do eleitorado é presa fácil dos maus políticos, através da ação inconsequente, desonesta e inescrupulosa da militância dos seus cabos eleitorais.
Somente com uma educação de qualidade e debates que estimulem o despertar da consciência política é que poderá melhorar o grau de politização do cidadão brasileiro.
LUDINEI PICELLI é administrador de Empresas e microempresário em Londrina

Aumente a sua inteligência
Lair Ribeiro


Os hemisférios esquerdo e direito de nosso cérebro têm propriedades diferentes. O segredo do sucesso é balancear os dois. Como a nossa educação valoriza o hemisfério esquerdo, o direito se inibe. Pode-se dizer que ele vai definhando pela falta de uso. Para reverter essa atrofia e obter um balanceamento, vamos nos concentrar na expansão do hemisfério direito, que é a porta de entrada para o inconsciente. Quando as pessoas começam a desenvolver o hemisfério direito do cérebro, costumam dizer coisas como: ''Eu pensava que era inteligente, agora vejo o quanto tinha para melhorar''. O que ocorre é uma mudança na referência que essas pessoas tinham.
As grandes idéias vêm todas do hemisfério direito do cérebro. E, para o hemisfério direito trabalhar, você tem de estar relaxado. Sabe como Albert Einstein descobriu a teoria da relatividade? Deitado numa rede, no fundo do quintal de sua casa, imaginando que viajava num raio de luz. E sabe como Arquimedes descobriu o princípio que leva o seu nome? O rei ganhara de um vizinho uma coroa de ouro e Arquimedes, sábio da corte e reconhecido matemático, foi chamado para descobrir, sem destruir a coroa, se ela era mesmo de ouro ou se tinha prata misturada. Ele disse que isso era impossível. E o rei disse que, impossível ou não, ele tinha cinco dias para resolver o problema. Se não conseguisse, seria decapitado ao final do quinto dia.
Arquimedes foi para casa, batalhou, batalhou, até que desistiu de resolver o problema e foi tomar um banho. Estava na banheira, quando, de repente, encontrou a solução para o problema do rei. Foi então que ele saiu nu pela rua gritando: Eureca! Eureca! Eureca! (achei, em grego). Ou seja, ao tomar banho, relaxado, ele teve a idéia de que a densidade da prata era diferente da densidade do ouro e, em consequência, iam afundar na água em tempos diferentes. Fazendo, então, uma nova coroa de ouro, para não destruir a original, e uma similar de prata, e submetendo-as a sucessivas avaliações dentro da água, ele descobriu o que ficou conhecido como o princípio de Arquimedes, graças ao qual as navegações, naquela época, se tornaram possíveis.
Arquimedes, deitado na banheira, e Einstein, deitado na rede. Quem iria imaginar que grandes idéias, que impulsionaram a civilização para frente, nasceram de momentos de reflexão do hemisfério direito do cérebro? Por isso é importante aprender a trabalhar com o hemisfério direito, que também está ligado ao nosso sistema emocional. Ou seja: quanto mais você utiliza seu hemisfério direito, mais você modifica a sua percepção. E, à medida que você modifica a sua percepção, mais você modifica a sua realidade. Percepção é realidade; tudo o mais é ilusão.
LAIR RIBEIRO é palestrante internacional e médico cardiologista em São Paulo (www.lairribeiro.com.br)

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