ESPAÇO ABERTO
Defesa da vida e educação sexual
Dom Orlando Brandes
A Campanha da Fraternidade sobre a defesa da vida tem tudo a ver com a sexualidade humana. Vejamos alguns pontos sobre a educação para o amor - a educação sexual.
1. Cabe aos pais educar seus filhos sobre a sexualidade. A escola, a catequese são auxiliares. Diante dessa realidade, os que educam precisam ter solucionado seus problemas sexuais, para não projetar nos ouvintes, recalques, feridas, desvios pessoais não resolvidos.
2. Todos viemos de uma célula sexual que se desenvolveu. Falar de sexualidade é falar da pessoa humana. Deus criou o homem e a mulher sexuados. Assim, a relação sexual é sacramento do amor de Deus no matrimonio. O sexo tem a função amorosa e procriativa.
3. Educação sexual não é apenas informação biológica, mas, educação para a ternura, o carinho, o respeito, o amor. A relação sexual não é só abraço físico, mas , encontro de corações, de almas, de consciências e de destinos. A carne não basta e não sacia a infinita fome e sede de amor do ser humano.
4. Educar para o amor (sexo) exige educação da vontade, sem esquecer os valores e os limites. As afeições desordenadas, as forças instintivas e as paixões precisam ser humanizadas. Para o sexo não basta a maturidade física, é preciso a maturidade psicológica e ética.
5. A continência, o autodomínio são valores que ajudam a humanização do impulso sexual. Não morremos por falta de sexo, mas por falta de afeto. Em sexo, é preciso superar o tabu e a permissividade, para uma sexualidade saudável. Neste assunto não somos nem angélicos, nem animais, mas, humanos.
6. Tratar meninos como meninos e meninas como meninas é a mais elementar justiça erótica. Pessoas que praticam esportes, têm boas amizades, sabem perdoar, cultivam a fé e os valores, têm sentido na vida, conseguem organizar sua sexualidade.
7. Educação sexual enquanto educação para o amor integra a educação para o casamento, namoro, noivado e a vida em família. A missão de ser pai e mãe não é apenas capacidade de reprodução, mas preparação para a vida em família.
8. Para que não sejamos coagidos a abortar, é preciso organizar a desordem e balburdia erótica de nossa cultura. Não se pode dizer que é amor o que na realidade é erotismo, prazer egoísta, satisfação de paixões, exploração sexual. Na área sexual, afetiva, emocional somos muito feridos. Terapia, educação, recuperação da vida é o caminho que queremos escolher.
Dom Orlando Brandes é arcebispo de Londrina
Nota de esclarecimento
Maurício de Oliveira Carneiro
O município de Assaí, através da sua Procuradoria Jurídica, dá sua versão sobre a notícia sobre readequação de esgotos, publicada no dia 26 de fevereiro, página 6, da FOLHA DE LONDRINA:
1) Este Município, através de concorrência pública realizada em 2006 delegou os serviços de readequação de lixão municipal em aterro controlado, implantação, operação e exploração de aterro sanitário municipal à empresa Sanetran Saneamento Ambiental, de Almirante Tamandaré (PR). Esta concessão, até então considerada inédita, previu a construção de um aterro sanitário pela concessionária, a custo zero para o Município. A concessionária poderá disponibilizar parte deste aterro a outros municípios vizinhos para a destinação de seus resíduos sólidos. A área onde este investimento está sendo implantado foi cedida à concessionária através de concessão de direito real de uso, passando esta a ser responsável pela área.
2) O Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos do Município de Assaí foi licitado em 2007 tendo como empresa vencedora Ecotécnica Tecnologia e Consultoria ltda. de Curitiba. A primeira parte do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos foi protocolada junto ao IAP no dia 25 de fevereiro, dentro do prazo concedido aos municípios para sua apresentação;
3) A preocupação com as condições de trabalho dos catadores que utilizavam objetos encontrados no lixão como meio de trabalho e renda, levou este Município a pleitear recursos junto ao Ministério da Ciência e Tecnologia para a construção do projeto que intitulou Implantação do Programa Recicla Assaí. O projeto foi aprovado e em dezembro de 2007 foi assinado o convênio nº 01.0054.00/2007 conforme publicado no DOU de 23 janeiro 2008.
Estes esclarecimentos contradizem as informações veiculadas na reportagem IAP recebe plano de lixo de apenas 13 prefeituras visto que está se adaptando às exigências legais quanto à disposição de resíduos sólidos tendo apresentado o seu plano de gerenciamento de resíduos sólidos (PGRS) na data aprazada para tanto. Da aprovação deste PGRS depende a continuidade das obras para a instalação do aterro sanitário municipal que poderá ser compartilhado por outros municípios.
Por fim, este Município tem se pautado pela observância do cumprimento dos ditames legais e tomará todas as providências para apurar eventual responsabilidade das empresas contratadas.
Maurício de Oliveira Carneiro é procurador jurídico do município de Assaí
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